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Major Francisco Albuquerque

Major Francisco Albuquerque

Disciplina, Técnica Militar e Dever no Sertão da Guerra do Paraguai

O Coronel Francisco Xavier de Albuquerque (identificado em diversas fontes militares como Major Albuquerque) foi um oficial do Exército Imperial Brasileiro que atuou de maneira relevante na Força Expedicionária do Mato Grosso, especialmente durante o episódio dramático da Retirada da Laguna, em 1867.

Major Albuquerque na Guerra do Paraguai

Embora menos conhecido que figuras como Camisão, Taunay ou o Guia Lopes, seu papel foi técnico, disciplinado e essencial para a manutenção da estrutura militar da coluna durante a operação

1. Origem e Carreira Militar

Não existem tantos registros biográficos detalhados sobre a origem familiar de Albuquerque quanto sobre outros oficiais da época, algo comum no século XIX. O que a documentação militar confirma é que:

  • Era oficial de carreira do Exército Imperial.

  • Teve formação e prática nas guarnições do Centro-Oeste brasileiro, região que exigia dos oficiais resistência física, conhecimento de terreno e adaptabilidade.

  • Servia no Regimento de Linha destacado para a defesa de Mato Grosso após a invasão paraguaia de 1864.

Sua ascensão ao posto de Major decorreu de mérito e tempo de serviço, características típicas do oficialato de fronteira do Império.

2. Participação na Campanha do Mato Grosso

Após o ataque surpresa do Paraguai ao território de Mato Grosso, o Império organizou a Força Expedicionária, composta por tropas regulares, voluntários e integrantes da Guarda Nacional. O Major Francisco Albuquerque integrava esse corpo, ocupando posição importante na administração tática da artilharia, logística e disciplina militar.

Dentro da estrutura da expedição comandada pelo Coronel Carlos de Morais Camisão, Albuquerque tinha funções essenciais:

  • Coordenação de armamentos e munições.

  • Planejamento e organização das colunas de marcha.

  • Acompanhamento da artilharia leve.

  • Apoio direto às decisões de comando.

Era, portanto, um oficial de confiança, responsável por manter a ordem e o funcionamento técnico da força em terreno hostil.

3. O Major Albuquerque na Retirada da Laguna

A expedição, abatida por doenças, fome e perseguições paraguaias, teve seu momento mais crítico com a morte do Coronel Camisão, em maio de 1867. Mesmo antes desse evento, o Major Albuquerque já exercia papel decisivo na manutenção da estrutura militar de uma tropa debilitada.

De acordo com relatos de época, incluindo o famoso registro de Alfredo d’Escragnolle Taunay, Albuquerque:

• Demonstrou firmeza disciplinar

Mesmo diante da perda de soldados, falta de medicamentos e escassez de alimentos, o Major manteve a tropa organizada no que era possível, evitando ruptura completa da formação.

• Atuou ativamente na proteção da coluna

Participou da coordenação de movimentos defensivos contra a cavalaria paraguaia durante trechos críticos da retirada.

• Auxiliou diretamente o novo comandante, Ten.-Cel. Juvêncio

Após a morte de Camisão, o Major Albuquerque foi um dos oficiais que forneceram estabilidade e apoio para que o comando pudesse ser exercido de forma eficiente.

• Manteve controle sobre armamento e munição até os últimos dias da jornada

Algo fundamental, considerando que muitos soldados já estavam debilitados demais para combate.

O comportamento de Albuquerque é descrito por contemporâneos como sério, sóbrio, dedicado e extremamente disciplinado, virtudes indispensáveis diante da catástrofe que se desenrolava no interior do Mato Grosso.

4. Reconhecimento e Importância Histórica

Embora não tenha se tornado personagem central das narrativas literárias ou dos grandes relatos históricos, o Major Francisco Albuquerque representa:

  • O oficial técnico, que sustenta a tropa quando os heróis mais lembrados tombam.

  • A disciplina militar silenciosa, que mantém a estrutura do Exército mesmo em condições colapsadas.

  • O profissional que não abandona o dever, mesmo quando a morte por fome ou doença parecia certa.

Em obras como A Retirada da Laguna, Taunay menciona Albuquerque como um dos oficiais mais importantes para manter a ordem e a lucidez da coluna. Sem figuras como ele, a retirada poderia ter se transformado em tragédia ainda maior.

5. Legado

O legado do Major Francisco Albuquerque se projeta em três direções:

1. Honra militar

Sua postura firme ajudou a impedir que tropas exaustas se fragmentassem sob condições extremas.

2. Testemunho de competência técnica

Albuquerque representou o padrão do oficial imperial preparado para atuar em áreas remotas, onde logística, armas e moral eram tão importantes quanto o combate direto.

3. Símbolo do dever no anonimato

Sua história lembra que muitos dos que asseguraram a sobrevivência da Força Expedicionária não tiveram o mesmo destaque que seus comandantes, mas tiveram valor equivalente.

Conclusão

O Major Francisco Albuquerque é um dos exemplos mais claros do oficial que, mesmo distante dos holofotes da historiografia popular, exerceu papel fundamental na Retirada da Laguna, mantendo a estrutura militar, a disciplina e o senso de dever em meio à fome, doença e perseguição inimiga.

Sua biografia é, ao mesmo tempo, um testemunho de sacrifício e um tributo ao corpo técnico do Exército Imperial, sem o qual a sobrevivência dos remanescentes e o próprio registro histórico da jornada jamais teriam sido possíveis.

Pesquisa Ivair Ximenes Lopes

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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