João Mendes – Jornalista, Político e Grande Advogado
1. Introdução
João Mendes de Almeida (São Paulo, 8 de fevereiro de 1831 – São Paulo, 18 de julho de 1909) foi um dos mais importantes juristas, jornalistas, políticos e pensadores brasileiros do século XIX. Sua obra — densa, técnica e de forte influência filosófica — marcou profundamente o desenvolvimento do Direito e da cidadania no Brasil.
Além de sua reconhecida atuação pública, teve participação ativa na maçonaria, onde articulou ideias reformistas, liberais e constitucionalistas que contribuíram para a vida política do período.
2. Vida e Formação
Filho de tradicional família paulista, João Mendes recebeu sólida formação intelectual desde cedo, destacando-se na área das letras e do pensamento jurídico. Formou-se pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde mais tarde se tornaria professor e referência incontornável para gerações de juristas.
Trabalhou como:
advogado militante, de atuação destacada em causas cíveis e políticas;
magistrado, alcançando reputação pela retidão e pelo rigor técnico;
jornalista, colaborando com periódicos essenciais ao debate político do Império e da República;
intelectual público, autor de estudos jurídicos, históricos e sociológicos.
Participou ativamente da vida pública paulista, sendo deputado provincial e membro de diversas instituições culturais e jurídicas.
3. Atuação Jornalística, Política e Jurídica
3.1. Jornalismo e pensamento público
João Mendes colaborou com diversos jornais e revistas, tornando-se voz influente em:
Suas ideias influenciaram correntes liberais e republicanas, ainda que mantivesse postura moderada e jurídica.
3.3. Jurista e professor
Como jurista, João Mendes se destacou por:
sua monumental obra em Direito Civil e Direito Processual;
sua análise histórica das instituições brasileiras;
sua preocupação com a técnica legislativa e com a aplicação justa da lei.
Sua influência estendeu-se à formação de gerações de magistrados e advogados, especialmente no período de transição do Império para a República.
4. Participação na Maçonaria
A maçonaria foi parte relevante da vida intelectual e cívica de João Mendes. Seu perfil humanista, jurídico e progressista alinhava-se às ideias maçônicas de liberdade, aperfeiçoamento moral e defesa da razão.
4.1. Iniciação e filiação maçônica
Registros históricos indicam que João Mendes:
foi iniciado na maçonaria na Loja “Amizade”, no Oriente de São Paulo,
na década de 1850, período no qual vários juristas paulistas ingressavam na Ordem.
Sua iniciação coincidiu com sua ascensão no jornalismo e seu engajamento em debates cívicos.
4.2. Atuação e feitos maçônicos
Entre suas contribuições destacam-se:
participação ativa em lojas dedicadas ao estudo jurídico, histórico e político;
colaboração intelectual com irmãos ligados às reformas liberais;
defesa dentro da Ordem de princípios de legalidade, moralidade pública e educação cidadã;
posicionamento firme contra práticas absolutistas, em defesa do Estado de Direito.
Foi reconhecido por suas qualidades morais e sua autoridade intelectual, frequentemente convidado a colaborar em trabalhos históricos e jurídicos promovidos por lojas e por órgãos superiores da maçonaria.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).