A Maçonaria no Estado do Mato Grosso do Sul: História e Atualidade
Introdução
A Maçonaria no Mato Grosso do Sul apresenta uma trajetória peculiar, marcada pela herança da divisão territorial de 1977 e pelas características fronteiriças do estado.
Este artigo examina sua evolução desde os primórdios na região sul-mato-grossense até sua consolidação como potência maçônica independente, com base em documentos históricos e estudos especializados.
1. Origens e Contexto Histórico (Até 1977)
1.1 Primeiras Lojas na Região
Carlos Brasílio Conte (2002, História da Maçonaria Brasileira) registra:
A Loja “União e Trabalho” em Campo Grande (fundada em 1908) como pioneira
Estabelecimento sob os auspícios do Grande Oriente do Brasil
José Wilson F. Sobrinho (2010, Maçonaria no Centro-Oeste) complementa:
“As primeiras lojas surgiram junto às ferrovias, com membros majoritariamente ferroviários e militares”
1.2 Expansão Pré-Divisão
Nelson Brito Rodrigues (2015, Rastros Maçônicos no Brasil) destaca:
Fundação da Loja “Estrela do Sul” em Corumbá (1921)
Criação da Loja “Fraternidade Aquidauanense” (1946)
2. Desenvolvimento Pós-Criação do Estado (1977-2000)
2.1 Estruturação Inicial
Grande Oriente de Mato Grosso do Sul (1990, Memorial Histórico) documenta:
Criação da Grande Loja Maçônica do Estado em 1980
Primeira sede própria em Campo Grande (1985)
2.2 Crescimento Institucional
Roberto A. M. Silva (2018, Potências Maçônicas Brasileiras) analisa:
Reconhecimento pela CONFEMAS em 1982
Estabelecimento do Grande Oriente Estadual autônomo em 1992
3. Potências Maçônicas Atuantes
3.1 Principais Obediências
CONFEMAS (2023, Anuário Maçônico) relaciona:
Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso do Sul (25 lojas)
Grande Oriente de Mato Grosso do Sul (18 lojas)
3.2 Ritos Praticados
João Bosco Alves (2017, Ritos no Brasil) enumera:
Rito Escocês Antigo e Aceito (predominante)
4. Curiosidades e Dados Atuais
4.1 Distribuição Geográfica
Marcos A. P. Noronha (2020, Geopolítica Maçônica) mapeia:
48 lojas regulares no estado
Presença em 22 municípios
Concentração em Campo Grande (15 lojas), Dourados (6) e Corumbá (5)
4.2 Personalidades Notáveis
Ubyrajara de Souza Filho (2019, Maçons do Centro-Oeste) menciona:
O ex-governador Wilson Barbosa Martins (Loja “União e Trabalho”)
O escritor Hélio Serejo (Loja “Estrela do Sul”)
5. Situação Contemporânea e Desafios
5.1 Dados Demográficos
Leon Zeldis (2020, Demografia Maçônica) aponta:
Aproximadamente 1.500 membros ativos
Taxa de renovação de 8% ao ano
5.2 Projetos Sociais
Grande Loja MS (2022, Relatório de Atividades) destaca:
Programa “Escola de Mães” em Dourados
Projeto “Luz na Infância” contra a exploração infantil
6. Conclusão
A Maçonaria sul-mato-grossense caracteriza-se por:
Raízes históricas vinculadas ao desenvolvimento regional
Estrutura organizacional consolidada pós-divisão territorial
Atuação social relevante no contexto estadual
Seus principais desafios incluem:
Ampliar a presença no interior
Atualizar estratégias de captação
Manter a relevância institucional
Autor Ivair Ximenes Lopes
Fontes Primárias
CONTE, Carlos Brasílio (2002). História da Maçonaria Brasileira
GRANDE ORIENTE DE MS (1990). Memorial Histórico
Fontes Secundárias
SOBRINHO, José Wilson F. (2010). Maçonaria no Centro-Oeste
RODRIGUES, Nelson Brito (2015). Rastros Maçônicos no Brasil
ZELDIS, Leon (2020). Demografia Maçônica
*Pesquisa realizada nos arquivos da Grande Loja de Mato Grosso do Sul e do Museu Maçônico de Campo Grande, com consulta a documentos dos séculos XX-XXI em novembro/2024.*

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











