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Desvendando O “Triplo Tau”

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Desvendando O "Triplo Tau"

Nas pesquisas que realizei sobre os símbolos maçônicos, poucos me provocaram uma reflexão tão ambivalente quanto o "Triplo Tau". Presente no avental do Venerável Mestre e no emblema do Real Arco, este símbolo, de destaque tanto na Maçonaria Simbólica quanto nos Altos Graus do Rito de York, é um campo fértil para interpretações que muitas vezes complicam o simples, atribuindo-lhe significados que remontam a hindus, judeus e à eternidade.

A proliferação de leituras oficiais e extra-oficiais revela, no entanto, um problema interno: a tendência de sobrecarregar a simbologia maçónica com camadas que a afastam da sua essência.

A investigação sobre o "Triplo Tau" exige, portanto, um retorno às fontes. Para Albert G. Mackey, o símbolo estava ligado à tradição dos antigos mistérios, enquanto outros autores, como Arthur Edward Waite, viam nele uma chave para a compreensão dos graus superiores.

A sua simplicidade geométrica — três Taus entrelaçados — contrasta com a complexidade das interpretações, revelando que o verdadeiro desafio não é desvendar o símbolo, mas discernir a sua função no ritual e na pedagogia iniciática, que Kant, ao refletir sobre o simbolismo, associou à capacidade da razão de representar o incondicionado.

Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu as fontes maçónicas e a historiografia do Rito de York, convida o autor e o leitor a desvendarem o "Triplo Tau" não como um enigma a ser decifrado, mas como um instrumento de reflexão sobre a própria natureza do simbolismo e da tradição.

Como ensinou a tradição hermética, o símbolo não é um código a ser quebrado, mas uma porta a ser atravessada; compreender o "Triplo Tau" é compreender a arte de ler nas entrelinhas da história e do ritual, onde o simples se revela como o mais profundo.

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MM I-Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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