Como ensina Rizzardo da Camino, “a Esfinge do Egito, com corpo de leão e cabeça de mulher, desafia a argúcia dos sábios há séculos, representando o mistério que cerca a própria existência humana” (Camino, 2014, p. 136). Na tradiçãomaçônica, os enigmas não são apenas charadas intelectuais, mas símbolos esotéricos que guiam o obreiro na jornada de transformação moral e espiritual.
A Esfinge, guardiã das pirâmides de Gizé, tornou-se umsímbolo universal do enigma. Seu famoso enigma — “Qual é o ser que anda de quatro patas pela manhã, de duas ao meio-dia e de três à noite?” — foi resolvido por Édipo com a resposta “o homem”, revelando a natureza efêmera e mutante da condição humana. Na Maçonaria, essa alegoria é amplificada: o maior enigma é o próprio serhumano, cuja essência só se revela através da meditação e da iniciação.
Camino destaca que “na Maçonaria temos muitos enigmas de difícil interpretação, chegando a depender da fé do maçom, pela dificuldade de encontrar umesclarecimento adequado” (Camino, 2014, p. 136). Elementos como a Cadeia de União, o grito de socorro, o aperto de mãos e a palavrasecreta“Huzzé” são exemplos de símbolos cujo significado transcende a literalidade, exigindo reflexão e vivência prática.
O REAA, com seus 33 graus simbólicos, é um universo de enigmas esotéricos. O Grau 18º (Cavaleiro Rosa-Cruz) explora mistérios alquímicos e espirituais, enquanto o Grau 30º (Cavaleiro da Aurora) enfatiza a luta contra as sombras do desconhecimento.
Camino afirma que “o maior dos enigmas que o homem tenta desvendar, milímetro por milímetro, é o próprio homem” (Camino, 2014, p. 136). A Maçonaria vê no serhumanoum universo de contradições e potencialidades, cujo entendimento exige meditaçãoconstante.
Manly P. Hall, em A Filosofia Perene , afirma que “o enigma é o espelho da alma, revelando o que ainda não fomos capazes de compreender sobre nós mesmos” (Hall, 1928).
Os enigmas na Maçonaria não são obstáculos, mas pontos de partida para a iluminação.
Seja na Esfinge do Egito ou nos rituais dos RitosREAA e York, seu propósito é claro: desafiar o obreiro a ir além do visível, explorando as profundezas de sua própria existência. Como diz o provérbio maçônico: “O homem que não se conhece não pode conhecer o universo.”
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem(REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).