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A cadeia mística e a fraternidade que atravessa o tempo: o elo invisível entre os irmãos

A cadeia mística e a fraternidade que atravessa o tempo: o elo invisível entre os irmãos

Nas pesquisas que tenho realizado sobre os símbolos que fundamentam a tradição maçónica, poucos me tocaram tão profundamente quanto a cadeia mística.

Trata-se do gesto pelo qual os irmãos reunidos dirigem o seu pensamento e a sua prece àqueles que não podem estar presentes — os enfermos, os que enfrentam dificuldades e os que já partiram para o Oriente Eterno.

Enquanto a Cadeia de União se forma ao final dos trabalhos, a cadeia mística prescinde do contato físico: ela estabelece-se pelo pensamento, pela intenção e pela solidariedade. A sua lógica é simples e profunda: a fraternidade não se interrompe quando um irmão adoece, se muda ou falece.

O elo permanece, e a Loja reafirma-o sempre que se lembra dos ausentes .

A investigação sobre este símbolo revela as suas raízes na tradição iniciática e o seu desdobramento na prática da beneficência maçónica. Numa sociedade que raramente olha para quem saiu de cena, a Loja institui um momento em que os ausentes voltam a ocupar o centro da atenção coletiva.

Doutrinadores como Albert G. Mackey, em Symbolism of Freemasonry, e W. L. Wilmshurst, em The Meaning of Masonry, reconheceram a importância da união fraterna como expressão visível do laço espiritual que une os maçons, enquanto René Guénon, em A Grande Tríade, viu na cadeia mística a manifestação da solidariedade que transcende o tempo e o espaço.

Novas interpretações, como as de estudiosos da espiritualidade maçónica, sugerem que a cadeia mística é a resposta da Ordem à fragmentação do mundo moderno: um elo invisível que recorda que ninguém caminha sozinho, e que a fraternidade é, antes de tudo, uma presença que não se extingue.

Este artigo convida o autor e o leitor a explorarem as profundezas deste símbolo, para que a compreensão da cadeia mística ilumine a prática da solidariedade e da memória na Ordem.

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MM I-Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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