O encerramento dos trabalhosmaçônicos é um momento de profunda significação simbólica e espiritual. Como ensina Rizzardo da Camino, “os trabalhosmaçônicos encerram-se de forma ritualística; o início dos trabalhos exige atos litúrgicos precisos, uma vez que o adentrar no templo é ato relevante; a retirada constitui o retorno do ‘homem místico’ para a vida comum, profana” (Camino, 2014, p. 134). Esse rito não é uma simples formalidade, mas uma transição que prepara o obreiro para levar a luz do templo ao mundo exterior, mantendo viva a consciência maçônica em sua vida cotidiana.
O Ritual do Encerramento: Da Sacralidade ao Mundo Exterior
O encerramento dos trabalhos é marcado por gestos precisos e silêncio reverente, simbolizando o retorno à realidade profana sem perder a conexão com o sagrado. Camino destaca que “os maçons retiram-se em silêncio, mantendo alfaias e aventais” (Camino, 2014, p. 134), lembrando que as ferramentas simbólicas são guardadas com respeito, prontas para serem reativadas na próxima sessão.
No REAA, o encerramento inclui a despedida ritualística com palavras como “Desperta, ó Venerável Mestre, e conduze a Loja ao trabalho profano” , recordando que a missão maçônica continua fora do templo. No Rito York, o encerramento é acompanhado pela palavra de ordem“Vamos descansar, mas permanecer vigilantes” , reforçando a ideia de que a prática maçônica é contínua.
O Capítulo do Arco Real encerra seus trabalhos com a “Palavra de Ordem” , recordando a busca pela sabedoria perdida.
No Grau de Cavaleiro Templário , o encerramento inclui a benção do trono com a espada em riste, simbolizando a proteção dos princípios knightly (de cavalaria) fora do templo.
George Washington, maçom do York, instituiu o uso de hinos de despedida nas lojas norte-americanas, associando o encerramento à unidade entre os irmãos.
O Encerramento como Renovação Contínua
Para a Maçonaria, o encerramento não é um fim, mas uma renovação de compromisso . Camino afirma que “cada sessão constitui uma nova abertura de conhecimento” (Camino, 2014, p. 134), acumulando sabedoria como uma herança indestrutível. Albert Pike, em Morals and Dogma, compara o encerramento ao “repouso do guerreiro, que descansa para retornar mais forte à batalha da virtude” (Pike, 1871).
A ideia de que “a mente do maçomdeve permanecer sempre ativa e considerar-se constantemente em templo” (Camino, 2014, p. 134) reflete a filosofia platônica da alma que, mesmo fora da caverna, busca a luz das ideias. Manly P. Hall, em A Filosofia Perene , afirma que “o verdadeiro maçom nunca sai do templo; ele apenas muda de cenário” (Hall, 1928).
A Maçonaria ensina que o encerramento não é apenas um ato físico, mas umestado de consciência. Camino destaca que “a sacralidade de umtemplo nos acompanhará, e, por isso, seremos os ‘iluminados’” (Camino, 2014, p. 134). Essa iluminação é simbolizada pelo sol que se põe , lembrando que a luz interior do obreiro jamais se apaga.
Filósofos e doutrinadores ampliaram esse conceito:
Marcus Aurelius , em Meditações , defende que “a virtude não tem pausa; ela se pratica a todo momento” (Stoicismo), alinhando-se ao ideal maçônico de vida como serviço contínuo.
O Encerramento como Preparação para a Imortalidade
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem(REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).