Os Mistérios do Número Sete
O espírito da simplicidade permite que nos entendamos, nos estimemos e nos amemos. O verdadeiro cimento social nos manteremos unidos, e é com ele que se faz Maçonaria!
Maçonaria e Numerologia – A Maçonaria, em todos os Ritos e Graus, faz uso da numerologia. Na construção de lojas, na bateria e na idade relativos ao grau, etc. Não poderia ser diferente, vez que nossa Ordem buscou em boas fontes: as antigas civilizações e as ordens medievais.
Como era de se esperar, em virtude da mais acentuada influência hebraica sobre o pensamento maçônico, podemos falar em numerologia maçônica, com base no misticismo hebraico. Para tal numerologia, os que mais influem são: um, dois, três, quatro e sete. Igualmente importantes são o dez, o doze e o quarenta.
Assim, resolvemos neste trabalho, buscar aprender um pouco sobre a gnose do número sete.
O verdadeiro Mestre Maçom deve ser senhor de todas as sutilezas contidas no simbolismo do número sete, a fim de que possa aplicar o seu simbolismo transformando-o em realidade. Há, assim, necessidade de estudo e, principalmente, de meditação para que cada um possa tirar suas próprias deduções e aplicá-las em proveito próprio, de seus Irmãos e da Sociedade profana.
A importância do número sete – No Ritual do 3º grau, todo o constante na 3ª Instrução, tem relação com o número sete, onde muito é revelado na sua origem dentro da visão astrológica. Vejamos: um número de átomos compõe uma célula; a soma de células compõe um órgão e a soma destes perfaz um corpo.
O maior tempo de duração de um corpo para a troca de todos os bilhões de átomos que o compõe, demorará um máximo de sete anos. Assim de sete em sete anos, o corpo humano estará inteiramente renovado. Esta renovação estrutural de todos os elementos materiais do corpo é uma oportunidade que de a cada período de sete anos, eliminar todos os átomos negativos, substituindo-os por átomos positivos. Esta renovação setenária do homem, é que fornece ao Mestre Maçom a sua idade maçônica.
Ele sempre terá “sete anos ou mais”, uma vez que, a cada uma destas renovações físicas e periódicas de sua estrutura material, ele deve estar mais adaptado aos aspectos espirituais e o seu desenvolvimento mental o levará a cogitações de ordem filosóficas mais precisas elevadas. É por isto que o Mestre Maçom se torna capaz de discernir o Bem do Mal, o Justo do Injusto, é por isto que ele, se revela como um ser compreensivo e bom, tendo a coragem de ficar sendo o que é, diante de quem quer que seja. Um verdadeiro cultor da Fraternidade!
O homem é regido por sete Princípios que, na Maçonaria, são representados pelos sete componentes de uma Oficina que fazem uma Loja “justa e perfeita”.
O Universo, com seus infinitos mundos, está em perpétuo movimento e os corpos celestes se deslocam, com precisão matemática, em órbitas preestabelecidas, sem atropelos e em plena harmonia. Esta é uma lei da natureza que determina uma vibração perfeita e harmônica, correspondente às vibrações das sete notas musicais e que é conhecida como harmonia universal.
O número Sete é o número mais mencionado no Livro da Lei Sagrada. Coincidente, embora não referente, são as expressões em Provérbios, 9/1: “A Sabedoria edificou a sua casa, lavrou suas “Sete Colunas”, como a exprimir a mínima composição de Obreiros da Loja justa e perfeita”.
O Setenário – Que vale ou contém sete. Espaço de sete dias ou de sete anos. Em Maçonaria, sistema composto essencialmente de sete termos. O sete é o número universal e absoluto, pois que encerra em si o quaternário, o ternário, o quinário e o binário.
As Sete Artes Liberais – Retórica, Gramática, Lógica, Aritmética, Música, Geometria e Astronomia, estão vinculadas a outros conhecimentos e disciplinas tradicionais. Nesse sentido, é possível fazer uma analogia com o simbolismo dos planetas, relacionando a Retórica com Vênus; a Gramática com a Lua; a Lógica com Mercúrio; a Aritmética com o Sol; a Música com Marte; a Geometria com Júpiter e a Astronomia com Saturno.
Retórica: É a disciplina que nos ensina a arte da persuasão. Se as compararmos com a educação dos tempos atuais podemos confrontar com o começo de nosso aprendizado, pois para irmos mais longe temos que saber o básico, temos que aprender a falar, a escrever e a pensar.
Gramática: Estudo dos fatos da linguagem, falada e escrita, e das leis que as regulam. É a ciência de falar sem nenhum erro, a interpretação do sentido das palavras e as regras da pronúncia. Se necessário for, é melhor que a emoção vá atropelando a gramática do que a frieza das letras apague os encantos da emoção.
Lógica: Estudos que visam a determinar os processos intelectuais, condição geral do conhecimento verdadeiro. É a ciência que estuda as leis do raciocínio e a coerência das ideias, isto é, o modo de raciocinar de cada um. A arte de raciocinar é uma das sete Ciências e Artes Liberais.
Os Antigos Deveres definem a Lógica como a arte “que ensina a discernir a verdade da falsidade”.
Aritmética – Uma das sete Ciências ou Artes Liberais. A Aritmética é quase contemporânea do homem, a quem a necessidade obrigou a contar, primeiro com os dedos da mão, o que, sem dúvida, foi a base do sistema decimal. É a primeira ciência que deve conhecer um Mestre Maçom, sendo ela o atributo de um bom Maçom.
Simbolicamente, a Aritmética ensina-lhe a multiplicar a sua benevolência e a sua sabedoria em benefício de seus irmãos e a considerar toda recompensa como uma cifra aritmética, visto que paga uma dívida a si mesmo ao fazer uma boa ação.
Música – Arte e ciência de combinar os sons de modo agradável ao ouvido. Uma das Sete Artes Liberais.
Procede o vocábulo do grego “musa”, que significa inspiração, poesia, harmonia e encanto. Esotericamente, os sons penetram no íntimo dos seres humanos que lhe dão harmonia e paz. Os vegetais e os animais sentem a influência da música e deleitam-se em ouvi-la. Todos nós precisamos de momentos harmoniosos; instantes de boa música nos confortam e conduzem aos bons pensamentos, de elevada espiritualidade.
Nas sessões maçônicas, o Mestre de harmonia sempre oferece programações musicais adequadas à liturgia e isso propicia momentos de enlevo.
Geometria – Dentre as Sete Ciências e Artes Liberais, a quinta, Geometria, é considerada A Maçonaria.
A Geometria ensina o homem a medir, a ponderação e o peso de todas as coisas na Terra, porque não há nenhum homem que trabalhou alguma ciência sem medir, ou nenhum homem que compre ou venda por alguma medida ou por algum peso, e tudo isso é Geometria. E isso é utilizado por comerciantes, artesãos e todos os outros das Sete Ciências; Nem Gramática ou Retórica, nem Astronomia ou nenhuma das outras ciências podem ter medidas sem a Geometria. Por isso, se pensa que a ciência da Geometria é a mais digna, e que é a base de todas as outras.
Astronomia – Ciência que trata da constituição, da posição relativa dos movimentos dos astros. Astrologia – estudo e/ou conhecimento da influência dos astros, especialmente dos signos, no destino e no comportamento dos homens. Ciência dos deuses e Religião dos reis da terra, magos e hierofantes. Até a Idade Média foi considerada uma ciência.
Verificou-se, porém, o oposto: a Astrologia se degenerou em superstição e crendices, e do domínio das chamadas Ciências Ocultas, passou à sabedoria popular aos magos feiticeiros, cartomantes e adivinhos. A Astrologia está ligada à religião desde os tempos primitivos, quando o homem via nas fases da Lua, nos eclipses solares, prenúncios que, interpretados pelos magos e adivinhos, descreviam o futuro.
Hoje, a astrologia, com o estudo do horóscopo, pretende dirigir a vida humana, prevendo o futuro. Mapas astrológicos são apresentados por meio de computadores, com resultados aceitáveis.
Em Maçonaria, porém, apesar de na “abóboda celeste” dos Templos constarem Sol, Lua e planetas, são apresentadas constelações destinadas a influenciar sobre os maçons reunidos, criando uma fortaleza espiritual que pode nos ajudar não apenas a sobreviver, mas a crescer.
Conclusão – Nunca sabemos que resultados virão de nossas ações. Mas, se nunca fizermos nada, não existirão resultados. É dever do Maçom ser pacificador, perceber a Unidade na diversidade, e se não pode enfrentar o principal, dedica-se ao acessório, trazendo com isto a paz e a harmonia entre os homens. Terminamos por aqui, falando do número sete e o que ele representa no simbolismo do homem, em sua vida material, já que o Mestre Maçom tem o nove pavimentando o caminho de sua imortalidade.
As Bem-aventuranças proclamadas no Sermão da Montanha, ensinamentos do Mestre Maior, se identificam plenamente com os ensinamentos da Maçonaria. Assim, analisando, à luz a Sétima Bem-Aventurança: “Bem aventurados os pacificadores porque eles serão chamados filhos de Deus”. Ser filho de Deus é ser puro. Só os puros podem ser pacificadores porque só eles veem o equilíbrio e a harmonia das coisas. O que está em jogo é o velho sonho de tornar o mundo um lugar melhor.

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











