Há um tirano que nenhum exército derrota e nenhuma prisão aprisiona: o ego. A Maçonaria, na sua essência iniciática, é uma escola de construção interior, e o homem que ingressa no Templo simbólico traz consigo as arestas irregulares, os desejos, as ambições e as paixões de uma pedra bruta.
O seu primeiro e mais árduo trabalho é aprender a dominar-se, pois o maior inimigo que enfrenta não é externo — é o ego.
Superar o ego mantendo o Ser em equilíbrio é a grande obra alquímica da Maçonaria: transformar o chumbo da personalidade em ouro espiritual. A pesquisa aqui apresentada examina esta tensão entre o ego e o Ser no Templo interior, recorrendo às fontes históricas, maçónicas e filosóficas.
A investigação revela que o ego, na linguagem maçónica, representa o conjunto das ilusões, das vaidades e dos apegos que impedem o iniciado de perceber o Grande Arquiteto do Universo em si e no outro.
É o falso eu que busca poder, aprovação e domínio, esquecendo-se de que o poder é o autodomínio.
Já o Ser é a centelha divina, o princípio luminoso que habita o coração do iniciado e o liga ao Todo. Manter o Ser em equilíbrio é viver sob a luz do Compasso e do Esquadro, regulando as ações e os pensamentos segundo a harmonia universal. Doutrinadores como Platão, na República, descreveram a alma como um campo de batalha entre a razão e os apetites; Freud, em O Ego e o Id, mapeou as instâncias psíquicas que disputam o governo do eu; e Jung, em O Eu e o Inconsciente, falou do processo de individuação como a integração do ego numa totalidade mais vasta.
Doutrinadores maçónicos como Albert G. Mackey, em Symbolism of Freemasonry, e W. L. Wilmshurst, em The Meaning of Masonry, sublinharam que o esquadro corrige o ego e o compasso orienta o Ser. Novas interpretações sugerem que o Templo interior é o espaço onde o ego se rende e o Ser se revela.
Este artigo convida o autor e o leitor a explorarem as profundezas deste tema, para que a compreensão do ego e do Ser ilumine a prática do autodomínio e da construção interior.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).