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A Quadratura do Círculo na Maçonaria: Simbolismo, Doutrina e Controvérsias

A Quadratura do Círculo na Maçonaria: Simbolismo, Doutrina e Controvérsias

Nas pesquisas que tenho realizado sobre os símbolos que fundamentam a tradição maçónica, poucos me provocaram uma reflexão tão profunda quanto a quadratura do círculo.

Este problema, um dos três clássicos da geometria grega antiga, consistia em construir, com régua e compasso, um quadrado com a mesma área de um círculo dado.

A sua importância reside precisamente na sua impossibilidade: em 1882, Ferdinand von Lindemann provou que π é um número transcendente, tornando a construção rigorosamente impossível.

É essa impossibilidade que confere ao símbolo a sua força na Maçonaria.

Ao mergulhar nas fontes, compreendi que o círculo simboliza o Céu e o mundo espiritual, enquanto o quadrado representa a Terra e a matéria. A quadratura expressa, assim, a união entre o celeste e o terrestre, o espiritual e o material — o enigma hermético que sintetiza os mistérios da cosmogonia.

Doutrinadores como René Guénon, em Símbolos Fundamentais da Ciência Sagrada, viram nesta operação impossível a expressão da própria condição humana: a tensão entre o finito e o infinito. Albert G. Mackey, em Symbolism of Freemasonry, associou-a ao simbolismo do esquadro e do compasso, instrumentos que, juntos, encarnam esta busca de conciliação.

Novas interpretações sugerem que a quadratura não deve ser compreendida como um problema geométrico a resolver, mas como uma alegoria do aperfeiçoamento interior.

O maçom, ao trabalhar a pedra bruta, procura inscrever o círculo divino no quadrado da sua existência material — uma tarefa tão impossível quanto necessária, pois é a própria busca que o transforma .

Este ensaio convida o autor e o leitor a redescobrirem esta sabedoria intemporal, que nos ensina que a verdadeira quadratura é a do espírito.

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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