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Grande Loja do Alasca

Grande Loja do Alasca

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Quando penso no Alasca, minha mente sempre viajou para as imagens de uma natureza indomável – montanhas cobertas de neve, fiordes gelados, ursos pardos e o silêncio imenso de uma terra que parece ainda não ter sido totalmente domada pela mão humana.

Foi por isso que, ao iniciar esta pesquisa sobre a Grande Loja do Alasca, confesso que me perguntei: como é possível que a Maçonaria – essa instituição tão urbana, tão ligada aos centros de poder e às sociedades estabelecidas – tenha conseguido fincar raízes em um território tão remoto e inóspito? A resposta, como descobri ao longo da investigação, não apenas me surpreendeu, mas revelou uma história de perseverança que talvez seja a mais notável de todas as narrativas maçônicas americanas.

Ao mergulhar nos arquivos da Grande Loja de Washington, deparei-me com o relato das primeiras tentativas de estabelecer a Ordem no Alasca, ainda na década de 1860, quando o território mal havia sido adquirido dos russos. Em 14 de abril de 1868, o Grão-Mestre do Território de Washington emitiu uma dispensa para formar uma loja em Sitka – a primeira centelha de uma chama que, ao longo das décadas seguintes, enfrentaria ventos contrários de uma forma que eu jamais imaginara.

A Alaska Lodge No. 14 recebeu sua carta em 1869, mas, para minha surpresa, essa mesma carta foi revogada em 1872, e uma nova tentativa em Sitka, com a Loja de Jamestown nº 33, também fracassaria, com sua carta devolvida e cancelada em 1886. Percebi, então, que não estava diante de uma história de sucesso imediato, mas de uma saga de tentativas e recomeços – um testemunho da determinação dos maçons que, mesmo diante do isolamento e das dificuldades de uma fronteira extrema, nunca desistiram de erguer o templo.

E, no entanto, foi precisamente essa persistência que tornou a história da Maçonaria no Alasca tão fascinante para mim. Em 1900, uma terceira dispensa foi concedida à White Pass Lodge em Skagway, e desta vez as coisas começaram a tomar um rumo diferente – outras concessões se seguiram, lojas foram se estabelecendo nas cidades que surgiam com a corrida do ouro, e a Maçonaria começou a se enraizar de forma mais estável naquele território que, apenas décadas depois, se tornaria o 49º estado da União.

Neste artigo, compartilho os frutos dessa minha imersão em uma história que é, ao mesmo tempo, uma epopeia de fronteira e um capítulo pouco conhecido da expansão maçônica.

Convido o leitor a acompanhar-me nessa jornada pelo Alasca, pois a história da Grande Loja daquele estado é a prova de que a Maçonaria não conhece fronteiras – nem geográficas, nem climáticas, nem humanas – e que, onde quer que haja homens dispostos a construir, a luz da Ordem encontrará sempre um caminho para brilhar, mesmo que seja sob o céu gelado do extremo norte.

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"O mal do mundo não está na ignorância dos homens, mas na indiferença dos sábios. - Joaquim Gervásio de Figueiredo"           

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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