Por meio dele, a Loja arrecada óbolos destinados a fins caritativos, numa prática de filantropia que remonta aos primórdios da Ordem e que se mantém como um dos momentos mais solenes das sessões.
A sua importância reside na forma como conjuga a simplicidade do gesto com a profundidade do significado: a oferta é depositada de modo discreto, sem que ninguém possa ver a quantia doada, preservando o sigilo e evitando o constrangimento daqueles que nada podem oferecer.
A mão que deposita permanece oculta, e é precisamente nessa ocultação que reside a dignidade do ato — dar sem esperar reconhecimento, contribuir sem expor a própria condição.
A pesquisa aqui apresentada examina a doutrina e o simbolismo deste instrumento, recorrendo a fontes maçônicas e à reflexão de doutrinadores que se debruçaram sobre a sua função.
A finalidade do Tronco é socorrer Irmãos em dificuldades, viúvas e filhos menores de maçons falecidos, bem como instituições e pessoas do mundo profano que necessitem de auxílio, sendo a doação sempre voluntária, conforme a consciência e a disponibilidade de cada um.
Doutrinadores como José Castellani e Ambrósio Peters documentaram a sua função e o seu significado, enquanto novos intérpretes da tradição maçónica sublinham que o Tronco, para além da sua utilidade prática, é um símbolo da caridade que não busca recompensa: nele, o que se deposita não é apenas a oferta, mas a confiança na fraternidade e o compromisso com o bem comum.
Este artigo convida o autor e o leitor a explorarem as profundezas deste instrumento, para que a compreensão da sua doutrina ilumine a prática da beneficência e da solidariedade na Ordem.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).