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Friedrich Engels: O Empresário que Financiou a Revolução

Friedrich Engels

Friedrich Engels: O Empresário que Financiou a Revolução

Na história do pensamento social, poucas figuras foram tão paradoxais quanto Friedrich Engels. Herdeiro de uma próspera família industrial, ele passou os dias administrando fábricas têxteis e as noites escrevendo panfletos que conclamavam os trabalhadores a derrubar o sistema que ele mesmo ajudava a manter. Foi o braço direito de Karl Marx, seu alter ego intelectual, seu conselheiro político e, acima de tudo, seu principal financiador. Sem Engels, o mundo jamais teria ouvido falar de O Capital — e o século XX poderia ter tomado um rumo bem diferente.

Nasceu no dia 28 de novembro de 1820 na cidade de Barmen (atualmente parte de Wuppertal), no Reino da Prússia, atual Alemanha. Seu pai, também chamado Friedrich Engels, era um rico fabricante de tecidos de algodão. Sua mãe, Elisabeth Franziska Mauritia von Haar, vinha de uma família de acadêmicos. A família era protestante pietista — uma vertente do calvinismo que valorizava o trabalho duro, a disciplina e a devoção religiosa. Friedrich era o mais velho de nove irmãos e, como primogênito, estava destinado a suceder o pai nos negócios.

O jovem Engels, porém, tinha outros planos. Aos 14 anos, foi enviado a um bom colégio em Elberfeld, onde mergulhou na leitura de mitos germânicos e romances alemães. Alimentava o sonho de se tornar poeta e escritor. Em 1838, o pai, cansado das rebeldias do filho, retirou-o da escola e o enviou para Bremen, uma cidade portuária, para trabalhar como aprendiz de escriturário em uma empresa de exportação. Aos 18 anos, Engels começava assim sua vida dupla.

Em público, durante o dia, era um aplicado aprendiz de negócios: bebia com colegas, cantava em corais, praticava esgrima e equitação. Em privado, nas horas vagas, lia textos liberais e revolucionários, então proibidos na Alemanha. Sob o pseudônimo de Friedrich Oswald (para poupar a mãe do sofrimento de vê-lo publicar material subversivo), escrevia artigos para jornais denunciando as condições de trabalho nas fábricas. Com apenas 19 anos, denunciou a “terrível miséria das classes mais baixas” e o destino cruel das crianças operárias, privadas de educação e destinadas à exaustão nas fábricas.

Foi também em Bremen que Engels entrou em contato com os “Jovens Alemães”, um grupo de escritores liberais e revolucionários, entre eles o poeta Heinrich Heine. Mais tarde, já de volta à Prússia, integrou o círculo dos “Jovens Hegelianos”, discípulos radicais de Hegel, ao lado de David Strauss, Bruno Bauer e Max Stirner. Em 1841, durante o serviço militar obrigatório como voluntário em um regimento de artilharia em Berlim, frequentou a universidade como ouvinte e começou a desenvolver suas próprias ideias filosóficas. Então ocorreu o encontro decisivo com Moses Hess, um dos primeiros comunistas alemães, que lhe apresentou a ideia de que não era o espírito, mas o materialismo — a forma como a riqueza é distribuída — que movia a história.

Em novembro de 1842, aos 22 anos, o pai de Engels, ainda esperançoso de que a distância pudesse apagar as ideias revolucionárias do filho, enviou-o para Manchester, na Inglaterra — o coração da Revolução Industrial. A ironia era cruel: não havia lugar pior para “curar” um revolucionário. Manchester era ao mesmo tempo o mais glorioso e o mais terrível dos centros industriais. Às grandes fortunas dos donos das fábricas correspondia a miséria mais abjeta da classe operária.

Engels foi trabalhar na Ermen & Engels Victoria Mill, uma fábrica de propriedade conjunta da família, localizada em Weaste, Salford. A empresa era uma das primeiras multinacionais do mundo, com filiais na Inglaterra e na Alemanha. Ali, Engels não apenas administrava o negócio como também convivia com os executivos da empresa. Mas o lado sombrio da industrialização era onipresente. Foi nesse contexto que conheceu Mary Burns, uma jovem operária irlandesa que trabalhava em uma de suas fábricas. Mary se tornou sua guia pelo submundo proletário de Manchester, apresentando-lhe os cortiços, as favelas e os porões onde os trabalhadores viviam em condições desumanas.

Quando voltou à Alemanha em 1844, Engels já tinha tudo de que precisava para escrever o que se tornaria um de seus livros mais importantes: A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra (1845). A obra foi inovadora por ser um dos primeiros exemplos de pesquisa empírica sistemática sobre as condições de vida do proletariado. Engels morou com os trabalhadores, conversou com eles, visitou suas casas, analisou estatísticas oficiais. Suas conclusões não saíam de uma mesa, mas da vida real. O livro descreve a segregação espacial das cidades inglesas, a poluição dos rios e do ar, a violência policial contra os trabalhadores, a opressão das mulheres e a degradação física e moral a que os operários eram submetidos. Mais do que um relato, a obra trazia uma mensagem política clara: os trabalhadores podem se unir, lutar por seus próprios interesses e mudar a história.

Foi em 1844 que Engels e Marx finalmente se encontraram em Paris. Marx havia lido o Esboço de uma Crítica da Economia Política (1844) de Engels e ficou impressionado com sua habilidade de usar a dialética hegeliana para analisar categorias econômicas. Nasceu ali uma amizade e uma parceria intelectual que duraria até a morte de Marx, em 1883. Juntos, os dois se dedicaram a desenvolver o chamado “socialismo científico” — uma teoria que, ao contrário do socialismo utópico, não procurava construir abstratamente uma sociedade ideal, mas analisar as contradições reais do capitalismo para formular leis e princípios que apontassem para uma sociedade sem classes e igualitária.

Em 1845, Engels e Marx publicaram A Sagrada Família, uma crítica contundente aos filósofos Bruno Bauer e os Jovens Hegelianos, que eles consideravam idealistas descolados da realidade social. Em 1846, escreveram A Ideologia Alemã, onde lançaram as bases do materialismo histórico — a concepção de que as condições materiais de existência, e não as ideias, são o motor da história. O texto, no entanto, só seria publicado integralmente décadas depois.

Em 1847, a convite da Liga dos Comunistas (uma sociedade secreta originada da Liga dos Justos), Marx e Engels foram incumbidos de elaborar um programa para a organização. O resultado foi o Manifesto do Partido Comunista, publicado em fevereiro de 1848. O panfleto começava com a célebre frase “Um espectro ronda a Europa — o espectro do comunismo” e terminava com o brado “Proletários de todos os países, uni-vos!” . No meio, uma análise implacável da história como história da luta de classes e uma crítica arrasadora do capitalismo.

As revoluções de 1848, que eclodiram primeiro na França e se espalharam por toda a Europa, encontraram Engels na linha de frente. Ele participou ativamente do levante em Elberfeld, ao lado de Marx, que editava a Nova Gazeta Renana (Neue Rheinische Zeitung). Com o fracasso das revoluções, Engels foi forçado ao exílio. Viveu sucessivamente na Suíça, na Itália e, finalmente, na Inglaterra.

Em 1850, Engels retornou a Manchester, reassumindo seu posto na fábrica da família. A decisão teve dois motivos: evitar a prisão iminente na Alemanha e, sobretudo, sustentar financeiramente Marx, exilado em Londres e mergulhado na mais absoluta pobreza. Durante as duas décadas seguintes, Engels enviou a Marx somas regulares de dinheiro, permitindo-lhe dedicar-se exclusivamente à pesquisa e à redação de O Capital, publicado em 1867.

Para sustentar esse esquema, Engels teve que manter uma fachada burguesa impecável. Vivia em uma casa digna de solteiro burguês, vestia-se com elegância, servia champanhe a seus convidados, gostava de caçar raposas e cavalgava nos fins de semana. Em seu próprio escritório, à vista de todos, era o Mr. Engels, sócio da Ermen & Engels e próspero homem de negócios. Nas horas vagas, no entanto, escrevia artigos para jornais sob pseudônimo, correspondia-se secretamente com Marx e lia economia política.

A vida dupla de Engels foi possível, em grande medida, graças a Mary Burns, a operária irlandesa que conhecera em Manchester nos anos 1840. Mary tornou-se sua companheira, vivendo com ele como marido e mulher, embora nunca tenham se casado formalmente — Engels recusava o casamento por convicções antiburguesas. Mary foi, literalmente, sua conexão com o mundo proletário que ele descrevia em seus livros. Ela faleceu em 1863. Engels passou então a viver com a irmã de Mary, Lizzie Burns, com quem se casaria em 1878, horas antes de ela morrer.

Em 1864, Engels tornou-se sócio pleno da Ermen & Engels, ao lado de Gottfried e Anton Ermen. A empresa prosperou, e Engels acumulou uma pequena fortuna no mercado de ações. Quando finalmente se aposentou dos negócios, em 1878, sua generosidade para com Marx não cessou: continuou a sustentar a família do amigo até a morte deste, em 1883.

Após a morte de Marx, Engels assumiu para si a tarefa de completar e publicar os volumes II e III de O Capital, baseando-se nos manuscritos inacabados e nas notas deixadas por Marx. A obra foi publicada em 1885 (vol. II) e 1894 (vol. III). Engels organizou a ordem dos assuntos, concluiu raciocínios inacabados e escreveu extensas notas de rodapé. Também organizou as Teorias sobre a Mais-Valia, publicadas como o “quarto volume” de O Capital. Esse trabalho editorial, além de garantir a sobrevivência do legado de Marx, estabeleceu Engels como um pensador de primeira grandeza por direito próprio.

Nas duas décadas em que sobreviveu a Marx (1883–1895), Engels também produziu obras próprias de fôlego. Em Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico (1880), resumiu de forma acessível os fundamentos do marxismo. Em A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (1884), analisou a gênese histórica da opressão feminina, desmistificando a naturalização da monogamia e do patriarcado como formas de escravização sexual — foi o primeiro trabalho marxista a abordar diretamente a questão da mulher. Em A Dialética da Natureza (publicada postumamente), tentou aplicar o método dialético às ciências naturais, especialmente à biologia evolutiva.

Além disso, Engels permaneceu ativo na política internacional. Participou da criação da Associação Internacional dos Trabalhadores (a Primeira Internacional) e, após sua dissolução, foi uma das figuras centrais na fundação da Segunda Internacional (1889), que reuniu partidos socialistas e operários de diversos países.

Engels faleceu em Londres no dia 5 de agosto de 1895, vítima de câncer de esôfago, aos 74 anos. Como marxista convicto, era ateu e rejeitava os ritos religiosos. Por seu próprio desejo, seu corpo foi cremado e suas cinzas atiradas ao mar, em um local chamado Beachy Head, próximo a Eastbourne, na costa sul da Inglaterra.

A seguir, uma lista das principais obras de Engels, destacando as que escreveu em colaboração com Marx:

Obras em colaboração com Karl Marx:

  • A Sagrada Família (1845)

  • A Ideologia Alemã (1846 — publicada integralmente apenas em 1932)

  • Manifesto do Partido Comunista (1848)

Obras de autoria própria:

  • Esboço de uma Crítica da Economia Política (1844)

  • A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra (1845)

  • Princípios Básicos do Comunismo (1847)

  • A Guerra dos Camponeses Alemães (1850)

  • Revolução e Contrarrevolução na Alemanha (1851–1852)

  • Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico (1880)

  • A Dialética da Natureza (1883 — publicada postumamente)

  • A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (1884)

  • Contribuição ao Problema da Habitação (1872–1873)

Obras editoriais póstumas:

  • O Capital (Volumes II e III), de Karl Marx (1885 e 1894)

  • Teorias sobre a Mais-Valia (Volume IV de O Capital) (1905–1910)

  • Sua paixão por armas e estratégia militar: Engels era um profundo conhecedor de assuntos militares. Estudava táticas de batalha, estratégias de guerra e o funcionamento dos exércitos com tanto afinco que seus amigos lhe deram o apelido de “O General” . Durante as revoluções de 1848, chegou a comandar barricadas e a liderar tropas armadas. Mais tarde, escreveu dezenas de artigos analisando conflitos militares, desde as guerras napoleônicas até a Guerra Civil Americana (sobre a qual escreveu uma série sob pseudônimo para o New York Tribune). Seu conhecimento militar era respeitado até mesmo por adversários políticos.

  • O poliglota: Engels dominava fluentemente mais de 20 idiomas, incluindo alemão, inglês, francês, italiano, espanhol, português, russo, polonês, holandês, dinamarquês, sueco, norueguês, irlandês e até mesmo o galês. Essa habilidade impressionante não era mero diletantismo: permitia-lhe ler jornais operários do mundo inteiro, manter correspondência com revolucionários de diversos países e acessar fontes primárias que seus contemporâneos desconheciam.

  • O esportista: Engels era um homem fisicamente vigoroso. Além de nadar perfeitamente, praticava esgrima e montava a cavalo com destreza. Em Manchester, nos fins de semana, frequentemente participava de caçadas à raposa — um esporte aristocrático por excelência —, o que provocava o escárnio de seus camaradas socialistas mais puritanos.

  • O dândi do champanhe: Sua vida dupla incluía também o gosto pelos prazeres da alta burguesia. Era um apreciador de champanhe, frequentava teatros e óperas, vestia-se com elegância e, em sua juventude, era conhecido por seu espírito “donjuanesco”. Essa faceta hedonista contrasta fortemente com a imagem ascética que a tradição posterior construiu dos fundadores do marxismo.

  • O relacionamento com Mary Burns: O fato de Engels ter se relacionado por duas décadas com uma operária irlandesa, vivendo com ela como marido e mulher, foi escandaloso para a época — não apenas por se tratar de uma união fora do casamento, mas também por atravessar a barreira de classe. Mary Burns não apenas foi sua companheira, mas também sua informante e sua ponte para o mundo proletário que ele tão bem descreveria em seus escritos.

  • O rebelde desde a infância: Ainda menino, Engels escreveu um libreto para uma ópera infantil sobre a derrubada de uma oligarquia corrupta na Roma medieval. A peça era, nas entrelinhas, uma crítica à ordem estabelecida — e um prenúncio de sua trajetória futura.

O legado de Engels, como era de se esperar, é tão vasto quanto controverso. Para os movimentos socialistas e comunistas do mundo inteiro, ele é um dos pais fundadores do marxismo — aquele que forneceu as bases empíricas, o suporte financeiro e a continuidade teórica sem os quais o edifício do pensamento marxista talvez nunca tivesse sido concluído. Sua obra A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra permanece um clássico da sociologia do trabalho e um marco na história da pesquisa social empírica.

Para os críticos do marxismo, Engels é frequentemente visto como o “deturpador” do pensamento de Marx — aquele que teria substituído a dialética aberta e processual de Marx por um “materialismo dialético” rígido e cientificista, que mais tarde seria instrumentalizado pelo stalinismo. Essa controvérsia, alimentada sobretudo pelos marxistas ocidentais, gira em torno de como Engels interpretou e sistematizou o legado do amigo após sua morte. O que é inegável, porém, é que sem o trabalho editorial e financeiro de EngelsO Capital jamais teria sido concluído e publicado como o conhecemos.

Além disso, sua análise pioneira da opressão de gênero em A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (1884) antecipou em décadas os debates feministas sobre a relação entre capitalismo, patriarcado e família nuclear. Para muitos, essa obra foi “a expressão mais completa do pensamento marxista sobre as mulheres”.

Seja como for, Engels permanece uma figura fascinante — não apenas por suas ideias, mas pela extraordinária tensão entre sua vida e sua obra. Como resumiu um historiador, ele foi um “comunista de casaca”: um burguês próspero que financiava a revolução que deveria destruir sua própria classe. E, nessa contradição vivida até o fim, ele nos lega mais do que uma teoria — lega-nos a pergunta incômoda sobre como se pode, honestamente, desejar um mundo diferente enquanto se desfruta das benesses do mundo que se critica.

Obras de Friedrich Engels

Curiosidades e Controvérsias

Legado e Impacto

A vida de Friedrich Engels foi, em muitos sentidos, a personificação da contradição do intelectual burguês revolucionário. Nunca abdicou completamente dos privilégios de classe que o alimentavam, mas também nunca traiu a causa a que dedicou sua vida.

Autor e pesquisa Ivair Ximenes Lopes

Fontes Citadas

  • BRASIL ESCOLA. Friedrich Engels: biografia, teoria, obras e frases. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biografia/friedrich-engels.htm.
  • BRITANNICA. Friedrich Engels | German Philosopher, Marxist Theorist & Revolutionary. Encyclopaedia Britannica. Disponível em: https://www.britannica.com/biography/Friedrich-Engels.
  • BBC NEWS BRASIL. A vida dupla de Friedrich Engels, o homem sem o qual ninguém teria ouvido falar em Karl Marx. 2 dez. 2020. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-55150092.
  • BBC NEWS MUNDO. La doble vida de Friedrich Engels, el hombre sin el que quizás no habrías oído hablar de Karl Marx. 28 nov. 2020. Disponível em: https://www.bbc.com/mundo/noticias-55022587.
  • WIKIPÉDIA. Friedrich Engels. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Engels.
  • WIKIPÉDIA. Friedrich Engels (the free encyclopedia). Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Engels.
  • KIDDLE. Friedrich Engels para niños. Disponível em: https://ninos.kiddle.co/Friedrich_Engels.
  • EBIOLOGIA. Biografia de Friedrich Engels. Disponível em: https://www.ebiografia.com/friedrich_engels/.
  • MUNDO EDUCAÇÃO. Friedrich Engels: vida, ideias, obras, frases. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/friedrich-engels.htm.
  • INFOESCOLA. Friedrich Engels – Biografia do filósofo alemão. Disponível em: https://www.infoescola.com/filosofia/friedrich-engels/.
  • AVENTURAS NA HISTÓRIA. 5 fatos peculiares sobre o intelectual Friedrich Engels. 25 fev. 2020. Disponível em: https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/alem-de-marx-5-fatos-interessantes-sobre-friedrich-engels.phtml.
  • MST. Conheça 5 contribuições importante de Friedrich Engels. 5 ago. 2022. Disponível em: https://mst.org.br/2022/08/05/bicentenario-de-friedrich-engels-conheca-5-contribuicoes-importante-do-autor/.
  • HUNT, Tristram. Comunista de casaca: a vida revolucionária de Friedrich Engels. Tradução de Dinah Azevedo. Rio de Janeiro: Record, 2010.
  • MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Boitempo, 2010.
  • ENGELS, Friedrich. A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra. São Paulo: Boitempo, 2010.
  • ENGELS, Friedrich. A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. São Paulo: Expressão Popular, 2010.

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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