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Giordano Bruno: O Filósofo que Enfrentou a Fogueira pela Infinitude do Universo

Giordano Bruno

Giordano Bruno: O Filósofo que Enfrentou a Fogueira pela Infinitude do Universo

Introdução

Em 17 de fevereiro de 1600, na praça romana de Campo dei Fiori, uma multidão reuniu-se para testemunhar um dos atos mais terríveis do Santo Ofício. O dominicano napolitano Giordano Bruno, de 52 anos, foi desnudado, amarrado a um poste e imolado vivo por ordem da Inquisição Romana. Antes de as chamas o consumirem, um monge aproximou-lhe um crucifixo para que o beijasse — e Bruno desviou o rosto. Pouco antes, os inquisidores haviam-lhe imobilizado a língua com uma mordaça de madeira ou couro, temendo que suas últimas palavras incitassem a multidão. Era o preço a pagar por ousar proclamar que o Universo é infinito e a Terra, apenas um ponto ínfimo na imensidão cósmica.

Este artigo propõe-se a reconstituir a trajetória deste pensador atormentado: desde a sua formação monástica, passando pela vida errante por toda a Europa, até à publicação das suas obras revolucionárias, ao longo e terrível processo inquisitorial e, finalmente, à sua morte na fogueira. Pretende-se, assim, lançar luz sobre a vida e o pensamento de uma das figuras mais fascinantes e trágicas do Renascimento tardio.

I. Biografia

Filippo Bruno nasceu em Nola, perto de Nápoles, provavelmente em janeiro ou fevereiro de 1548, filho de um soldado, Giovanni Bruno, e de Fraulissa Savolino. Muito jovem, foi enviado para Nápoles para estudar Humanidades, Lógica e Dialética. Aos quinze anos, ingressou na Ordem dos Pregadores (Dominicanos) no convento de San Domenico Maggiore, onde recebeu o nome de Giordano. Em 1572, foi ordenado padre.

A sua vida monástica foi, contudo, breve e atribulada. O jovem dominicano lia livros proibidos — entre eles, os textos do humanista holandês Erasmo de Roterdão, colocados no Índex pela Igreja Católica. Além disso, manifestava atitudes heterodoxas, como rejeitar imagens de santos, aceitando apenas crucifixos, o que lhe valeu a abertura de um primeiro processo por suspeitas de heresia já em 1566. Acusado de defender doutrinas desviantes e de ter atirado ao rio Tibre um companheiro dominicano que morrera afogado, Bruno abandonou a ordem em 1576, fugiu de Roma e iniciou uma longa peregrinação que o levaria por quase toda a Europa.

Nos anos seguintes, Bruno viveu em Génova, Toulouse, Paris e Londres. Em 1579, na Genebra calvinista, converteu-se ao calvinismo — mas não tardou a chocar-se com a rigidez protestante. Publicou um escrito acusando o próprio Calvino de cometer vinte erros de interpretação religiosa, pelo que foi preso e só libertado após se retratar. Foi recebido como professor na Universidade de Paris em 1581, sob a proteção do rei Henrique III, que lhe confiou o cargo de leitor real.

O período mais produtivo da sua vida ocorreu em Inglaterra, entre 1583 e 1585, sob proteção do embaixador francês Michel de Castelnau. Em Londres, Bruno frequentou o círculo do poeta Philip Sidney, ensinou na Universidade de Oxford, e escreveu várias das suas obras mais importantes, em italiano: La Cena de le Ceneri (1584), De la Causa, Principio et Uno (1584), De l’Infinito, Universo et Mondi (1584) e Degli Eroici Furori (1585). Contudo, o seu temperamento polémico voltou a prejudicá-lo: em 1585, desafiou publicamente os seguidores do aristotelismo no Colégio de Cambrai, tendo sido ridicularizado, atacado fisicamente e expulso de França.

Seguiu-se uma nova fase errante por territórios alemães e checos: Marburgo, Mainz, Wittenberg (onde foi professor de filosofia na Universidade), Praga, Helmstedt, Frankfurt e Zurique. Em Wittenberg, lecionou sobre Aristóteles durante dois anos; em Helmstedt, foi excomungado pelos luteranos.

Em 1591, Bruno recebeu um convite de Giovanni Mocenigo (também conhecido como Zuane Mocenigo), um jovem nobre veneziano interessado em aprender a arte da memória, na qual Bruno era exímio. Mas as relações entre mestre e discípulo azedaram: Mocenigo esperava aprender segredos de magia, e não filosofia especulativa. Quando Bruno decidiu partir, o nobre denunciou-o à Inquisição veneziana em maio de 1592, acusando-o de proferir ideias heréticas. Preso em Veneza, Bruno foi interrogado e, após pedido formal do papa Clemente VIII, transferido para Roma no início de 1593, onde permaneceria encarcerado durante sete longos anos.

II. As Principais Ideias Filosóficas

A doutrina de Giordano Bruno é uma síntese audaciosa de neoplatonismo renascentista, pitagorismo, materialismo e panteísmo místico. As suas principais teses podem resumir-se nos seguintes pontos.

Universo infinito e homogéneo. Bruno rompeu radicalmente com a cosmologia aristotélica, que concebia o cosmos como finito, fechado por uma esfera de estrelas fixas e com a Terra no centro. Contra esta visão, Bruno afirmou que o Universo não tem limites nem centro, que as estrelas são outros sóis e que, em cada ponto do cosmos, habita a mesma substância material. O Universo bruniano é infinito e homogéneo: não há um lugar privilegiado, seja a Terra, seja o Sol. As suas ideias superavam assim o próprio modelo copernicano, na medida em que transformavam o Sol numa estrela entre inúmeras outras, e não no centro absoluto de tudo.

Pluralidade de mundos habitados. Consequentemente, Bruno defendeu que existem inúmeros mundos semelhantes ao nosso, girando em torno dos seus respectivos sóis, e povoados por seres capazes de conhecer e amar a divindade. Escreveu: “Há inumeráveis sóis e inumeráveis terras que giram à volta desses sóis, do mesmo modo que os sete planetas giram à volta do nosso” . Esta tese estava em frontal oposição ao dogma católico da unicidade da criação e do privilégio do homem como imagem de Deus.

Panteísmo. Para Bruno, Deus não é um arquitecto exterior ao mundo, mas a própria substância infinita do Universo. Deus é imanente à natureza, identificando-se com a totalidade das coisas. Como escreveu: “O universo é infinito e, nele, há infinitos mundos. Deus é o infinito no qual se identificam poder e ser” . Não existe, pois, um Deus pessoal, transcendente, que intervém nos assuntos humanos e escuta preces; pelo contrário, os deuses não se preocupam com os detalhes da vida quotidiana dos homens.

Unidade material do ser. Contra a oposição aristotélica entre matéria e forma, Bruno defendeu que a matéria é viva e activa, portadora em si mesma de princípios formais. O universo não é uma máquina inerte, mas um organismo animado por uma alma universal.

Liberdade de pensamento e crítica das autoridades. Bruno insurgiu-se contra a autoridade cega, fosse ela a de Aristóteles na filosofia ou a da Igreja na teologia. Convidou os seus contemporâneos a “começar a duvidar do comprovado” e a recusar qualquer imposição dogmática sobre a verdade. Para ele, a verdade é uma propriedade objectiva da realidade e da razão, independentemente da aprovação das maiorias ou das instituições.

III. As Obras

Bruno foi um autor prolífico, tendo composto cerca de trinta obras, escritas tanto em latim como em italiano. As principais podem ser agrupadas por períodos.

Período parisiense (1581-1583): dedicou-se sobretudo à arte da memória de inspiração luliana. Publicou De umbris idearum (Sobre as Sombras das Ideias), Ars Memoriae (A Arte da Memória) e Cantus Circaeus (O Canto de Circe).

Período londrino (1583-1585): o mais fecundo e original, em língua italiana. Destacam-se:

  • La Cena de le Ceneri (A Ceia das Cinzas, 1584) — defesa do copernicanismo e crítica à Universidade de Oxford.

  • De la Causa, Principio et Uno (Sobre a Causa, o Princípio e o Uno, 1584) — exposição da sua metafísica panteísta.

  • De l’Infinito, Universo et Mondi (Sobre o Infinito, o Universo e os Mundos, 1584) — defesa da infinitude do cosmos e da pluralidade dos mundos.

  • Degli Eroici Furori (Dos Furores Heróicos, 1585) — diálogo filosófico-poético sobre o caminho da sabedoria e da união mística com o divino.

Período alemão (1586-1591): escreveu em latim as suas principais obras cosmológicas e físicas, entre as quais se destacam:

  • De triplici minimo et mensura (Sobre o Tríplice Mínimo e a Medida) — teoria atomista.

  • De monade, numero et figura (Sobre a Mónada, o Número e a Figura).

  • De immenso et innumerabilibus (Sobre o Imenso e os Inumeráveis) — frequentemente referido como De universo et mundis, a sua obra cosmológica fundamental.

  • De magia (Da Magia) — escrito ditado ao discípulo Jerônimo Besler quando Bruno estava prestes a ser expulso de Frankfurt; aí definiu a magia como “uma espécie de conhecimento — uma ciência”.

  • De vinculis in genere (Dos Vínculos em Geral) — tratado sobre os laços que unem os seres.

Todas estas obras foram colocadas no Índice dos Livros Proibidos pela Igreja Católica e, por ordem da Inquisição, queimadas publicamente na praça de São Pedro aquando da condenação de Bruno.

IV. O Processo Inquisitorial e a Condenação

Preso em Veneza em maio de 1592, Bruno foi julgado pelo tribunal local da Inquisição. Em 1593, foi transferido para Roma, onde ficou encarcerado no palácio do Santo Ofício. Durante sete anos, o processo arrastou-se: os inquisidores coligiram oito acusações principais, que incluíam heresias teológicas (negação da transubstanciação, da virgindade perpétua de Maria, da divindade de Cristo) e filosóficas (defesa da eternidade do mundo, da infinitude do universo, da pluralidade de mundos habitados, da alma do mundo, e da possibilidade de reencarnação).

Ao longo de todo o processo, Bruno oscilou entre a defesa da sua ortodoxia e a recusa a retratar-se. Ofereceu-se por várias vezes para se retratar, desde que os seus erros lhe fossem apontados com base na Escritura ou na razão. Mas Roma não admitia negociação: exigia abjuração incondicional. O papa Clemente VIII, pessoalmente, supervisionou a fase final do processo e ordenou que Bruno fosse entregue ao braço secular.

No dia 8 de fevereiro de 1600, na sala do convento de Santa Maria sopra Minerva, a sentença foi lida publicamente perante os cardeais. Bruno foi declarado “herege impenitente, pertinaz e obstinado”, excomungado e entregue às autoridades civis com a fórmula de praxe: “para ser punido sem derramamento de sangue” — ou seja, para ser queimado vivo. Os seus livros foram condenados a ser queimados na mesma praça. Ao ouvir a sentença, Bruno terá dito aos seus juízes: “Vós, que me condenais, tremeis mais do que eu, que recebo a sentença”.

V. A Execução em Campo dei Fiori

Nove dias depois, a 17 de fevereiro de 1600, ao alvorecer, Bruno foi conduzido a lombo de mula até Campo dei Fiori, uma praça de mercado em Roma. A fim de o impedir de discursar à multidão, os inquisidores haviam-lhe imobilizado a língua com uma mordaça de madeira ou couro; há relatos de que teriam usado mesmo um prego para a fixar. Foi desnudado, atado a um poste e, enquanto as chamas subiam, um monge aproximou-lhe um crucifixo. Bruno, ainda com forças, voltou a cabeça para o lado em sinal de recusa. Consumiu-se até se tornar cinzas, que foram depois lançadas ao rio Tibre para que nenhum vestígio seu pudesse ser venerado.

VI. Curiosidades e Dados Interessantes

  • Mártir da ciência? A visão tradicional de Bruno como mártir da ciência, por ter defendido Copérnico e a ideia de um universo infinito, é correcta, mas incompleta. O processo inquisitorial condenou-o sobretudo por razões teológicas (negação de dogmas cristãos) e por panteísmo. Foi por ser considerado um herege perigoso, não apenas por ser um cientista avançado ao seu tempo.

  • Um monumento tardio. Apenas em 1889, quase trezentos anos depois, a cidade de Roma ergueu uma estátua em bronze de Giordano Bruno no exacto local da fogueira. A obra, da autoria do escultor Ettore Ferrari, foi inaugurada a 9 de junho daquele ano. A sua construção foi precedida de uma grande campanha política promovida por intelectuais e maçons italianos, que durou treze anos.

  • O arrependimento da Igreja. Em fevereiro de 2000, no 400.º aniversário da execução, o cardeal Paul Poupard, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, declarou que a Santa Sé se arrependia da condenação de Bruno e pedia perdão a Deus e aos seus irmãos por aquele acto. Contudo, acrescentou que o arrependimento “não supunha a reabilitação do seu pensamento”.

  • Poeta e dramaturgo. Para além de filósofo e astrónomo, Bruno foi também um refinado poeta em língua italiana. Compôs sonetos de inspiração neoplatónica, onde a paixão pelo conhecimento se funde com o êxtase místico. Num dos mais conhecidos, escreveu: “Não temo obstáculo de cristal ou vidro: rompo os céus e ao infinito me elevo”. A sua obra poética foi redescobberta e valorizada apenas nos séculos XIX e XX.

  • A arte da memória. Bruno foi um dos maiores expoentes da tradição renascentista da ars memoriae, uma técnica mnemónica que permitia recordar grandes quantidades de informação através de imagens mentais dispostas num espaço imaginário. O seu De umbris idearum é um tratado complexo sobre a associação entre imagens e conceitos filosóficos, hoje estudado por historiadores do pensamento e da psicologia cognitiva.

VII. A Reabilitação Histórica e o Legado

Durante muito tempo, a figura de Giordano Bruno foi relegada ao esquecimento ou ao tratamento marginal, em parte pela destruição sistemática dos seus escritos e em parte pela força da condenação eclesiástica. Foi apenas no século XIX que os filósofos românticos e os historiadores da filosofia italiana (em particular Vincenzo Gioberti e Bertrando Spaventa) iniciaram a sua reabilitação como pensador original e precursor do idealismo alemão. O próprio Hegel qualificou Bruno como “o cometa que brilha através da Europa” , destacando a sua capacidade de unir, num mesmo sistema, panteísmo, materialismo e misticismo.

Hoje, Bruno é unanimemente reconhecido como um dos precursores da ciência moderna, na medida em que a sua defesa da infinitude do universo e da pluralidade dos mundos antecipou descobertas astronómicas posteriores — desde a Via Láctea como um conjunto de estrelas até à existência de exoplanetas, comprovada apenas no final do século XX. A sua vida e a sua morte permanecem, contudo, como o símbolo mais dramático do conflito entre a liberdade de pensamento e o poder dogmático da autoridade religiosa.

VIII. Conclusão

Giordano Bruno foi um pensador radicalmente livre numa época em que a liberdade era considerada um pecado. Monge dominicano, percorreu a Europa como um exilado, acolhido e expulso por católicos, calvinistas e luteranos, sem nunca conseguir fixar-se em nenhum dos credos que encontrou — porque a sua verdade estava para além de todas as confissões. Morreu na fogueira porque ousou pensar o impensável: um universo sem limites, uma Terra que não é o centro de coisa alguma, uma divindade que se confunde com a própria imensidão do cosmos. Ao desviar o rosto do crucifixo, confirmou que preferia o silêncio da morte à mentira da abjuração.

O seu legado não consiste num sistema filosófico fechado ou numa descoberta científica singular. Consiste, antes, num gesto: o de ter posto a razão e a coragem acima do medo e da conformidade. Por isso, a sua imagem — a do homem que subiu à fogueira de língua presa, mas de espírito livre — permanece como um farol para todos quantos recusam curvar-se diante de qualquer autoridade que pretenda apagar a luz da consciência.

Pesquisa e redação: Ivair Ximenes Lopes

Fontes

  • BBC News MundoQuién fue Giordano Bruno, el místico “visionario” quemado en la hoguera hace 418 años. São Paulo, 17 de fevereiro de 2018. [12†L4-L43]

  • Bertrand LivreirosGiordano Bruno — Biografia. Disponível em Bertrand.pt. [5†L3-L19]

  • da Silveira, EvanildoQuién fue Giordano Bruno, el místico ‘visionario’ quemado en la hoguera hace 418 años. BBC Brasil, 2018. [8†L4-L24]

  • Enciclopedia HerderGiordano Bruno — Obras. Herder Editorial. [2†L4-L8]

  • Feeye (Universidad Nacional de Cuyo)Giordano Bruno, mártir de las ideas heliocéntricas. [7†L3-L41]

  • Guadarrama, José RiveraGiordano Bruno, la inteligencia que no desapareció en la hogueraLa Jornada Semanal, 13 de junho de 2021. [9†L3-L41]

  • Infobae“Subiré con fuego al paraíso”: el día que la Inquisición mató en la hoguera a Giordano Bruno por la herejía de pensar diferente. 17 de fevereiro de 2026. [11†L4-L41]

  • Kiddle (Enciclopedia para niños)Datos sobre Giordano Bruno. [0†L36-L38]

  • Langhi, Rodolfo (departamento de Física da UNESP). Declarações citadas em BBC News Mundo. [12†L35-L43]

  • Marca (Tiramillas)Giordano Bruno, filósofo y astrónomo: “La verdad no cambia por ser o no creída por una mayoría de personas”. 12 de maio de 2026. [13†L3-L28]

  • Oxford BibliographiesGiordano Bruno. 2020. [2†L27-L31]

  • Rigutti, AlessandroGiordano Bruno e la poesia della conoscenza. Scienza in Rete, 3 de novembro de 2009. [14†L11-L14]

  • Sovraintendenza RomaMonumento a Giordano Bruno. [15†L5-L7]

  • T13 / BBCQuién fue Giordano Bruno, el místico “visionario” quemado en la hoguera hace 418 años. 17 de fevereiro de 2018. [8†L4-L43]

  • Vanguardia (México)Giordano Bruno, mártir del oscurantismo. 2021. [6†L3-L41]

  • WikipediaGiordano Bruno. [10†L2-L44]

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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