Nas pesquisas que tenho realizado sobre a Revolução Farroupilha, sempre me impressionou como certos personagens, embora fundamentais, permanecem à sombra de nomes mais celebrados.
O Coronel Joaquim Pedro Soares é um desses casos. Militar experiente, veterano das guerras platinas, ele foi o instrutor dos primeiros soldados da liberdade na fronteira e o homem que, diante da 1ª Brigada do Exército Liberal, leu a Proclamação da República Rio-Grandense após a vitória do Seival.
Sua trajetória, no entanto, é também um testemunho das ambiguidades da memória histórica, pois o nome "Joaquim Soares" pode designar figuras distintas, e os registos por vezes se confundem.
Esta é mais uma parte da série de artigos que preparei em comemoração à Semana Farroupilha, dedicada a percorrer os episódios e os personagens decisivos da Revolução.
A importância deste estudo reside na forma como Joaquim Pedro Soares ilumina o papel dos militares de carreira na articulação do movimento republicano. A investigação sobre as fontes históricas revela que foi ele, ao lado de Manuel Lucas de Oliveira, quem convenceu Antônio de Souza Netto a proclamar a República, e que coube a ele a leitura solene da proclamação no campo do Menezes, em 11 de setembro de 1836.
Doutrinadores como Alfredo Varela, em História da Grande Revolução, e Moysés Vellinho documentaram a sua atuação, enquanto novas interpretações, como as de estudiosos da historiografia farroupilha, destacam o papel dos "titãs do pampa" na construção do ideal republicano .
Este artigo convida o autor e o leitor a redescobrirem a trajetória desse militar que, com a sua "grave e austera" figura de instrutor, ajudou a forjar não apenas soldados, mas a própria República Rio-Grandense.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).