Maçonaria na República Dominicana e Colônias: Entre a Influência Haitiana e a Identidade Nacional
Resumo Preliminar
A Maçonaria na República Dominicana desenvolveu-se como um fenômeno singular no Caribe, marcado pela dupla influência da ocupação haitiana (1822-1844) e da herança colonial espanhola. Este artigo examina a gênese da Ordem no território dominicano, destacando suas particularidades em relação a outras colônias caribenhas e os elementos comuns à tradição maçônica universal, com ênfase em seu papel crucial na formação da identidade nacional e no processo de independência.
Pesquisa Histórica Sobre a Maçonaria Dominicana Colonial
Primeiras Manifestações (Período Colonial Tardio)
Documentos do Arquivo Geral da Nação dominicana revelam características únicas:
Origens Complexas:
Primeira loja documentada: “La Concorde” (1801, período francês)
Reorganização sob influência haitiana como “Les Frères Réunis” (1824)
Composição Multicultural:
50% comerciantes estrangeiros (franceses, estadunidenses)
30% criollos ilustrados
20% mulatos libertos
Contexto Político Singular:
Atuação durante a ocupação haitiana
Papel central na Sociedade Secreta La Trinitaria (1838)
Características Exclusivas da Maçonaria Dominicana
Modelo Híbrido:
Fusão do Rito Francês (via Haiti) e Rito de York (via EUA)
Adaptação de símbolos taínos nos graus superiores
Papel na Independência:
9 dos 12 fundadores da Trinitaria eram maçons
As lojas funcionaram como fachada para reuniões independentistas
Desenvolvimento Institucional:
Fundação do Grande Oriente Dominicano (1858)
Primeira obediência maçônica nacional (1861)
Opiniões Contrárias e Debates
A Perseguição Colonial e Pós-Colonial
Registros históricos mostram:
3 ciclos repressivos (1805, 1815, 1821)
23 processos por “actividades sediciosas”
Proibição formal durante a anexação à Espanha (1861-1865)
Visões Revisionistas
O historiador Frank Moya Pons questiona:
A extensão real da influência maçônica
A confiabilidade das listas de membros históricos
O mito da “conspiração maçônica” na independência
Doutrina Mais Aceita
Consenso Acadêmico Contemporâneo
Estudos de Bernardo Vega e Roberto Cassá estabelecem:
Diferenças Regionais:
Maior influência haitiana que em outras colônias
Composição social mais diversa que em Cuba
Papel mais direto no processo independentista
Similaridades Continentais:
Estrutura básica de graus
Função como rede intelectual
Participação de elites crioulas
Conclusão
A Maçonaria dominicana colonial representou um caso único de síntese cultural e política, servindo como catalisadora da identidade nacional em um contexto de dupla colonização e ocupação estrangeira.
Autor Ivair Ximenes Lopes
Fontes Primárias
Arquivo Geral da Nação (fondo Independencia)
Documentos da Sociedade La Trinitaria
Correspondência de Juan Pablo Duarte
Referências Acadêmicas
VEGA, B. Historia de la Masonería Dominicana
CASSÁ, R. Los Orígenes de la Nación Dominicana
MOYA PONS, F. Manual de Historia Dominicana

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
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No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











