A Arte de Dar com Satisfação e a Dignidade de quem recebe
setembro 1, 2026
A Arte de Dar com Satisfação e a Dignidade de quem recebe
Nas pesquisas que realizei sobre os fundamentos éticos da Maçonaria e a sua aplicação na vida do obreiro, poucos preceitos me provocaram uma reflexão tão profunda quanto o mandamento que exorta o maçom a "dar sempre com satisfação".
Não se trata de uma mera exortação à caridade, mas de uma afirmação sobre a natureza da própria açãomoral.
O gesto de dar não se mede apenas pelo que se oferece, mas pela forma como se oferece — e a dignidade de quem recebe é tão sagrada quanto a generosidade de quem dá.
Sêneca, nas suas Epístolas a Lucílio, foi ainda mais longe ao afirmar que "a maneira de dar vale mais do que aquilo que se dá", pois o que permanece na memória do receptor não é o valor material do dom, mas a dignidade com que foi oferecido.
Este princípio, que na tradição maçónica se enraíza na prática da fraternidade, adquire uma dimensão particularmente relevante no mundo contemporâneo, onde a caridade é muitas vezes reduzida a um ato de utilidade pública ou a uma forma de compensação social.
A ideia de que uma negativa delicada é preferível a uma ajuda que humilhe revela uma sensibilidadeética que transcende a mera utilidade e se eleva à categoria de umimperativo categórico, como o formulado por Kant, que nos exige tratar a humanidade — tanto na nossa própria pessoa como na de qualquer outro — sempre como um fim e nunca apenas como um meio. A dignidade do receptor não é uma concessão do doador, mas um direito inalienável que o ato de dar deve respeitar e, na medida do possível, promover.
Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu as fontes da éticaocidental — desde os estoicos até os pensadores contemporâneos, passando pelos teólogos medievais e pelos filósofos do Iluminismo —, convida o autor e o leitor a explorarem as profundezas de um preceito que nos ensina que o verdadeiro dom não se esgota no objeto oferecido, mas se prolonga na dignidade com que é recebido.
Compreender esta arte é compreender que a generosidade não é um ato isolado, mas um modo de ser, uma disposição da alma que transforma a própria natureza da relação humana e que nos recorda que, no fim de contas, dar com satisfação é, talvez, a mais alta expressão da liberdade interior.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).