Ao longo dos meus estudossobre a evolução da Maçonaria brasileira, sempre me chamou a atenção como a história da Ordem vem sendo marcada por movimentos de ruptura e reorganização – uma dinâmica que, confesso, inicialmente me parecia contraditória com o ideal de fraternidade que a instituição proclama.
Foi por isso que, ao debruçar-me sobre a cisão entre o Grande Oriente de São Paulo (GOSP) e o Grande Oriente do Brasil (GOB), esperava encontrar mais um capítulo de disputas pessoais ou rivalidades regionais que, com o tempo, se dissipariam no esquecimento.
Mas a história que desvendei revelou-se muito mais complexa e significativa: tratava-se de um divisor de águas que não apenas redefiniu o mapa maçônico paulista, mas expôs, em toda a sua intensidade, as tensões profundas entre a autonomia estadual e a estrutura nacional que atravessam a Maçonaria brasileira desde o século XX.
Ao mergulhar nos documentos e nas atas que registraram aquele momento de rutura, percebi que não estava diante de uma simples dissidência, mas de um verdadeiro embate de visões sobre o que deveria ser a Maçonaria no Brasil: de um lado, a defesa de uma estrutura centralizadora, que via no GOB a legítima representação nacional da Ordem; de outro, a afirmação de que os estados, com suas peculiaridades e sua força própria, tinham o direito de construir caminhos autónomos, sem subordinação a uma obediência distante.
Foi surpreendente constatar como este episódio, ocorrido em meados do século XX, ecoa debates que permanecem vivos até hoje – sobre o equilíbrio entre unidade e diversidade, entre a força da federação e a legitimidade das autonomias regionais, questões que, para mim, transcendem a Maçonaria e tocam o próprio cerne da organização política e social do país.
Neste artigo, compartilho os resultados dessa minha investigação sobre o divórcio entre GOSP e GOB – uma pesquisa que me levou a revisitar as motivações de cada lado, os atores que protagonizaram aquela ruptura e as consequências duradouras que ela deixou na configuração atual da Maçonaria paulista e brasileira.
Convido o leitor a acompanhar-me nessa jornada pela história de uma das cisões mais decisivas da nossa Maçonaria, pois compreender esse episódio é fundamental para entender não apenas a geografia maçônica do estado mais populoso e influente do país, mas também as forças que, ainda hoje, moldam os rumos da Ordem – lembrando-nos de que, por vezes, é na separação que se encontram os caminhos para uma unidade mais madura e mais verdadeira. Compreender esse episódio é fundamental para entender a configuração atual da Ordem no estado mais populoso e influente do país.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).