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Tolerância: Concepções Filosóficas e o Princípio Maçônico

Tolerância Concepções Filosóficas e o Princípio Maçônico

Tolerância: Concepções Filosóficas e o Princípio Maçônico

A tolerância é uma das virtudes mais essenciais e, ao mesmo tempo, mais desafiadoras da vida em sociedade.

Frequentemente confundida com indiferença ou com relativismo, a tolerância, na perspectiva filosófica, é uma posição ativa e exigente: a disposição de respeitar as opiniões, crenças, práticas e modos de vida diferentes dos nossos, mesmo quando deles discordamos, sem recorrer à violência, à coerção ou à exclusão.

A tolerância é a arte de conviver com a diferença, o reconhecimento de que a diversidade é uma riqueza e não uma ameaça, a condição da paz e da liberdade.

Etimologicamente, a palavra "tolerância" deriva do latim tolerantia, que por sua vez provém do verbo tolerare, que significa "suportar", "aguentar",  "admitir". O termo tem uma conotação de suportar algo que é difícil ou desagradável, mas que é necessário para a convivência pacífica. O correspondente grego é epieikeia, que designa a equidade, a indulgência, a disposição de não aplicar a lei com rigor excessivo.

Ao longo da história da filosofia, a tolerância foi objeto das mais profundas reflexões. Na Antiguidade, os filósofos gregos e romanos reconheceram a importância da convivência pacífica entre diferentes grupos, embora a tolerância religiosa e política fosse limitada.

No pensamento cristão, a tolerância foi frequentemente um desafio, pois a Igreja reivindicava a posse exclusiva da verdade.

Na modernidade, a tolerância tornou-se um princípio fundamental do liberalismo político, especialmente após as guerras religiosas do século XVI e XVII.

John Locke, Voltaire e outros defensores da tolerância argumentaram que a liberdade de consciência é um direito inalienável e que a coerção religiosa é ineficaz e injusta.

No pensamento contemporâneo, a tolerância tem sido reavaliada à luz dos desafios do multiculturalismo, do fundamentalismo religioso e da globalização, sendo frequentemente associada à democracia, aos direitos humanos e ao diálogo intercultural.

Na Maçonaria, a tolerância ocupa um lugar central e fundante. Ela é um dos pilares da Ordem, a condição da fraternidade universal, o princípio que permite a convivência pacífica de homens de diferentes religiões, nacionalidades e convicções políticas.

A tolerância maçônica não é a indiferença ou o relativismo; é o respeito ativo pela liberdade de consciência de cada um, a disposição de aprender com a diferença, a convicção de que a diversidade enriquece a humanidade.

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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