Al-Kindi — O “Filósofo dos Árabes” e a Introdução da Filosofia Grega no Islã
janeiro 14, 2008
Al-Kindi: O Filósofo dos Árabes e a Introdução da Filosofia Grega no Islã
Abū Yūsuf Yaʿqūb ibn Isḥāq al-Kindī, conhecido no Ocidente como Alquindi ou Alkindus, não é, talvez, o mais original dos pensadores islâmicos, mas é certamente um dos mais importantes.
Ele foi o primeiro — o primeiro a chamar a si o título de “filósofo” no mundo árabe, e o primeiro a introduzir sistematicamente o pensamento grego no Islã. A sua obra, hoje em grandeparte perdida, foi a ponte que permitiu que a herança de Aristóteles, Platão e dos neoplatônicos atravessasse o deserto e florescesse nas cortes de Bagdá.
A importância de Al-Kindi reside menos na originalidade de suas doutrinas do que no papel histórico que desempenhou como tradutor, comentador e divulgador.
Num tempo em que a filosofia grega era vista com suspeita por amplos setores da sociedade islâmica, ele ousou defender a compatibilidade entre a razão filosófica e a revelação religiosa, abrindo caminho para que gerações posteriores de pensadores — Al-Farabi, Avicena, Averróis — pudessem desenvolver sistemas filosóficos de grande sofisticação.
Este artigo procura recuperar a memória deste pioneiro, explorando a sua biografia, as suas obras e o seu legado.
Abū Yūsuf Yaʿqūb ibn Isḥāq al-Kindī nasceu em Cufa, no atual Iraque, por volta de 800, descendente da nobre tribo dos Kinda. Estudou em Cufa, Baçorá e Bagdá, onde adquiriu uma formação enciclopédica.
A sua origem nobre e a sua educação sólida prepararam-no para o papel de destaque que viria a desempenhar na vida intelectual do califado abássida.
Al-Kindī tornou-se uma figura eminente na Casa da Sabedoria (Bayt al-Ḥikma) de Bagdá, a grandeinstituição de tradução e pesquisa fundada pelos califas abássidas. Foi encarregado de supervisionar a tradução dos textos científicos e filosóficos gregos para o árabe.
A Casa da Sabedoria foi, sem dúvida, o centro intelectual mais importante do mundo islâmico na época, reunindo tradutores, cientistas e filósofos de diversas origens e religiões. Al-Kindi não apenas supervisionou as traduções, mas também corrigiu e comentou os textos, contribuindo para a sua assimilação crítica pelo pensamento islâmico.
Por volta de 850, al-Kindī caiu em desgraça junto do califa al-Mutawakkil, que, numa política de viragem conservadora, o perseguiu e confiscou a sua biblioteca. Foi-lhe infligida, ainda, uma bastonada humilhante. Morreu em Bagdá em 873, empobrecido.
Obras
Sobre o Intelecto (Risāla fī al-ʿaql): O seu tratado mais importante, que distingue quatro tipos de intelecto (potencial, atual, adquirido e agente).
“O primeiro filósofo árabe”: É celebrado como o primeiro filósofo de origem árabe no mundo islâmico e o introdutor da filosofia grega ao universo árabe-islâmico.
Defensor da harmonização: Acreditava que não há contradição entre filosofia e revelação: ambas são caminhos para a mesma verdade.
Obras perdidas: Escreveu centenas de obras, mas apenas algumas dezenas sobreviveram, muitas delas encontradas em manuscritos tardios.
O Legado de Al-Kindi
O legado de Al-Kindi é vasto e duradouro. A sua defesa da filosofia, a sua promoção das traduções e a sua tentativa de harmonizar a razão com a fé criaram as condições para o florescimento da filosofia islâmica nos séculos subsequentes. Sem Al-Kindi, dificilmente teríamos tido Al-Farabi, Avicena ou Averróis.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).