Nas pesquisas que tenho realizado sobre a Revolução Farroupilha, sempre me intrigou a forma como um movimento de tamanha magnitude pôde ser planeado nas sombras, longe dos olhos das autoridades imperiais.
A resposta está num lugar que, à primeira vista, parecia inofensivo: um gabinete de leitura. A Loja Philantropia e Liberdade, que funcionava acobertada sob o nome de "Gabinete de Leitura da Sociedade Continentino", foi o berço da mais longa guerra civil da história do Brasil.
A Sociedade Continentino, agremiação política de simpatizantes republicanos, funcionava na casa do major João Manuel de Lima e Silva, tio do futuro Duque de Caxias, e tornou-se o foco inicial da atividade maçónica no Rio Grande do Sul.
Esta é mais uma parte da série de artigos que preparei em comemoração à Semana Farroupilha, dedicada a percorrer os episódios decisivos da Revolução. A importância deste estudo reside na forma como a Sociedade Continentino ilumina as conexões entre a Maçonaria, o republicanismo e a articulação da revolta.
A investigação sobre as fontes históricas revela que, na noite de 18 de setembro de 1835, na Loja Philantropia e Liberdade, Bento Gonçalves da Silva abriu a reunião que decidiu o início da revolução.
Doutrinadores como Alfredo Varela, em História da Grande Revolução, e Moysés Vellinho documentaram a atuação da Sociedade, enquanto novas interpretações, como as de estudiosos da história regional, destacam o papel da Maçonaria como espaço de articulação política e de difusão dos ideais republicanos.
Este artigo convida o autor e o leitor a conhecerem a história dessa instituição que, sob a fachada de uma agremiação literária, gestou a Revolução Farroupilha e mudou para sempre a história do Rio Grande do Sul.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).