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Silêncio: Concepções Filosóficas e o Princípio Maçônico

Silêncio Concepções Filosóficas e o Princípio Maçônico

Silêncio: Concepções Filosóficas e o Princípio Maçônico

Quando penso no silêncio, minha mente, por muitos anos, o definiu de forma negativa – como a mera ausência de som, o vazio deixado quando as palavras se calam e os ruídos se dissipam.

Foi essa compreensão limitada que me acompanhou durante grande parte da minha vida, até que, ao iniciar esta investigação, fui confrontado com uma verdade que transformou completamente a minha percepção: o silêncio não é a ausência, mas a presença; não é o vazio, mas a plenitude; não é o nada, mas o ser em sua profundidade mais íntima.

A pergunta que me moveu ao longo desta pesquisa foi precisamente esta: como é possível que uma experiência tão fundamental – e tão antiga quanto a própria humanidade – tenha sido tão negligenciada pela filosofia e pela cultura contemporâneas, que parecem temer o silêncio como se ele fosse uma ameaça à nossa identidade ruidosa?

Ao mergulhar nas tradições filosóficas e espirituais, fui gradualmente compreendendo que o silêncio sempre ocupou um lugar central nas grandes escolas de sabedoria.

Os pitagóricos impunham anos de silêncio aos seus discípulos como condição essencial para a aprendizagem, pois acreditavam que apenas no silêncio a alma podia ouvir a voz da verdade.

Platão e Aristóteles reconheceram o silêncio como o espaço da contemplação, onde a mente, livre do tumulto das palavras, podia elevar-se à intuição das formas eternas. Na tradição cristã, a hesychia – a tranquilidade interior – tornou-se o coração da vida monástica, o estado de paz que precede a união com o divino.

E, na modernidade, Wittgenstein, com a sua célebre afirmação de que "sobre o que não se pode falar, deve-se calar", lembrou-nos que a linguagem tem limites, e que o silêncio é a única resposta honesta diante do mistério insondável da existência.

Foi, no entanto, ao encontrar o silêncio na Maçonaria que esta investigação se tornou verdadeiramente pessoal para mim. Percebi que o silêncio é uma das primeiras e mais profundas lições do Aprendiz – não como uma proibição externa, mas como uma disciplina interior que nos ensina a ouvir, a refletir e a guardar no coração o que não deve ser profanado pela palavra vazia.

O silêncio maçônico não é a ausência de som, mas a presença de uma escuta atenta; não é a morte da palavra, mas o seu prenúncio mais elevado.

Neste artigo, compartilho os frutos dessa minha jornada através das concepções filosóficas e do princípio maçônico do silêncio – uma pesquisa que me levou a compreender que, num mundo que nunca pára de falar, a verdadeira sabedoria pode estar, afinal, na coragem de calar-se para ouvir o que só o silêncio pode ensinar.

Convido o leitor a acompanhar-me nessa redescoberta, pois o silêncio, quando vivido como plenitude e não como vazio, revela-se não uma ausência, mas a presença mais profunda que podemos habitar

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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