Ritos e influências Católicas, Protestantes e do Iluminismo na Inglaterra e França
agosto 29, 2026
Ritos e influências Católicas, Protestantes e do Iluminismo na Inglaterra e França
Nas pesquisas que realizei sobre as origens da Maçonaria especulativa, sempre me surpreendeu como duas tradições aparentemente irmãs – a inglesa e a francesa – seguiram caminhos tão distintos, moldadas por forças religiosas e filosóficas que as definiram até hoje.
Na Inglaterra, a institucionalização da Ordem em 1717 não eliminou as tensões internas, que culminaram na cisão entre “Modernos” e “Antigos” (1751-1813), um conflito que, longe de ser um mero episódio local, refletiu as complexas influências do anglicanismo, do catolicismo e do nascente deísmosobre a fraternidade.
Do outro lado do Canal, a Maçonaria francesa, profundamente impregnada pelos ideais do Iluminismo, desenvolveu um caráter mais laico e politicamente engajado, abraçando princípios de liberdade individual e tolerância religiosa que a colocariam em rota de colisão com a Igreja Católica.
A investigação sobre essas duas grandes tradições revela que a sua divergência não foi apenas ritualística, mas profundamente filosófica e teológica.
Enquanto a Maçonaria inglesa manteve-se, historicamente, fundamentada na Bíblia e aberta a cristãos de todas as correntes, a sua congénere francesa, sob a influência de pensadores iluministas, assumiu uma postura que muitos interpretaram como anticlerical.
O diálogo – e o conflito – entre estas visões opostas sobre o papel da religião e da razão na vida iniciática não é apenas uma curiosidade histórica; ele constitui o próprio cerne das diferenças que ainda hoje distinguem a Maçonaria regular anglo-saxónica das obediências continentais.
Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu as fontes filosóficas e maçônicas, convida o autor e o leitor a explorarem como o catolicismo, o protestantismo e o Iluminismo teceram a trama complexa de ritos e influências que deram forma à Maçonaria na Inglaterra e na França.
Compreender este percurso é compreender não apenas a história da Ordem, mas as próprias raízes do pensamento moderno sobre a liberdade de consciência e o lugar do sagrado na esfera pública – um debate que, como ensinou o historiador Fernando Rodrigues de Souza, permanece tão vivo e controverso quanto nos séculos que o forjaram.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).