Nas pesquisas que realizei sobre as grandes narrativas que moldaram a civilização ocidental, poucas histórias me provocaram uma reflexão tão profunda quanto a Parábola do Bom Samaritano.
Ela não é uma simples fábula moral, nem uma lição de etiqueta social; é, nas palavras do teólogo alemão Jürgen Moltmann, uma "bomba teológica disfarçada de história singela" – uma narrativa que, ao subverter todas as expectativas, nos força a redefinir o que significa, afinal, "amar o próximo".
Num mundo onde as fronteiras entre "nós" e "eles" são rigidamente traçadas, onde a religião e a etnia definem quem merece ou não a nossa compaixão, Jesus de Nazaré apresenta umherói improvável: umsamaritano, considerado herege e estrangeiro, que se torna o exemplo de compaixão genuína.
Ao mergulhar nas fontes exegéticas e históricas, fui surpreendido pela forma como esta parábola, registrada no Evangelho de Lucas, dialoga com as tensões do seu tempo e com as questões mais profundas da ética humana.
O sacerdote e o levita, que representam a autoridade religiosa, passam ao largo; o samaritano, que deveria ser o inimigo, interrompe a sua jornada e cuida do ferido.
A investigação revelou que a genialidade da parábola reside na sua capacidade de inverter as categorias de pureza e impureza, de poder e fragilidade, de ortodoxia e heterodoxia – uma lição que ressoa com a tradição maçónica, que ensina que a verdadeira fraternidade não conhece fronteiras de credo ou origem.
Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu as interpretações dos mais lúcidos comentadores – de Agostinho a Martinho Lutero, de Søren Kierkegaard a Gustavo Gutiérrez – convida o autor e o leitor a percorrerem connosco a estrada de Jerusalém a Jericó, para compreender não apenas o que Jesus disse, mas por que a sua mensagem, dois milénios depois, continua a desafiar as nossas certezas mais profundas.
Que esta leitura nos inspire a reconhecer o próximo em todo aquele que cruza o nosso caminho, especialmente quando ele é diferente de nós.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).