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A Fundação da Grande Loja da França e do Grande Oriente da França: Gênese, Estrutura e Ruptura na Maçonaria Francesa

Fundação da Grande Loja da França e do Grande Oriente da França Gênese Estrutura e Ruptura na Maçonaria Francesa

A Fundação da Grande Loja da França e do Grande Oriente da França: Gênese, Estrutura e Ruptura na Maçonaria Francesa

1. Introdução

A história da Maçonaria francesa constitui um observatório privilegiado para a compreensão das profundas transformações políticas, sociais e intelectuais da França moderna. Diferentemente do modelo inglês, caracterizado por uma evolução institucional mais linear a partir de 1717, o desenvolvimento da Maçonaria em solo francês foi marcado por uma complexa sucessão de cisões, refundações e disputas filosóficas que moldaram não apenas a Ordem, mas a própria sociedade francesa dos séculos XVIII e XIX.

Este artigo, fundamentado em fontes acadêmicas e arquivos históricos, examina os dois momentos institucionais fundadores da Maçonaria francesa: a criação da primeira Grande Loja da França em 1738 e a subsequente refundação desta estrutura sob o nome de Grande Oriente da França em 1773.

A análise percorre as origens da Maçonaria especulativa em território francês, investiga o contexto político e intelectual que ensejou essas transformações e explora as consequências duradouras desses processos para a identidade e a organização da Maçonaria francesa.

2. As Origens da Maçonaria na França: Entre a Influência Britânica e a Construção de uma Identidade Nacional (1688–1738)

2.1. As Primeiras Lojas em Solo Francês

A introdução da Maçonaria especulativa na França ocorreu em um contexto de intenso intercâmbio cultural entre a Inglaterra e a França, exacerbado pelo exílio de numerosos aristocratas e militares britânicos. Segundo uma tradição documentada desde 1777, a primeira loja teria sido fundada já em 1688 em Saint-Germain-en-Laye por membros do Royal Irish Regiment, que haviam acompanhado o rei Jaime II da Inglaterra em seu exílio.

Entretanto, a documentação histórica mais confiável aponta para o início da atividade maçônica regular em Paris por volta de 1725, quando aristocratas britânicos exilados — muitos deles jacobitas — estabeleceram as primeiras lojas especulativas na capital francesa. Estas lojas inseriram-se imediatamente no ambiente liberal e anglófilo que surgira durante o período da Regência, após a morte de Luís XIV, e atraíram inicialmente apenas a alta aristocracia, que via na Maçonaria um novo espaço de sociabilidade e distinção.

Paralelamente a este movimento aristocrático, as primeiras décadas da Maçonaria francesa foram marcadas por um desenvolvimento rápido, porém desordenado. Em todo o país, lojas eram constituídas de maneira quase independente, sem vínculos formais entre si, o que criou um panorama institucional fragmentado.

2.2. Os Primeiros Grão-Mestres e a Tutela Britânica

O mais antigo documento maçônico francês conhecido — um manuscrito intitulado Os Deveres de Todos os Maçons, datado de 1735 e preservado nos arquivos da Ordem Maçônica Sueca em Estocolmo — atesta a existência de uma autoridade maçônica centralizada já em 1728, na pessoa de Philip Wharton, Duque de Wharton. Wharton, que servira como Grão-Mestre da Grande Loja de Londres em 1723 e fora responsável pela promulgação das Constituições de Anderson, estabeleceu-se em Paris em 1728 e ali exerceu funções de liderança sobre as lojas francesas.

Após Wharton, a liderança das lojas francesas permaneceu sob a égide de figuras britânicas, notadamente os jacobitas James Hector McLean (a partir de 1735) e Charles Radcliffe, Conde de Derwentwater (1736-1738). O próprio manuscrito de 1735 já apresenta McLean como “Grão-Mestre dos maçons na França”, evidenciando a continuidade de uma estrutura de governo que, embora sediada em solo francês, ainda se encontrava sob influência britânica.

2.3. O Contexto Intelectual: O Iluminismo Francês como Terreno Fértil

A França do início do século XVIII vivia o auge do pré-Iluminismo. Os salões literários, as sociedades filosóficas e um ambiente intelectual vibrante discutiam política, ciência, religião e ética como nenhum outro lugar da Europa. Neste novo cenário, a Maçonaria rapidamente deixou de ser apenas um espaço de convivência fraterna, como ocorria em Londres, para se tornar um verdadeiro laboratório filosófico.

Nas lojas parisienses, enciclopedistas, nobres, militares, cientistas, juristas e literatos reuniam-se para debater temas como liberdade, igualdade, tolerância e reforma social. A Ordem tornava-se progressivamente uma expressão do espírito que geraria a Revolução Francesa, incorporando ideias sobre direitos humanos e soberania popular que mais tarde se tornariam pilares da República. Esta especificidade do contexto francês — a íntima conexão entre a Maçonaria e o movimento intelectual iluminista — constituiu um fator determinante para as transformações institucionais que se seguiriam.

3. A Fundação da Primeira Grande Loja da França (1738)

3.1. A Eleição do Duque de Antin: Um Marco de Independência

O ano de 1738 representa um divisor de águas na história da Maçonaria francesa. Uma assembleia de representantes de lojas “inglesas” e “escocesas” elegeu, nesse ano, o primeiro Grão-Mestre francês na pessoa de Louis de Pardaillan de Gondrin, Duque de Antin (1707-1743), amigo próximo do rei Luís XV.

Este ato é amplamente considerado pelos historiadores como uma declaração de independência da Maçonaria francesa face à Grande Loja de Londres. O Duque de Antin, ao assumir a Grande Maestria, inaugurou um período em que a liderança da Maçonaria em França passaria definitivamente para mãos francesas, estabelecendo as bases para a primeira Grande Loja nacional. O historiador Alain Bihan, em seu estudo fundamental sobre as origens da Maçonaria francesa, observa que o Duque de Antininaugurou, na data de 1738, um quadro historicamente inatacável” para a organização maçônica francesa.

É importante notar que o nome “Grande Loja da França” aparece pela primeira vez em documentos já em 1737, mas foi a eleição do Duque de Antin que consolidou institucionalmente essa entidade. A partir deste momento, pode-se falar legitimamente na existência de uma obediência maçônica francesa autônoma.

3.2. O Período do Conde de Clermont (1743-1771): Centralização Fraca e Conflitos Internos

Após o breve mandato do Duque de Antin (falecido em 1743), a liderança da Grande Loja passou a Louis de Bourbon-Condé, Conde de Clermont, um príncipe de sangue real que permaneceria Grão-Mestre até sua morte em 1771. Este período foi marcado por uma governança particularmente débil e descentralizada, uma vez que o Conde de Clermont frequentemente se ausentava devido aos seus compromissos militares, deixando o poder efetivo nas mãos de substitutos.

Internamente, a jovem instituição foi abalada por conflitos entre duas facções principais: os “lacornards” (aristocratas parisienses de tendência filosófica) e os defensores de uma Maçonaria mais tradicional e centralizada. As lojas provinciais, neste contexto, organizaram-se em estruturas quase autônomas, fragmentando ainda mais a autoridade da Grande Loja.

Esta fragilidade institucional tornou-se particularmente evidente após a morte do Conde de Clermont. Nos dois anos seguintes (1771-1773), a Grande Loja encontrou-se em um estado de virtual paralisia, incapaz de eleger um sucessor ou de impor sua autoridade sobre o crescente número de lojas espalhadas pelo reino, pelas colônias e pelos regimentos franceses no exterior.

4. A Criação do Grande Oriente da França (1773)

4.1. O Contexto de Crise e a Necessidade de Reforma

A crise institucional que se instalou na Grande Loja da França após a morte do Conde de Clermont exigia uma solução urgente. A Maçonaria francesa havia experimentado um crescimento exponencial ao longo do século XVIII, com lojas surgindo não apenas nas grandes cidades, mas também em cidades médias e pequenas de todo o reino, bem como nos territórios ultramarinos e nos regimentos militares. Esta expansão, contudo, não fora acompanhada por uma estrutura administrativa adequada, resultando em um sistema onde as lojas constituíam-se umas às outras de maneira descentralizada, com a Loja de Toulouse fundando a Loja de Carcassonne, que por sua vez transmitia a “luz maçônica” a Narbona, e assim por diante.

Neste cenário, a necessidade de uma autoridade reguladora centralizada tornou-se premente. Uma primeira tentativa de criação de uma Grande Loja unificada nascera em meados da década de 1730, mas levaria várias décadas até que finalmente existisse uma obediência no sentido moderno do termo.

4.2. As Assembleias Fundadoras (5 de março a 1º de setembro de 1773)

A criação do Grande Oriente da França resultou de um processo deliberativo meticuloso, ocorrido entre 5 de março e 1º de setembro de 1773, sob o patrocínio do Duque de Montmorency-Luxembourg, que atuou como Administrador-Geral.

O processo desenrolou-se em dezenove assembleias plenárias, documentadas em detalhe pelo historiador Daniel Ligou. As reuniões iniciaram-se sob a presidência de comissários nomeados pela Grande Loja da França para a redação dos novos estatutos. Já na segunda assembleia, os deputados das lojas provinciais afirmaram sua independência em relação aos oito comissários originais; na terceira assembleia, deputados e comissários proclamaram-se coletivamente como “Grande Loja”.

Os mestres das lojas parisienses reuniram-se então em quatro, depois cinco “divisões”, designando quatorze representantes para participar das assembleias. Estes representantes participaram regularmente dos trabalhos até a décima segunda assembleia, quando foi suprimido o princípio da inamovibilidade dos veneráveis mestres — uma decisão que provocou forte oposição da maioria dos maçons parisienses.

Apesar das “remonstrâncias” apresentadas em 20 de junho e lidas na décima terceira assembleia no dia seguinte, estas não foram aceitas. A maioria dos mestres de lojas parisienses, insatisfeita, “ergueu altar contra altar”, e no momento em que se realizou a décima nona assembleia, em 1º de setembro de 1773, existia, de fato, ao lado do Grande Oriente, uma Grande Loja reconstituída cuja atividade manter-se-ia essencialmente na capital até 1799.

4.3. Os Novos Princípios e a Estrutura Administrativa

A fundação do Grande Oriente resultou da tentativa da Maçonaria francesa de se dotar de um centro comum e de uma autoridade reconhecida. Dois princípios fundamentais foram estabelecidos: a eleição dos oficiais e a representação de todas as lojas.

Sob a liderança do Duque de Montmorency-Luxembourg, foi implementada uma estrutura administrativa robusta que incluía:

  • Grande Loja de Conselho: órgão deliberativo superior;

  • Câmara de Administração: responsável pela gestão cotidiana;

  • Câmara de Paris: representando as lojas da capital;

  • Câmara das Províncias: representando as lojas do interior;

  • Câmara dos Graus: posteriormente criada para supervisionar os altos graus.

Todas estas assembleias eram compostas por oficiais eleitos, financeiramente comprometidos com a obediência por meio de uma contribuição obrigatória. As assembleias gerais trimestrais, que ratificavam as decisões tomadas pelas câmaras, reuniam os deputados de todas as lojas, cujos poderes eram cuidadosamente verificados.

4.4. A Instalação Solene: 22 de outubro de 1773

O ápice deste processo ocorreu em 22 de outubro de 1773, quando Philippe d’Orléans, então Duque de Chartres (futuro Philippe Égalité), foi solenemente instalado como Grão-Mestre do recém-criado Grande Oriente da França. Na ocasião, o Grande Oriente já reunia 112 lojas sob sua autoridade.

Vinte anos mais tarde, às vésperas da Revolução Francesa, o Grande Oriente contava com quase 700 lojas espalhadas pelo reino, pelas colônias, pelos regimentos e até mesmo no exterior, consolidando sua posição quase hegemônica na Maçonaria francesa.

5. A Fusão de 1799 e o Restabelecimento da Unidade

O período revolucionário e o Primeiro Império trouxeram novos desafios e transformações para a Maçonaria francesa. A cisão de 1773, que havia resultado na coexistência do Grande Oriente e de uma Grande Loja reconstituída em Paris, foi superada em 1799 com a fusão das duas obediências sob a égide do Grande Oriente.

Poucos anos depois, em 1804, o General Alexandre-François-Auguste de Grasse-Tilly fundou o Supremo Conselho de França do Rito Escocês Antigo e Aceito, estabelecendo uma nova estrutura para os altos graus. Napoleão Bonaparte, buscando centralizar a Maçonaria francesa sob seu controle, forçou as obediências a aceitarem um “concordato” em 1805, pelo qual o Grande Oriente manteria jurisdição sobre os três primeiros graus (Aprendiz, Companheiro e Mestre), enquanto o Supremo Conselho reteria autoridade sobre os graus superiores.

6. A Grande Loja da França Contemporânea (1894)

Um segundo uso do nome “Grande Loja da França” surgiu em 1894, quando as Lojas Simbólicas do Rito Escocês Antigo e Aceito, até então diretamente subordinadas ao Supremo Conselho de França, reivindicaram maior autonomia e constituíram-se como uma obediência independente.

Esta nova Grande Loja da França posiciona-se como uma obediência espiritual, tradicional e iniciática, praticando predominantemente o Rito Escocês Antigo e Aceito, embora também acolha outros ritos maçônicos. Diferentemente do Grande Oriente, que se tornou adogmático em 1877, a Grande Loja da França mantém uma orientação espiritualista e exige a crença no Grande Arquiteto do Universo, alinhando-se mais proximamente com os princípios da Maçonaria tradicional.

Contudo, apesar de sua orientação espiritualista, a Grande Loja da França não é reconhecida como plenamente “regular” pela Grande Loja Unida da Inglaterra, que a considera como portadora de características liberais e adogmáticas, ainda que em menor grau que o Grande Oriente.

7. Conclusão: Duas Fundações, dois Destinos

A análise da fundação da primeira Grande Loja da França em 1738 e do Grande Oriente da França em 1773 revela um processo complexo de construção institucional que foi, ao mesmo tempo, uma resposta a necessidades organizacionais concretas e uma expressão das tensões filosóficas e políticas que agitavam a sociedade francesa do Antigo Regime.

A eleição do Duque de Antin em 1738 representou a emancipação da Maçonaria francesa face à tutela britânica, estabelecendo as bases para uma obediência nacional autônoma. As reformas de 1773, por sua vez, introduziram princípios de representação democrática e gestão colegiada que se tornariam marcas distintivas da Maçonaria continental, em contraste com o modelo centralizado inglês.

Estes eventos fundadores não apenas moldaram a organização interna da Maçonaria francesa, mas também influenciaram profundamente sua relação com a sociedade e com o Estado. Ao incorporar e refletir os valores do Iluminismo — eleição, representação, liberdade de consciência —, o Grande Oriente da França tornou-se um ator relevante no debate político e social que culminou na Revolução de 1789.

A diversidade institucional que caracteriza a Maçonaria francesa contemporânea — com a coexistência do Grande Oriente, da Grande Loja da França e de outras obediências — é, em grande medida, a herdireça direta desses processos fundadores e das tensões que eles geraram.

Pesquisa e redação Ivair Ximenes Lopes

Fontes

BAUER, Alain; MOLLIER, Pierre. Le Grand Orient de France. Paris: Presses Universitaires de France, coll. “Que sais-je?”, 2012.

BIHAN, Alain. “Aux origines de la franc-maçonnerie française”. In: Annales. Economies, sociétés, civilisations, 22ᵉ année, N. 2, 1967, pp. 396-411.

BIHAN, Alain; KERJAN, Daniel. Dictionnaire du Grand Orient de France au XVIIIe siècle. Rennes: Presses Universitaires de Rennes, coll. “Mémoire commune”, 2012.

CHEVALLIER, Pierre. *Les Ducs sous l’Acacia ou Les premiers pas de la Franc-maçonnerie française, 1725-1743*. Paris: Librairie Vrin, 1964.

FILARDO, José. “1773: 250 anos atrás – Da primeira Grande Loja ao Grande Oriente da França”. In: Bibliot3ca, 2023.

KÖNIG, Michel. « Lumières » et Nation: l’ADN de la franc-maçonnerie. Toulouse: Éditions Cépaduès, 2024.

LIGOU, Daniel. “Les assemblées qui ont créé le Grand Orient de France (5 mars-1er septembre 1773)”. In: Annales historiques de la Révolution française, n°215, 1974, pp. 25-38.

“Como a Maçonaria Chegou à França: História, Iluminismo e a Formação da Tradição Liberal”. In: Luz do Oriente, 2025.

“A História da Maçonaria na França”. In: Portal Masonica, 2025.

“Histoire de la Maçonnerie et de la Grande Loge de France”. El Centro de la Unión Escocesa.

“Histoire du R.E.A.A. en France depuis 1804”. Suprême Conseil National de France.

“Grande Loge de France”. Wikipedia (arquivo de 2010).

“Grand Lodge of France (GLDF): Tradition and Openness”. Nos Colonnes.

KIDD, Karen. “The Motion of 1877: How the Grand Orient de France really became adogmatic”. Masonic Mouse, 2019.

“Une représentation allégorique du Grand Orient de France”. Bibliothèque nationale de France (BnF) Essentiels.

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

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A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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