A metafísica, como investigação dos primeiros princípios e das causas últimas da realidade, desde seus primórdios na Grécia Antiga buscou compreender não apenas o que existe, mas as estruturas fundamentais que organizam e governam o existente.
Dentre as várias questões que mobilizaram os metafísicos ao longo dos séculos, destacam-se cinco problemas recorrentes: (1) o que permanece por baixo da mudança; (2) o que torna um ente singular distinto de qualquer outro; (3) se a natureza opera por saltos ou por gradações contínuas; (4) se todas as possibilidades se realizam; e (5) como a dualidade aparente se relaciona com a unidade do todo.
Os cinco princípios metafísicos examinados respondem a perguntas fundamentais sobre o ser, a mudança, a multiplicidade, a continuidade, a realização das possibilidades e a relação entre os opostos. Eles não são meros artefatos especulativos, mas categorias basilares que organizam nossa compreensão do mundo e de nós mesmos.
O Princípio da Substância assegura que, sob a aparente fluência das coisas, há um substrato permanente que garante identidade e unidade ao longo do tempo.
O Princípio da Individuação explica como, no seio da universalidade da essência, emerge a singularidade concreta e incomunicável do indivíduo.
O Princípio da Continuidade afirma que a natureza procede por gradações insensíveis, rejeitando cortes abruptos e rupturas sem transição.
O Princípio da Plenitude ensina que o universo realiza o máximo de possibilidades compatível com sua consistência, e que nenhuma forma viável fica para sempre inactualizada.
O Princípio da Dualidade (Complementaridade) revela que os opostos não são inimigos, mas parceiros necessários na construção de uma compreensão mais plena e mais verdadeira da realidade.
Em conjunto, esses princípios constituem o esqueleto conceitual da metafísica clássica e moderna.
Eles evoluíram ao longo dos séculos, foram reinterpretados por diferentes escolas e sofreram críticas severas (sobretudo a partir do empirismo e do positivismo lógico). No entanto, sua presença recorrente na história do pensamento atesta sua fecundidade e sua capacidade de iluminar aspectos centrais da condição humana e da estrutura do real.
Quem os compreende e os integra, adquire não apenas um ferramental filosófico, mas também uma lente privilegiada para decifrar os símbolos e as alegorias das tradições iniciáticas, onde a arte de harmonizar os contrários é o selo da verdadeira sabedoria.
A pesquisa que reuni, a respeito do tema e prezando por uma interpretação bem ordinária, sem conclusões precipitadas ou inovadoras, com base em sólida documentação e textos de redação consistentes, espero ter abordado o assunto com a clareza e a humildade que ele exige. Não pretendi esgotar as questões, tampouco entregar respostas definitivas.
O que ofereço é um percurso documentado – filosófico, teológico, humanístico e maçônico – que respeita as fontes e evita voos retóricos desnecessários. Cada leitor, à sua maneira, poderá aprofundar ou discordar. A mim coube apenas organizar o que outros, mais sábios, já pensaram e escreveram, acrescentando o testemunho honesto de quem, ao longo dos anos, aprendeu que viver, morrer e esperar o além são mistérios que se mostram mais na prática do que na teoria. Que este trabalho sirva não como ponto de chegada, mas como convite à reflexão pessoal.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).