A civilização ocidental ergueu o seu edifício intelectual sobre dois pilares aparentemente opostos: a precisão da medida e a profundidade do símbolo.
O primeiro deu-nos a ciência, a técnica, o domínio sobre a natureza; o segundo legou-nos a arte, a religião, a filosofia e aquilo que, desde os antigos, se chama sabedoria.
Entre o cálculo e o mistério, entre o engenheiro e o filósofo da alma, há uma travessia que poucos ousam empreender — e é essa travessia que a presente investigação se propõe percorrer. A pesquisa aqui apresentada examina a passagem, ou a necessária conciliação, entre estes dois modos de habitar o mundo, recorrendo às fontes históricas, maçónicas e filosóficas, e assumindo, desde o início, uma perspectiva deliberadamente simples, como convém a quem se aproxima de um tema tão vasto.
A investigação revela que esta tensão acompanha a história do pensamento desde a sua origem. Platão, na República, opôs o mundo das medidas ao mundo das Ideias; Descartes, no Discurso do Método, separou a res extensa da res cogitans; Pascal, nos Pensamentos, distinguiu o "espírito de geometria" do "espírito de fineza"; e Heidegger, em Ser e Tempo, denunciou o esquecimento do ser provocado pelo domínio da técnica.
Doutrinadores como Albert G. Mackey, em Symbolism of Freemasonry, e W. L. Wilmshurst, em The Meaning of Masonry, demonstraram que a Maçonaria é precisamente o espaço onde a medida e o símbolo se reconciliam: a régua e o compasso, o esquadro e o cinzel, são instrumentos de precisão que se tornam veículos de sabedoria.
Novas interpretações sugerem que a travessia da medida ao símbolo não é uma fuga da razão, mas o seu alargamento — a passagem do cálculo que quantifica para a razão que compreende.
Este artigo convida o autor e o leitor a explorarem as profundezas desta travessia, para que a compreensão da relação entre cálculo e mistério ilumine a prática da ciência e da sabedoria.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).