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A Cabanagem

A Cabanagem

Ao longo dos anos dedicados à pesquisa sobre o período regencial brasileiro, sempre me impressionou como a região mais distante do Império foi palco da revolta mais sangrenta e radical da história do Brasil.

A Cabanagem, ocorrida no Grão-Pará entre 1835 e 1840, não foi apenas mais uma rebelião contra o poder central: foi uma verdadeira revolução social que, por um breve momento, colocou nas mãos dos pobres, dos indígenas, dos negros e dos mestiços o controle de uma província inteira.

A sua violência e a sua radicalidade – que incluíram o massacre da elite local e a adoção de uma administração paralela – revelam uma dimensão da história brasileira que os livros didáticos muitas vezes preferem silenciar: a de uma luta de classes que, na Amazônia, encontrou o seu campo de batalha mais extremo.

Ao mergulhar na investigação sobre a Cabanagem, fui confrontado com a complexidade de um movimento que não se deixou reduzir a uma simples sedição ou a um protesto local.

As suas causas profundas – o isolamento geográfico, a miséria estrutural, a opressão de uma elite que tratava a população como descartável, a influência das ideias liberais e republicanas – entrelaçaram-se com a liderança de figuras como Félix Malcher, Eduardo Angelim e Vicente Ferreira de Paula, que, apesar das divergências internas, conseguiram articular uma resistência que durou cinco anos e que só foi sufocada com a intervenção maciça do Império.

Percebi, então, que a Cabanagem não foi um capítulo isolado, mas o eco de uma pergunta que ainda nos interroga: como construir uma nação que inclua aqueles que estão à margem, quando a própria estrutura do poder os exclui sistematicamente?

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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