Ao longo dos anos dedicados à pesquisa sobre os períodos que moldaram a história de Portugal, Espanha e das suas colónias, poucos me provocaram uma reflexão tão intensa quanto a União Ibérica (1580-1640).
Durante 60 anos, as duas maiores potências marítimas da época partilharam o mesmo monarca, sem que uma tivesse anexado a outra – um arranjo político que, à primeira vista, parece uma curiosidade diplomática, mas que, ao ser investigado, revela-se um dos capítulos mais decisivos e paradoxais da história colonial.
Foi surpreendente descobrir como esta união de coroas redefiniu fronteiras, alterou rotas comerciais, gerou invasões e deixou marcas profundas na colonização da América, especialmente no Brasil.
A investigação sobre este período revelou-me a sua importância crucial para a compreensão da formação do Brasil: foi durante a União Ibérica que os holandeses, inimigos da Espanha, iniciaram as suas incursões no Nordeste, aproveitando a vulnerabilidade do império luso-espanhol; foi também neste período que as fronteiras do Brasil se expandiram para o interior, com os bandeirantes paulistas – aproveitando a ambiguidade jurisdicional – penetrando territórios que, segundo o Tratado de Tordesilhas, pertenciam à Espanha, ampliando assim as dimensões do que viria a ser o nosso país.
A União Ibérica não foi, portanto, um mero episódio dinástico, mas um verdadeiro laboratório de transformações geopolíticas que reconfiguraram o mapa da América do Sul.
Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu as crónicas e a historiografia sobre este período, convida o autor e o leitor a redescobrirem a União Ibérica como um capítulo essencial para compreendermos não apenas a história de Portugal e Espanha, mas a própria formação do Brasil e da identidade latino-americana.
Que esta leitura nos ajude a perceber como os fios da história, muitas vezes invisíveis, tecem a trama do presente – e como, nas entrelinhas da partilha de um rei, se esboçaram os contornos do mundo que hoje habitamos.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).