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A Divisão da América entre Portugueses e Espanhóis

tratado de tordesilhas

A Divisão da América entre Portugueses e Espanhóis e o Posicionamento dos Demais Reinos Europeus

A divisão da América entre Portugal e Espanha foi um dos episódios mais decisivos da história da expansão europeia e da formação do mundo moderno.

Formalizada no final do século XV, essa partilha refletiu tanto a rivalidade quanto os acordos diplomáticos entre as principais potências ibéricas e influenciou profundamente a configuração política, cultural e territorial das Américas.

Contexto Histórico da Expansão Marítima

No final da Idade Média, a Europa passava por profundas transformações econômicas e políticas.

Portugal e Espanha destacaram-se como pioneiros das grandes navegações, impulsionados por avanços técnicos, interesses comerciais e pelo espírito expansionista associado à cristianização de novos territórios.

A descoberta da América por Cristóvão Colombo, em 1492, a serviço da Coroa espanhola, intensificou as disputas sobre o domínio das novas terras, especialmente com Portugal, que já explorava rotas atlânticas e africanas.

O Tratado de Tordesilhas

Para evitar conflitos entre as duas coroas, foi assinado em 1494 o Tratado de Tordesilhas, mediado pela Igreja Católica. O acordo estabeleceu uma linha imaginária a 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde, dividindo as terras recém-descobertas:

Esse tratado permitiu a Portugal ocupar o território que futuramente se tornaria o Brasil, enquanto a Espanha consolidou vastos domínios na América Central, América do Sul e Caribe.

Consolidação da Divisão e Conflitos Posteriores

Apesar do tratado, a aplicação prática da divisão foi complexa. A ausência de métodos precisos de medição e o avanço territorial dos colonizadores levaram a disputas contínuas.

Ao longo dos séculos seguintes, novos acordos, como o Tratado de Madri (1750), ajustaram as fronteiras conforme o princípio do uti possidetis, reconhecendo a ocupação efetiva.

A Reação dos Demais Reinos Europeus

Embora Portugal e Espanha tenham inicialmente se arrogado o direito exclusivo sobre as terras americanas, outras potências europeias não reconheceram plenamente o Tratado de Tordesilhas, sobretudo após o enfraquecimento da autoridade papal e o avanço da Reforma Protestante.

  • França: Contestou abertamente a exclusividade ibérica e promoveu expedições e tentativas de colonização, como a França Antártica no Brasil e colônias no Caribe.

  • Inglaterra: Inicialmente afastada, passou a investir na colonização da América do Norte a partir do século XVII, estabelecendo colônias permanentes.

  • Países Baixos (Holanda): Envolvidos em disputas comerciais, ocuparam áreas no Caribe e no Nordeste do Brasil durante o século XVII.

  • Estados italianos e o Sacro Império Romano-Germânico: Permaneceram à margem da colonização direta, concentrando-se em questões continentais.

  • Reinos escandinavos: Tiveram participação limitada, com tentativas pontuais de colonização na América do Norte e no Caribe.

Consequências Geopolíticas e Culturais

A divisão inicial da América entre Portugal e Espanha moldou profundamente o mapa linguístico, cultural e religioso do continente. A predominância das línguas portuguesa e espanhola, bem como do catolicismo, é reflexo direto dessa partilha.

Ao mesmo tempo, a contestação posterior por outras potências levou à fragmentação do domínio europeu e à formação de múltiplos impérios coloniais, estabelecendo as bases da rivalidade internacional que caracterizou os séculos seguintes.

Considerações Finais

A divisão da América entre portugueses e espanhóis não foi apenas um acordo diplomático, mas um marco da transição para a ordem mundial moderna.

Ela revela como tratados, poder político e ambições econômicas moldaram o destino de continentes inteiros, influenciando profundamente a história global.

Pesquisa Ivair Ximenes Lopes

Fontes Bibliográficas

  • BETHELL, Leslie. História da América Latina.

  • BOXER, C. R. O Império Marítimo Português.

  • DUBY, Georges. A Europa na Idade Moderna.

  • ELLIOTT, J. H. Imperial Spain.

  • HOBSBAWM, Eric. A Era das Revoluções.

 

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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