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A Rendição Holandesa e o Tratado de Haia (1654-1661)

A Rendição Holandesa e o Tratado de Haia (1654-1661)

Ao longo dos anos dedicados à pesquisa sobre o período das invasões holandesas no Brasil, sempre me impressionou como a expulsão dos neerlandeses do Nordeste, consumada em 1654, não representou o fim imediato das tensões entre Portugal e a República das Sete Províncias Unidas.

Entre a rendição militar no Recife e o reconhecimento formal da soberania portuguesa sobre o território, transcorreram sete anos de negociações diplomáticas que, longe de serem um mero epílogo, foram um dos capítulos mais complexos e decisivos da história colonial – um período em que a diplomacia, a pressão internacional e os interesses económicos se entrelaçaram para redefinir o equilíbrio de forças no Atlântico.

A investigação sobre este período revelou-me que o Tratado de Haia, assinado em 6 de agosto de 1661, não foi um mero acordo de paz, mas um verdadeiro divisor de águas para o Império Português.

Além de confirmar a posse portuguesa sobre o Brasil, o tratado estabeleceu compensações financeiras aos holandeses e redefiniu as relações entre as duas potências, com desdobramentos que afetaram não apenas a América do Sul, mas também as possessões portuguesas na África e na Ásia, onde a presença neerlandesa continuava a ser uma ameaça.

Percebi, então, que a rendição holandesa não foi o ponto final de um conflito, mas o início de uma nova fase de negociações que moldariam a geopolítica do Atlântico Sul por décadas.

Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu os arquivos diplomáticos e as crónicas da época, convida o autor e o leitor a redescobrirem a Rendição Holandesa e o Tratado de Haia como um capítulo essencial para compreendermos não apenas a história do Brasil, mas a complexa teia de interesses que, no século XVII, ligava a Europa, a África e as Américas num único sistema global

. Que esta leitura nos ajude a perceber como a diplomacia, muitas vezes tão opaca quanto a guerra, pode ser a chave para a construção de uma paz duradoura – e como o reconhecimento da soberania, quando negociado com inteligência, pode transformar a derrota militar em vitória política.

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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