Ao longo dos anos dedicados à pesquisa sobre o período regencial brasileiro, sempre me impressionou como as disputas políticas e o ódio aos portugueses se espalharam por todas as províncias do Império — até mesmo pelas mais distantes e isoladas.
A Rusga, ocorrida em Cuiabá em 1834, é um desses episódios que revelam como o sentimento antilusitano, que explodiu nas ruas de Salvador e Recife, também encontrou eco no coração do Brasil Central.
Mais do que um simples motim, a Rusga foi o confronto entre duas visões de mundo: de um lado, os liberais nativistas, que queriam expulsar os portugueses do poder; de outro, os conservadores lusitanos, que dominavam o comércio e a política local.
Ao mergulhar na investigação sobre este movimento, fui surpreendido pela sua violência e pela sua rapidez — um levante que, em poucos dias, deixou dezenas de mortos, lojas saqueadas e uma cidade em pânico.
Percebi que a Rusga não foi um ato isolado de violência, mas o sintoma de uma tensão profunda que atravessava o Império: a disputa entre o projeto centralizador e as autonomias provinciais, e a luta pelo controle do comércio e da política local, onde os portugueses, mesmo após a Independência, mantinham privilégios que alimentavam o ressentimento dos brasileiros.
A repressão que se seguiu, violenta e exemplar, deixaria marcas profundas na história de Mato Grosso, revelando como o poder central via com maus olhos qualquer tentativa de autonomia.
Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu arquivos e crónicas do período regencial, convida o autor e o leitor a redescobrirem a Rusga como um capítulo essencial para compreender as tensões que moldaram o Brasil do século XIX – e para refletir sobre como a violência política, quando alimentada pelo ódio ao outro e pela exclusão, deixa cicatrizes que se estendem muito além do tempo e do espaço em que ocorreu.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).