Ao longo dos anos dedicados ao estudo da história de Bizâncio, poucas figuras me tocaram tão profundamente quanto Constantino XI Paleólogo.
Ele não foium conquistador, nem um reformador, nem um governante com opções. Foi, antes de tudo, umhomem que herdou umimpério reduzido a uma única cidade, uma herança “ruinosa” (damnosa hereditas), como bem definiu a história. No entanto, diante do fim inevitável, ele não fugiu.
A sua morte, envolta em mistério, deu origem a uma das mais belas lendas da história: a de que ele não morreu, mas foi transformado em mármore, aguardando o dia em que despertará para reconquistar a cidade. Neste artigo, convido o leitor a conhecer as curiosidades mais fascinantes sobre este último imperador bizantino.
O seu nome completo eraConstantino Dragases Paleólogo. O segundonome, “Dragases”, era uma homenagem à sua mãe, Helena Dragaš, uma nobre sérvia. Este nome refletia a natureza multiétnica do Império Bizantino nos seus últimos dias, que já era uma sombra do que fora, mas ainda mantinha laços com os povos eslavos dos Balcãs.
Diferente de muitos imperadores bizantinos, que eram antes administradores ou teólogos, Constantinoera essencialmente umsoldado. Não há registos de que tenha sido umgrande reformador ou um diplomata hábil; a sua vocação era o campo de batalha.
Esta natureza guerreira revelou-se crucial quando o sultão otomano Mehmed II, o Conquistador, sitiou Constantinopla em 1453. Constantino não se refugiou no palácio; organizou pessoalmente a defesa, patrulhou as muralhas e inspirou os defensores com a sua presença.
Constantino casou-se duas vezes, mas nenhum dos casamentos gerou filhos. A primeiraesposa, Teodora Tocco, morreu em 1429; a segunda, Caterina Gattilusio, faleceu em 1442. Sem herdeiros diretos, o trono não tinha uma sucessão clara, e o império, que já estava à beira do colapso, viu-se sem uma dinastia para continuar. Este facto contribuiu para a fragilidade política nos momentos finais.
4. A Última Defesa: “A Cidade Caiu, mas Eu Estou Vivo”
No dia 29 de maio de 1453, quando os otomanos romperam as muralhas, Constantino fez uma escolha que o imortalizou. Segundo a tradição, ele teria exclamado: “A cidade caiu, mas eu estou vivo”, e, em seguida, arrancou as suas insígnias imperiais para não ser reconhecido. Vestido como um soldado comum, lançou-se na refrega final, lutando corpo a corpo nas ruínas da cidade. Este ato de coragem, de recusar a fuga e a rendição, fez dele umherói lendário.
Apesar da sua morte heróica, o corpo de Constantino XI nunca foi encontrado. Não há relatos de testemunhas oculares confiáveis sobre os seus momentos finais. Mehmed II, o sultão otomano, ordenou uma busca pelo corpo do imperador, mas os seus soldados não o encontraram.
A tradição diz que o sultão, ao ver o corpo de umimperador morto entre os seus soldados, teria lamentado a sua morte e ordenado que fosse sepultado com honras, mas não há confirmação histórica. A falta de um corpo alimentou a imaginação popular e deu origem a lendas.
A mais bela e duradoura das lendas sobreConstantino XI é a do “Imperador de Mármore” (Marmaromenos Vasilias). Segundo o folclore grego, Constantino não morreu naquele dia. Um anjo teria descido dos céus, resgatado o imperador, transformado-o em mármore e escondido-o debaixo do Portão Dourado (a Golden Gate) de Constantinopla. Ali, ele jaz, petrificado, à espera do dia em que Deus o chamará de volta à vida. Quando isso acontecer, ele despertará, montará no seu cavalo e reconquistará a cidade para os cristãos, restaurando o antigo império.
Tal como Romafora fundada por Rómulo e perdida sob Rómulo Augusto, a Nova Roma fundada por Constantino seria perdida sob Constantino XI. Este paralelo conferiu à queda um peso trágico e quase mítico.
A data é tradicionalmente apontada como o marco do fim da Idade Média e o início da Idade Moderna, pois o êxodo de intelectuais bizantinos para a Itália, levando consigo manuscritos gregos, foium dos catalisadores do Renascimento.
Pode-se argumentar que Constantino XI foio único imperador bizantino a morrer em combate durante a defesa da sua capital. Muitos imperadores foram assassinados, depostos ou morreram em batalhas distantes, mas nenhum outro, desde a fundação de Constantinopla, caiu literalmente lutando nas muralhas da cidade. Este feito, por si só, basta para garantir-lhe um lugar de honra na história.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).