O Sal e o Enxofre: Símbolos das Forças Polares da Natureza e do Espírito
julho 18, 2026
O Sal e o Enxofre: Símbolos das Forças Polares da Natureza e do Espírito
Quando comecei a estudar os símbolos do primeiro grau da Maçonaria, concentrei minha atenção nos elementos mais evidentes – o esquadro, o compasso, o malho, a pedra bruta – que pareciam conter em si toda a sabedoria necessária para os primeiros passos do Aprendiz.
Foi por isso que, ao deparar-me com a menção ao sal e ao enxofre, minha reação inicial foi de estranhamento: o que teriam a ver estes dois elementos, que evocam imediatamente a alquimia e as cozinhas herméticas, com a prática operativa e simbólica da Maçonaria? A pergunta, confesso, instigou-me profundamente, e foi essa inquietação que me lançou numa investigação que atravessaria não apenas os rituais maçônicos, mas toda a tradição filosófica que os precedeu.
Ao mergulhar nas obras dos doutrinadores, deparei-me com um universo de interpretações por vezes divergentes, mas todas convergentes num ponto essencial: o sal e o enxofre não são meros ingredientes de receitas iniciáticas, mas a representação das forças polares que movem o universo e a alma humana.
O enxofre, com sua natureza ativa, inflamável e masculina, simboliza o princípio da ação, da vontade e do espírito que anima e transforma; o sal, por sua vez, com sua estabilidade, fixidez e caráter feminino, encarna o princípio da estabilidade, da conservação e da matéria que recebe e sustenta a forma.
Foi surpreendente descobrir que esta dualidade, que remonta à antiga alquimia e à filosofiahermética, não é um acréscimo exótico à Maçonaria, mas um dos seus alicerces mais profundos – um fio condutor que liga a tradição dos antigos sábios aos ensinamentos que ainda hoje se sussurram nos graus simbólicos.
Neste artigo, compartilho os resultados dessa minha investigação sobre o sal e o enxofre como símbolos das forças polares da natureza e do espírito – uma pesquisa que me levou a confrontar as opiniões de autores como Albert Pike, Nicola Aslan, Rizzardo da Camino e Joaquim Gervasio de Figueiredo, a compreender as divergências entre as correntes interpretativas e a identificar a visão que prevalece na tradição maçônica mais consolidada.
Convido o leitor a acompanhar-me nessa jornada pela alquimia interior, pois o sal e o enxofre não são apenas símbolos de um passado esotérico – são chaves vivas para compreendermos as tensões que nos constituem, as forças que nos movem e o equilíbrio que devemos buscar entre o que nos incendeia e o que nos fixa, entre o que nos eleva e o que nos ancora.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).