Nascido em Portugal, tornou-se um dos mais importantes almirantes do BrasilImpério, servindo como o primeiro ministro da Marinha do governo independente e tendo a honra de escoltar a fragata que trouxe a imperatriz Leopoldina ao Brasil.
A sua trajetória, que atravessa as guerras napoleónicas, a Independência e a consolidação do Império, é um testemunho de que a construção de uma nação também se faz no mar — com a espada, a bússola e a coragem de quem sabe que o destino de um país está nas mãos daqueles que ousam navegar para além do horizonte.
Neste artigo, convido o leitor a conhecer a vida, as obras e as curiosidades que cercam este que foi, nada menos, que o Conde de Sousel e um dos arquitetos da marinha brasileira.
Manuel Antônio Farinha nasceu na vila de Souzel (ou Sousel), no Alentejo, em Portugal, provavelmente no último quartel do século XVIII.
A data exata do seu nascimento não é conhecida, mas os registos indicam que iniciou a sua carreira naval ainda jovem, demonstrando talento e determinação.
Ingressou na Marinha Portuguesa e, ao longo das primeiras décadas da sua carreira, participou em campanhas militares que o tornariam umoficial experiente e respeitado. A sua formação incluiu não apenas a prática naval, mas também o estudo na Royal Navy Academy, o que lhe conferiu uma base técnica sólida para os desafios que enfrentaria.
Carreira Militar: Das Guerras Napoleónicas à Corte no Rio de Janeiro
Em 1793, Farinha iniciou a sua carreira na Marinha Portuguesa.
O período foi marcado pelas guerras napoleônicas, e ele teve a oportunidade de servir em campanhas que moldaram a Europa. No entanto, o seu destino mudaria radicalmente quando, em 1808, a família real portuguesa se transferiu para o Brasil.
Farinha acompanhou a corte para o Rio de Janeiro, onde se estabeleceu e onde a sua carreira naval ganhou novo impulso.
Em 1817, recebeu uma missão de grandehonra e responsabilidade: foi comandante da divisão naval que escoltou a fragata austríaca que transportou para o Brasil a futura imperatriz Leopoldina. A chegada da arquiduquesa austríaca, em novembro de 1817, marcou o início de uma nova era na corte brasileira, e Farinha esteve presente nesse momento histórico.
Nesse período, exerceu funções de grande responsabilidade, incluindo a emissão de portarias, a gestão de recursos e a coordenação de operações navais .
A 24 de outubro de 1822, já após a sua saída do ministério, ainda assinava documentos como “Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Marinha” , o que demonstra a continuidade da sua influência nos primeiros meses do Império.
Em reconhecimento aos seus serviços à Coroa, Farinha foi agraciado com títulos de nobreza. Em 12 de outubro de 1825, foi elevado a barão de Sousel. No ano seguinte, em 12 de outubro de 1826, recebeu o título de conde de Sousel. Foi o primeiro e único titular de ambos os títulos .
Além disso, eraGrande do Império, uma das mais altas distinções da nobreza brasileira. O título de Conde de Sousel, em particular, tornou-se o nome pelo qual é frequentemente referido nos documentos históricos.
Manuel Antônio Farinha faleceu no Rio de Janeiro, em 27 de maio de 1842. Foi sepultado na cidade, deixando um legado que, embora pouco conhecido, foi fundamental para a consolidação da marinha brasileira. O seu nome figura em documentos oficiais e arquivos históricos, como o Archivo Nobiliarchico Brasileiro e os registos do Senado Federal.
Mais do que um militar de carreira, ele foi um administrador competente, um estrategista naval e um dos primeiros a compreender que a independência de um país não se faz apenas em terra firme, mas também no mar.
O seu legado, embora muitas vezes esquecido, está inscrito nos anais da história naval brasileira — e na memória daqueles que, como ele, acreditaram que o destino de um país se constrói com coragem, visão e a disposição de navegar para além do horizonte.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).