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A dupla face da modernidade tardia

A dupla face da modernidade tardia o relativismo moral e a indiferenca

A dupla face da modernidade tardia (o relativismo moral e a indiferença)

Em pesquisas que tenho realizado sobre os fundamentos da vida ética, poucos fenómenos me provocaram uma inquietação tão profunda quanto o que se poderia chamar de "dupla face da modernidade tardia": de um lado, o relativismo moral — a negação de que existam verdades ou valores universais; de outro, a indiferença — a recusa prática em tomar posição diante do sofrimento do outro.

Estes dois fenômenos, embora distintos, caminham frequentemente de mãos dadas, alimentando-se mutuamente e criando um terreno fértil para o que Hannah Arendt chamou de "banalidade do mal".

O relativismo não é, como alguns supõem, uma simples atitude de tolerância ou respeito à diversidade; na sua forma mais radical, ele é, nas palavras do filósofo Allan Bloom, "necessário à abertura" e, paradoxalmente, ao fechamento do diálogo.

O filósofo francês Montalembert resumiu com precisão cirúrgica essa contradição: "Quando sou fraco, reclamo a liberdade em nome dos vossos princípios; quando sou forte, nego-a em nome dos meus".

A indiferença, por sua vez, é o solo onde essa contradição floresce: a incapacidade de tomar uma decisão filosófica única em favor de uma posição ou ação em detrimento de outra. Juntas, relativismo e indiferença constituem um dos maiores desafios éticos do nosso tempo.

A investigação aqui apresentada examina esta dupla face à luz dos grandes doutrinadores da filosofia.

Nietzsche, em A Genealogia da Moral, denunciou o relativismo como sintoma de decadência; Husserl, na Crise das Ciências Europeias, viu na indiferença o resultado da perda do sentido da verdade; Lévinas, em Totalidade e Infinito, opôs à indiferença a ética da responsabilidade pelo outro; e Charles Taylor, em A Ética da Autenticidade, mostrou que o relativismo, quando radicalizado, destrói as condições do próprio diálogo moral.

Novas interpretações, como as de Byung-Chul Han, em A Sociedade do Cansaço, sugerem que a indiferença é o refúgio de uma subjetividade exausta, incapaz de suportar o peso da decisão.

Este artigo convida o autor e o leitor a explorarem as profundezas desta questão, para que a compreensão da dupla face da modernidade tardia ilumine a prática da responsabilidade e do compromisso ético.

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MM I-Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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