Poucas palavras carregam tanta ambiguidade quanto "Bretanha".
O termo designa, ao mesmo tempo, a Grã-Bretanha — a ilha que hoje abriga Inglaterra, Escócia e País de Gales — e a Bretanha francesa, região no noroeste da França. A pesquisa aqui apresentada examina esta duplicidade e a sua origem comum no povo celta, recorrendo às fontes históricas, maçónicas e filosóficas.
Os celtas habitavam a ilha de Albion quando os romanos chegaram, no século I d.C.; após a queda do ImpérioRomano, no século V, povos germânicos — anglos, saxões e jutos — invadiram a ilha, levando muitos bretões celtas a fugirem através do Canal da Mancha e a estabelecerem-se na Armórica, no noroeste da Gália, que batizaram de "Pequena Bretanha" em memória da sua terra de origem.
A investigação revela que esta migração não foi apenas um deslocamento geográfico, mas um fenómeno de preservação identitária: os bretões levaram consigo a língua, os costumes e a memória de uma terra perdida, criando uma nova pátria à imagem da antiga.
Os principais nomes associados à Bretanha insular dividem-se entre a lenda e a história, e o mais célebre é o do lendário Rei Artur, um guerreiro bretão que, segundo os contos, teria defendido a região contra os invasores saxões no século V ou VI.
Doutrinadores como Geoffrey de Monmouth, na Historia Regum Britanniae, e Chrétien de Troyes, nos romances arturianos, imortalizaram esta tradição, enquanto historiadores modernos, como Nora Chadwick, em The Celts, sublinham a continuidade cultural entre as duas Bretanhas.
Novas interpretações sugerem que a Bretanha insular e a continental são duas faces de uma mesma moeda — a memória de umpovo que, ao cruzar o mar, não perdeu a sua alma. Este artigo convida o autor e o leitor a explorarem as profundezas desta história, para que a compreensão das origens ilumine a prática da memória e da identidade.
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A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
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