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Francis Atterbury

Francis Atterbury

Francis Atterbury nasceu em 6 de março de 1663 (algumas fontes mencionam 1662) em Milton Keynes, Buckinghamshire, Inglaterra.

Era o segundo filho do Reverend Lewis Atterbury, reitor da paróquia, que se afogou em 1693, e de Elizabeth Giffard, falecida em 1668.

Sua formação acadêmica ocorreu na prestigiosa Westminster School e no Christ Church College, em Oxford. Em 1687, foi ordenado sacerdote na Igreja Anglicana, destacando-se rapidamente como pregador eloquente e polemista habilidoso.

Politicamente, Atterbury era um Tory da Alta Igreja (High Church), defendendo a doutrina da não resistência à autoridade real. Embora tenha jurado fidelidade a Guilherme III após a Revolução de 1688, manteve simpatias jacobitas – ou seja, apoiava a restauração da dinastia Stuart ao trono inglês.

Sua carreira eclesiástica foi ascendente: tornou-se cônego de Exeter, depois decano de Carlisle (1704) e de Christ Church, Oxford (1711).

Em 1713, a rainha Ana o nomeou bispo de Rochester e, concomitantemente, decano da Abadia de Westminstercargos que então eram acumulados.

Com a ascensão de Jorge I, da Casa de Hanôver, em 1714, Atterbury perdeu o favor real. Tornou-se ferrenho opositor do novo regime e, a partir de 1717, passou a se corresponder com o pretendente Stuart exilado, Jaime Francisco Eduardo Stuart (o “Velho Pretendente”).

Em 1722, foi acusado de participar da Conspiração de Atterbury” – um plano jacobita para depor Jorge I e restaurar os Stuart ao trono. Preso na Torre de Londres, foi julgado pela Câmara dos Lordes e, embora sem provas conclusivas, condenado ao exílio perpétuo e à perda de todos os cargos eclesiásticos.

Exilou-se primeiro em Bruxelas e depois em Paris, onde atuou como conselheiro do pretendente Stuart.

Recusou-se, porém, a acompanhá-lo a Roma por ainda se considerar um prelado da Igreja Anglicana. Morreu em Paris em 22 de fevereiro de 1732. Seu corpo foi trazido de volta à Inglaterra e sepultado na Abadia de Westminster, conforme seu desejo.

Curiosidades sobre Francis Atterbury

Amizade com grandes literatos – Atterbury foi amigo de dois dos maiores escritores ingleses de seu tempo: o poeta Alexander Pope e o satirista Jonathan Swift.

Epitáfio recusado – Ele mesmo redigiu seu próprio epitáfio, mas as autoridades da Abadia de Westminster não permitiram que fosse inscrito em sua lápide, e nenhum monumento foi erguido em sua homenagem.

Objetos pessoais em exposição – Uma bacia e um jarro de lavar, feitos sob encomenda para ele em 1714 pelo ourives John Jackson, estão em exibição nas Galerias do Jubileu de Diamante da Rainha, na Abadia de Westminster.

Envolvimento na restauração da Abadia – Durante seu período como decano de Westminster, supervisionou a restauração da fachada norte da abadia realizada por Sir Christopher Wren e escolheu os temas para os vitrais da rosácea norte.

Filho aventureiro – Seu único filho, Osborne Atterbury, estudou em Oxford mas não concluiu o curso, tornando-se marinheiro mercante e viajando para Barbados, Índia e China. Mais tarde, retornou à Inglaterra, foi ordenado sacerdote e tornou-se reitor.

Detalhes curiosos do transporte do corpo – Quando seu corpo foi transportado de Dieppe para Londres, funcionários da alfândega, que revistavam o navio em busca de rendas contrabandeadas (mas na verdade procuravam papéis traiçoeiros), encontraram junto ao caixão peças de seda francesa bordadas com prata, que foram apreendidas.

Brasão de armas – Seu brasão era descrito como “paly of six, or and gules, a chief vair” – ou seja, seis barras verticais alternadas em ouro e vermelho, com uma faixa superior em azul e branco.

 O Momento Atual (Relevância Histórica e Memória)

Atualmente, Francis Atterbury é lembrado como uma figura que “preenche a lacuna entre a Reforma Inglesa e a Revolução Americana”. Sua trajetória ilustra as tensões entre Igreja e Estado, monarquia e parlamento, que marcariam profundamente o desenvolvimento político do mundo anglófono.

Em 2024, um podcast do Christian History Almanac dedicou um episódio à sua memória, destacando-o como um “personagem esquecido” que ajuda a compreender o período conturbado entre 1688 e 1815. Apesar de não ser amplamente conhecido pelo grande público, sua história continua relevante para estudiosos da história eclesiástica e política.

Sua sepultura na Abadia de Westminster, no extremo oeste da nave, permanece como um local de memória, embora desprovida de monumento. O fato de seu epitáfio autoral ter sido vetado e nenhuma estátua ou placa comemorativa ter sido erguida reflete, até hoje, a ambiguidade com que sua figura é tratada: ao mesmo tempo um líder eclesiástico de destaque e um conspirador condenado ao exílio.

A “Conspiração de Atterbury” (1721-1722) é estudada como o mais ambicioso esforço de restauração Stuart entre as rebeliões de 1715 e 1745, e também como um exemplo notável da eficácia da vigilância estatal moderna – suas cartas cifradas foram interceptadas e decifradas pelos serviços de inteligência britânicos.

Assim, Francis Atterbury permanece como uma figura fascinante: bispo, literato, conspirador e exilado – cuja vida encapsula as paixões políticas e religiosas de uma Inglaterra em transformação.

Pesquisa e redação Ivair Ximenes Lopes

Fontes de Pesquisa

BRITANNICA. Francis Atterbury | Church of England, Jacobite Rebellion, Exile. Disponível em: Encyclopaedia Britannica.

TRECCANI. ATTERBURY, Francis – Enciclopedia. Disponível em: Treccani.it.

TRECCANI. Atterbury, Francis – Enciclopedia. Disponível em: Treccani.it.

WIKIWAND. Francis Atterbury – homem de letras, político e bispo inglês. Disponível em: Wikiwand.com.

WESTMINSTER ABBEYFrancis Atterbury. Disponível em: Westminster-abbey.org.

  1. Wednesday, March 6, 2024 – Christian History Almanac. Disponível em: 1517.org.

GROKIPEDIA. Atterbury Plot – Fact-checked by Grok. Disponível em: Grokipedia.com.

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

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A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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