Ao longo dos anos dedicados ao estudo da história do pensamento ocidental, poucos sistemas filosóficos me provocaram uma admiração tão profunda quanto o tomismo.
Não se trata de uma filosofia entre outras; é, em grande medida, a espinha dorsal da teologia e da filosofia católicas – um edifício conceptual que, durante mais de sete séculos, tem servido como ponte entre a razão e a fé, entre a herança grega e a revelação cristã.
O tomismo é o testemunho de que a inteligência humana, mesmo quando subordinada à verdade revelada, pode construir sistemas de pensamento de uma coerência e de uma beleza que rivalizam com os melhores produtos da filosofia antiga.
A investigação sobre este sistema revelou-me que a sua influência se estende para muito além dos limites da escolástica medieval, chegando até aos debates mais contemporâneos da filosofia analítica.
Tomás de Aquino, ao integrar Aristóteles ao pensamento cristão, não apenas criou uma síntese que resistiu ao tempo, mas estabeleceu as bases para uma abordagem que ainda hoje ilumina questões fundamentais sobre a natureza de Deus, a ética natural, a lei e a política.
A sua distinção entre razão e fé, e a sua defesa da autonomia relativa da filosofia, abriram caminho para um diálogo que, mesmo nas suas tensões, permanece como um dos mais fecundos da história do pensamento.
Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu as obras de Tomás de Aquino e as interpretações dos seus mais lúcidos comentadores, convida o autor e o leitor a redescobrirem o tomismo como uma filosofia viva, que continua a interpelar-nos sobre as questões que nunca deixam de nos acompanhar: o que podemos conhecer? O que podemos esperar? O que devemos fazer?
Que esta leitura nos inspire a mergulhar nas profundezas de um sistema que, como uma catedral gótica, ergue-se como um monumento à capacidade humana de elevar a razão ao serviço da verdade e da fé.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).