Quando iniciei meus estudossobre o período regencial brasileiro, confesso que me concentrei nas revoltas de maior fôlego – a Cabanagem, a Farroupilha, a Sabinada – que os manuais repetem à exaustão.
Foi por isso que, ao deparar-me com a Revolta do Ano da Fumaça, ocorrida em Ouro Preto em 1833, senti que estava diante de um episódio que, embora menos conhecido, condensa com rara intensidade as contradições políticas que dilaceravam o Império recém-independente.
Ao mergulhar nos relatos da época, fui surpreendido pela violência da disputa entre dois projetos antagônicos: de um lado, os caramurus, que viam no retorno de Dom Pedro I a única garantia da ordem e dos privilégios coloniais; de outro, os liberais moderados, que defendiam as reformas da Regência e uma autonomia que a Corte teimava em conceder.
O confronto, que durou apenas dois meses, não foi uma simples sedição militar, mas o choque frontal entre duas visões de Brasil que, desde a Independência, lutavam por hegemonia – e que, naqueles dias de 1833, transformaram as ruas de Ouro Preto num palco de fogo e pólvora.
Neste artigo, partilho os frutos dessa minha investigação sobreummovimento que, embora derrotado, expôs as fragilidades da jovem nação e deixou marcas profundas na história de Minas Gerais (Manuel Soares do Couto, Manuel Inácio de Melo e Sousa,Barão do Pontal, Bernardo Pereira de Vasconcelos, José Bento Leite Ferreira de Melo e Marechal Pinto Peixoto).
Convido o leitor a percorrer comigo as causas, os episódios e as consequências da Revolta do Ano da Fumaça, pois compreendê-la é compreender, em grande medida, as raízes das divisões que ainda nos habitam.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).