Principais divisões que aconteceram no Catolicismo
O Catolicismo Romano (ou Igreja Católica) passou por várias divisões ao longo de sua história, tanto em termos de cisma quanto de reformas ou movimentos que resultaram em grupos separados. Essas divisões podem ser classificadas em diferentes categorias: cismas , heresias , movimentos reformistas e protestos internos que geraram novas denominações cristãs.
A seguir estão as principais divisões na história do catolicismo romano :
1. Cisma Oriental (1054) – Cisma entre Igreja Católica e Igreja Ortodoxa
- Nome oficial: Grande Cisma do Ocidente e do Oriente (ou Cisma de 1054)
- Motivos principais:
- Disputas doutrinais (como o Filioque no Credo Niceno-Constantinopolitano)
- Diferenças litúrgicas e culturais
- Conflitos de autoridade: supremacia do Papa versus colegialidade dos patriarcas
- Consequências:
- Separação formal entre a Igreja Católica (com sede em Roma) e as Igrejas Ortodoxas (com sede em Constantinopla)
Este é considerado o cisma mais importante da história da Igreja Católica.
2. Cisma do Ocidente (1378–1417) – O “Cisma Ocidental” ou “Grande Cisma Ocidental”
- Motivo: Luta pelo poder dentro da própria Igreja Católica.
- Durante esse período, houve dois ou até três papas rivais, eleitos por facções diferentes:
- Resolvido no Concílio de Constança (1414–1418) , que depôs os papas rivais e elegeu Martinho V como único Papa legítimo.
3. Reforma Protestante (século XVI) – A maior divisão da Igreja Católica
- Início: Em 1517, com Martinho Lutero pregando suas 95 teses contra a venda de indulgências.
- Outros reformadores importantes: João Calvino, Ulrico Zwingli, Henrique VIII (na Inglaterra).
- Principais divisões resultantes:
- Luteranismo
- Calvinismo (e outras tradições reformadas)
- Anglicanismo
- Anabatistas e outros grupos radicais
- Resposta católica: Contrarreforma, com o Concílio de Trento (1545–1563) e surgimento da Companhia de Jesus (Jesuítas).
4. Movimentos heréticos e divisões menores ao longo da Idade Média
Vários movimentos foram considerados heréticos pela Igreja Católica , muitas vezes levando à formação de comunidades separadas. Alguns exemplos:
- Árianos (séculos IV–VII): negavam a divindade de Cristo
- Donatistas (norte da África): questionavam a validade de sacramentos celebrados por clérigos apóstatas
- Cátaros ou Albigenses (séculos XII–XIII): movimento dualista combatido com a Cruzada Albigense
- Valdenses (desde o século XII): grupo que pregava uma vida simples e foi excomungado
- Joquinistas : seguidores de Joaquim de Fiore, com visões escatológicas radicais
- Hussitas (século XV): seguidores de Jan Hus, precursor da Reforma
Esses movimentos nem sempre sobreviveram como instituições, mas alguns influenciaram futuras divisões.
5. Igrejas Católicas Orientais não unidas (mas ainda católicas)
Embora não sejam divisões propriamente ditas, há diversas Igrejas Católicas particulares (ou rituais), com liturgias diferentes, mas em comunhão com Roma:
Por outro lado, existem Igrejas que já foram unidas a Roma e depois romperam a comunhão, como:
6. Cismas modernos e grupos dissidentes
No século XX e XXI, surgiram pequenos grupos que se autodeclaram católicos, mas estão fora da comunhão com o Papa:
- Igreja Católica Independente (ou Liberal) : surgida no início do século XX, rejeita algumas doutrinas tradicionais
- Movimento sedevacantista : acredita que os Papas recentes perderam a autoridade por suposta heregia
- Santuário de Santo Pio X (LeFevre) : grupo tradicionalista que rejeitou o Concílio Vaticano II e só reconciliou parcialmente com a Santa Sé
Resumo das Principais Divisões
Ivair Ximenes Lopes

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











