Ao longo dos meus anos de estudosobre as ideias que moldaram o pensamento econômico e filosófico moderno, poucas obras me provocaram uma inquietação tão aguda quanto A Fábula das Abelhas de Bernard Mandeville.
O que parece, à primeira vista, uma história infantil sobre uma colmeia, revela-se uma bomba filosófica capaz de abalar os alicerces da moralidade de uma época inteira.
O poema A Colmeia Murmurante é o coração da obra. Ele descreve uma colmeia próspera, onde milhões de abelhas vivem em luxo e comodidade. A colmeia é famosa tanto por suas leis e armas quanto por seus enxames copiosos e precoces. No entanto, essa prosperidade é sustentada por uma série de “vícios”: a vaidade, a ganância, a ambição, a luxúria e a corrupção.
Cansadas da hipocrisia, as abelhas decidem se tornar honestas e virtuosas.
Elas abandonam seus desejos de ganho pessoal e passam a viver de forma simples e virtuosa.
O resultado é catastrófico: a economia da colmeia colapsa. O comércio, a indústria e as artes entram em declínio. A colmeia, antes próspera, se reduz à pobreza e à simplicidade.
A moral da história é direta e provocadora: “apenas os tolos se esforçam para tornar honesta uma grande colmeia” , pois, sem “grandes vícios” é impossível a uma nação alcançar a prosperidade.
A genialidade da sua obra reside na coragem de desafiar a hipocrisia de uma sociedade que, em público, exaltava a virtude enquanto, em privado, se entregava aos prazeres que a condenava.
A sua tese — de que “vícios privados geram benefícios públicos” — tornou-se uma das mais controversas e influentes ideias do Iluminismo, antecipando em décadas as teorias de Adam Smith e a própria lógica do capitalismo moderno.
Neste artigo, convido o leitor a adentrar a colmeia de Mandeville, onde cada abelha, por mais egoísta que seja, contribui, sem saber, para a grandeza de todos.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).