Uma Investigação entre Doutrinadores da Maçonaria Americana, Inglesa e Brasileira
Confesso que, ao longo de minha caminhada maçônica, poucas perguntas me intrigaram tanto quanto esta, aparentemente simples: por que São João é o padroeiro da Maçonaria? Não se trata de uma curiosidade meramente histórica ou de um detalhe ritualístico sem importância. A resposta a essa indagação nos conduz por um labirinto fascinante que entrelaça astronomia antiga, tradições operárias medievais, simbolismo cristão e filosofia iniciática.
Ao iniciar minhas pesquisas, deparei-me com um primeiro espanto: a divergência entre os doutrinadores. Uns defendem São João Batista como o único patrono; outros, São João Evangelista; há ainda aqueles que apontam para um terceiro João — o Esmoler — e não faltam vozes que questionam se a escolha não teria sido, na verdade, uma adaptação de cultos solares pré-cristãos.
Longe de ser um consenso pacífico, o tema revela-se um campo minado de interpretações, onde cada autor, cada jurisdição e cada época histórica parece ter oferecido sua própria resposta.
O que me pareceu mais instigante, porém, foi perceber que essa aparente confusão esconde uma profunda coerência simbólica. Os dois São João, posicionados nos extremos do ano — o Batista no solstício de verão (24 de junho) e o Evangelista no solstício de inverno (27 de dezembro) — não estão em conflito; eles se complementam. Representam, como veremos, as duas portas do conhecimento, os dois eixos da iniciação, as duas faces de uma mesma busca pela Luz.
Neste artigo, proponho-me a percorrer as principais interpretações oferecidas por doutrinadores da Maçonaria americana, inglesa e brasileira, confrontando suas visões e buscando, ao final, uma síntese que honre a riqueza e a profundidade dessa tradição tão cara à nossa Ordem.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).