Ordem da Milícia de Jesus Cristo: Os dominicanos que não usavam espadas, mas punham os nobres a cavalo
Quando me preparei para pesquisar a Milícia de Jesus Cristo, imaginei encontrar mais uma ordem de monges-guerreiros com castelos e batalhas.
Mas a verdade, quando a descobri, desmontou muitos dos meus pressupostos.
Esta ordem, fundada pelo dominicano Bartolomeu de Vicenza em 1233, em Parma, não usava armadura para combater os infiéis ou os hereges. Usava a palavra. Os seus membros, muitos deles casados, não faziam votos de pobreza nem de castidade.
Trajavam o hábito branco dos dominicanos e seguiam a sua regra, sem viver em comunidade.
A sua "milícia" era, acima de tudo, espiritual: a luta contra a heresia cátara e valdense travava-se pela pregação, não pela espada.
Era uma ordem militar sui generis, que confundia as fronteiras entre o secular e o religioso, e que desapareceu discretamente após 1261, absorvida por uma nova ordem de cavalaria.
É esta história singular, que revela a cara menos conhecida da Inquisição medieval, que exploramos a seguir.

Usuário não autorizado! O acesso integral à esta página e aos demais artigos do MS MAÇOM é reservado a membros devidamente identificados. Solicitamos que realize o login para proceder. Privacidade e discrição são pilares de nossa comunidade, e seu cumprimento é essencial!

Nos siga nas redes sociais:












