Ordem de São Lázaro de Jerusalém
Os Leprosos que Lutaram: A Mais Estranha e Comovente Ordem das Cruzadas
Quando comecei a pesquisar a Ordem de São Lázaro de Jerusalém, confesso que me preparei para encontrar mais uma história de monges-guerreiros com mantos e castelos.
Mas o que descobriu o historiador David Marcombe em seu estudo sobre a ordem, eu também descobri agora: esta é, de longe, a mais estranha e, paradoxalmente, a mais comovente de todas as ordens militares das Cruzadas. Não se trata de cavaleiros saudáveis que escolheram o celibato ou a pobreza.
Trata-se de homens que já haviam sido condenados pela sociedade medieval a uma "morte em vida" — leprosos.
E, no entanto, eles não apenas cuidaram dos seus semelhantes, como também pegaram em armas e lutaram.
O que torna esta ordem fascinante é a sua resiliência: formada pelos párias do mundo medieval, sobreviveu à queda da Terra Santa, dividiu-se, foi suprimida, e renasceu das cinzas para cumprir, ainda hoje, o seu propósito original — cuidar dos doentes e marginalizados.
É a história dos "cavaleiros verdes", como ficaram conhecidos pela cor de suas cruzes, que exploramos a seguir.

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