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Estruturas Cognitivas: Os Alicerces Ocultos da Mente

estrturas cognitivas

Estruturas Cognitivas: Os Alicerces Ocultos da Mente

Ao me debruçar sobre a pesquisa e compreensão da estética – esse campo da filosofia que desde sempre se dedicou a compreender a beleza e a arte – percebo que, desde os seus primórdios, busca-se identificar os princípios que tornam possível o juízo estético e a experiência do belo.

Em minha simples análise, dois desses princípios se destacam por sua centralidade e pela riqueza de suas implicações: o Princípio do Gosto Universal – a ideia de que o juízo de beleza, embora não derivado de conceitos, aspira a uma validade universal – e o Princípio da Unidade na Diversidade – a noção de que a beleza resulta da harmonização de elementos múltiplos e distintos em um todo coerente.

No presente artigo, examino cada um desses princípios, investigando suas origens na tradição filosófica, particularmente na obra de Immanuel Kant, e suas manifestações na experiência estética concreta. Além disso, exploro como tais princípios encontram eco na Maçonaria, uma instituição que, por meio de seus símbolos, rituais e arquitetura, encarna, a meu ver, uma visão da beleza como expressão da ordem universal e da harmonia na diversidade.

As estruturas cognitivas representam um dos conceitos mais fundamentais para compreendermos como o cérebro humano adquire, organiza e utiliza o conhecimento. Também denominadas de esquemas mentais ou modelos internos, constituem sistemas complexos de representações — constituídos por crenças, valores e regras internalizadas — que atuam como filtros na organização das informações e experiências, configurando uma espécie de “mapa interno” que orienta nossa vivência no mundo.

Do momento em que nascemos até a vida adulta, construímos e reconstruímos continuamente essas estruturas, moldadas pela experiência e pela aprendizagem. Elas nos permitem processar o fluxo infindável de estímulos sensoriais, solucionar problemas, tomar decisões e nos adaptar a ambientes novos. Em síntese, são os blocos fundamentais sobre os quais se ergue a arquitetura da cognição humana.

 Origens e Evolução do Conceito

A ideia de que a mente opera com base em estruturas organizadas não é nova. Pode-se encontrar antecedentes remotos na filosofia de Platão e Immanuel Kant. Contudo, foi com o psicólogo suíço Jean Piaget (1896–1980) que o conceito de estrutura cognitiva adquiriu seus contornos modernos.

Piaget, ao observar sistematicamente o desenvolvimento de seus próprios filhos, percebeu que as crianças não são “versões menos desenvolvidas de adultos“: elas pensam de maneira qualitativamente diferente, construindo ativamente seu entendimento por meio da interação com o ambiente. 

Em oposição tanto ao racionalismo inatista quanto ao empirismo passivo, Piaget propôs que o conhecimento emerge da incessante interação entre o sujeito e o meio — uma síntese que batizou de epistemologia genética.

Paralelamente, em 1932, o psicólogo britânico Frederic Bartlett foi pioneiro ao utilizar o termo “schema” (esquema) para designar estruturas mentais unitárias e dinâmicas, fundamentais para a continuidade do organismo cognoscente e suas trocas com o meio ambiente. 

Já nas décadas de 1970 e 1980, David Rumelhart e Donald Norman, dentro do emergente paradigma da ciência cognitiva, aprofundaram a teoria do esquema como uma representação de conhecimento ativa e inter-relacionada, capaz de guiar o processamento de novas informações. Para esses autores, o conhecimento humano se organiza como um vasto sistema de “gavetas” mentais, cada qual correspondendo a situações e objetos específicos.

Os Blocos de Construção: Esquemas, Modelos e Representações

 O Esquema (Piaget)

Na terminologia piagetiana, o esquema (do francês schème) é a unidade fundamental da estrutura cognitiva, concebido não como uma imagem mental estática, mas como um padrão de ação e pensamento que evolui com a experiência. Desde os reflexos inatos do recém-nascido — sugar, agarrar — até as operações lógico-matemáticas do adolescente, os esquemas constituem o “andaime” sobre o qual se constroem todos os aprendizados posteriores. Piaget, um biólogo de formação, enxergava a mente como um organismo vivo, constantemente em busca de ampliar e refinar suas capacidades.

O Esquema como Estrutura de Conhecimento (Rumelhart e Norman)

Para Rumelhart e Norman, os esquemas são “estruturas de conhecimento ativo, inter-relacionadas, engajadas na compreensão da informação que chega, guiando a execução de operações de processamento“. 

Eles não se limitam a objetos, mas abrangem situações, eventos e sequências de ações. Assim, dispomos de esquemas para “fazer um pedido em um restaurante”, “assistir a uma palestra” ou “resolver um conflito“, e cada qual nos fornece um roteiro implícito de comportamento e expectativa.

 Modelos Mentais (Johnson-Laird)

Em complemento, o psicólogo Philip Johnson-Laird introduziu a noção de modelos mentais. Diferentemente dos esquemas, que são mais abstratos, os modelos mentais são análogos estruturais do mundo, representações internas que correspondem analogamente aos estados de coisas que representam.

Um mecânico habilidoso, por exemplo, não precisa abrir o motor para diagnosticar uma falha; ele opera com um modelo mental da máquina, construído com base em anos de erros e acertos.

 A Dinâmica de Funcionamento: Assimilação, Acomodação e Equilibração

Se as estruturas cognitivas são os “apartamentos” onde residem nossos conhecimentos, como elas se constroem e se transformam? Piaget descreveu um processo contínuo de adaptação regido por três mecanismos complementares: Assimilação, Acomodação e Equilibração:

  • Assimilação: é o processo pelo qual incorporamos um novo objeto ou ideia a um esquema já existente. É a clássica situação da criança que, ao ver um cavalo pela primeira vez, exclama: “Olha, um cachorro grande!” — pois ainda não dispõe do esquema “cavalo”.

  • Acomodação: ocorre quando o esquema existente é insuficiente para dar conta da novidade. O organismo então se modifica, ajusta ou cria um novo esquema para acomodar o estímulo. No exemplo anterior, ao aprender as diferenças entre cavalos e cachorros, a criança precisará acomodar um novo esquema para o animal desconhecido.

  • Equilibração: é a força motriz do desenvolvimento. O sujeito oscila entre a assimilação (que tende à conservação) e a acomodação (que tende à mudança) até encontrar um novo estado de equilíbrio, mais rico e abrangente que o anterior.

Esse ciclo — desequilíbrio causado pela novidade, conflito cognitivo e reorganização das estruturas — constitui o motor do aprendizado genuíno. Sem desequilíbrio, não há transformação; sem transformação, não há desenvolvimento.

 Os Quatro Estágios do Desenvolvimento Cognitivo

Piaget postulou que as estruturas cognitivas evoluem segundo uma sequência invariável de quatro estágios, cada um marcado por novas formas de compreender e agir sobre o mundo:

IdadeEstágioCaracterísticas
0 a 2 anosSensório-MotorConhecimento do mundo através de percepções e movimentos físicos. Desenvolve a permanência do objeto — compreender que as coisas continuam existindo mesmo quando não estão visíveis.
2 a 7 anosPré-OperatórioAparecimento da linguagem e do pensamento simbólico. A criança ainda é egocêntrica, com dificuldade para se colocar no lugar do outro e realizar operações mentais reversíveis.
7 a 11 anosOperatório-ConcretoDesenvolvimento do raciocínio lógico, mas ancorado em objetos concretos e situações manipuláveis. Surgem as noções de conservação de quantidade e volume.
12 anos em dianteOperatório-FormalPensamento hipotético-dedutivo e abstrato. Capacidade de raciocinar sobre possibilidades, formular hipóteses e planejar sistematicamente.

 

Aplicações do Conceito de Estruturas Cognitivas

1. Na Educação e na Aprendizagem

Uma das contribuições mais fecundas da teoria das estruturas cognitivas reside no campo educacional. Metodologias como o construtivismo e a aprendizagem significativa baseiam-se no princípio de que o professor deve partir dos esquemas que o aluno já possui, desafiando-os progressivamente com novos conteúdos que provoquem o conflito cognitivo e a consequente reorganização das estruturas. 

Nessa perspectiva, “erros” não são falhas a serem punidas, mas oportunidades valiosas para o professor diagnosticar as estruturas atuais do aluno e planejar intervenções adequadas. Pesquisas demonstram que o uso sistemático de ambientes digitais de aprendizagem pode favorecer a reorganização das estruturas cognitivas, permitindo ao professor acompanhar a evolução conceitual dos estudantes.

2. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)

Aaron Beck, pai da Terapia Cognitivo-Comportamental, transportou o conceito de esquema para a clínica psicológica. Nesse contexto, esquemas disfuncionais são estruturas profundas e duradouras — frequentemente formadas na infância — que geram padrões automáticos de pensamento distorcido, como “sou um fracasso“, “os outros são perigosos” ou “preciso ser perfeito para ser aceito“. 

Esses esquemas, ao atuarem como filtros enviesados da realidade, produzem sofrimento emocional e comportamentos desadaptativos. A TCC trabalha exatamente para identificar e modificar essas estruturas rígidas, promovendo esquemas mais flexíveis e realistas.

3. No Ambiente Organizacional

Aprendizagem organizacional, mapas cognitivos compartilhados, rotinas e procedimentos — todos esses conceitos derivam, em última instância, da ideia de estruturas cognitivas aplicadas ao nível coletivo. As organizações, embora não possuam um cérebro, desenvolvem sistemas cognitivos, memórias institucionais e rotinas padronizadas para lidar com problemas internos e externos. 

O sucesso competitivo de uma empresa depende, cada vez mais, de sua capacidade de adaptar suas estruturas cognitivas coletivas — isto é, suas crenças compartilhadas, seus modelos mentais de negócio e suas práticas internalizadas — a um ambiente de constante transformação. A aprendizagem organizacional é, nessa perspectiva, um processo de “sensemaking”, no qual as estruturas cognitivas dos membros são progressivamente alinhadas e atualizadas.

4. Nos Estudos da Linguagem e da Cognição

As estruturas cognitivas também são fundamentais para a psicologia da linguagem. Nossos esquemas de eventos — como o esquema “fazer um pedido em um restaurante” ou “cumprimentar alguém” — fornecem roteiros implícitos que guiam nossa compreensão e produção linguística. Quando alguém de uma cultura diferente ativa um esquema ligeiramente diverso, podem surgir mal-entendidos e falhas de comunicação.

Críticas e Desenvolvimentos Contemporâneos

Nenhuma teoria significativa escapa ao escrutínio crítico, e as teorias das estruturas cognitivas também foram alvo de importantes questionamentos:

  • Subordinação excessiva do social ao individual: uma das críticas mais frequentes a Piaget é que sua teoria teria negligenciado o papel fundamental das interações sociais e da cultura na formação das estruturas cognitivas. Em contraste, Lev Vygotsky enfatizou que o desenvolvimento ocorre primeiro no plano social (interpsicológico) para depois se internalizar no plano individual (intrapsicológico).

  • Limitações metodológicas: alguns autores apontam que Piaget subestimou as capacidades cognitivas precoces das crianças, e que seus experimentos, por exigirem respostas linguísticas, podem ter obscurecido competências que, se avaliadas por outros meios, se revelariam mais precoces do que o proposto.

  • Transformação do conceito de esquema: segundo Nicoletta Caramelli, o conceito original de “schema” em Bartlett sofisticou-se ao longo das décadas, adquirindo caráter de regra e função antecipatória, distanciando-se em parte da concepção original.

Apesar dessas críticas, a neurociência contemporânea tem corroborado aspectos centrais da teoria: estudos de ressonância magnética funcional demonstram que estruturas de conhecimento prévio ativam redes neurais específicas, como o Default Mode Network, envolvido na aprendizagem espontânea e na atualização de esquemas.

O Futuro: Estruturas Cognitivas na Era da Inteligência Artificial

O avanço exponencial da inteligência artificial coloca questões profundas sobre as estruturas cognitivas humanas. Pesquisadores em neurociência cognitiva documentam mudanças significativas nos padrões de ativação cerebral entre usuários frequentes de IA: o córtex pré-frontal — responsável pelo pensamento crítico e resolução de problemas complexos — mostra menor ativação quando as pessoas sabem que têm acesso imediato a assistentes artificiais. 

um crescente debate sobre o chamado “offload cognitivo”: a progressiva delegação de tarefas — como escrever, pesquisar, decidir — a sistemas algorítmicos, com o risco de que os próprios esquemas mentais humanos se tornem menos complexos e menos flexíveis.

Paradoxalmente, a IA também oferece ferramentas inéditas para compreender e potencializar as estruturas cognitivas. Sistemas de reabilitação cognitiva baseados em IA, redes neurais profundas e modelos computacionais do aprendizado estão abrindo novos horizontes para a psicologia cognitiva e a educação. A questão central do nosso tempo talvez seja: como preservar e enriquecer a complexidade das estruturas cognitivas humanas em um mundo de co-pilotos artificiais?

 Considerações Finais

As estruturas cognitivas — sejam chamadas esquemas, modelos mentais ou representações — constituem a arquitetura invisível do pensamento. Elas nos permitem reduzir a infinita diversidade do mundo a proporções administráveis, agindo como lentes que tanto iluminam quanto podem distorcer a realidade.

Compreender sua formação, dinâmica e transformação é mais do que um exercício acadêmico: é um caminho para o autoconhecimento e para uma atuação mais consciente na educação, na clínica, nas organizações e na vida cotidiana.

“O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano.” — Isaac Newton

A ciência das estruturas cognitivas nos ensina que cada nova gota de conhecimento é simultaneamente assimilada pelas estruturas que já possuímos — e as modifica para sempre. O verdadeiro aprendizado, portanto, não é acumular informações, mas reorganizar continuamente nossas estruturas mentais para enxergar o mundo, e a nós mesmos, com clareza cada vez maior.

O conjunto de pesquisas que preparei, relativo ao tema em pauta e considerando uma interpretação bastante habitual, livre de avaliações precipitadas ou inovadoras, fundamentada em fontes sólidas e em textos de construção lógica, acredito ter abordado a questão com a clareza e a humildade que ele exige.

Não tive a pretensão de esgotar os problemas, nem apresentar respostas definitivas.  O que apresento é um percurso fundamentado – de caráter filosófico, teológico, humanista e maçônico – que respeita as referências bibliográficas e evita divagações discursivas desnecessárias.

Cada leitor, segundo seu ponto de vista, poderá acrescentar ou discordar.

Competia a mim apenas organizar o que outros, mais vividos, já ponderaram e escreveram, acrescentando o testemunho honesto de alguém que, ao longo do tempo, aprendeu que nascer, morrer e esperar o futuro. Acredito eu, que são mistérios que se desvendam mais na prática diária do que na reflexão abstrata.

Pesquisa e Redação Ivair Ximenes Lopes

Referências e Fontes para Aprofundamento

  • PIAGET, J. A Epistemologia Genética. Petrópolis: Vozes, 1973. (Obra fundamental sobre a construção do conhecimento).
  • KUHN, T. S. A Estrutura das Revoluções Científicas. 5. ed. São Paulo: Perspectiva, 1998. (A obra que consolidou a noção de paradigma, essencial para o pensamento sobre ciência e cognição).
  • BARTLETT, F. C. Remembering: A Study in Experimental and Social Psychology. Cambridge: Cambridge University Press, 1932. (O trabalho pioneiro sobre esquemas e memória).
  • RUMELHART, D. E.; NORMAN, D. A. Accretion, Tuning and Restructuring: Three Modes of Learning. In: COTTON, J. W.; KLATZKY, R. (Eds.). Semantic Factors in Cognition. Hillsdale: Erlbaum, 1978. (A teoria dos três modos de aprendizagem baseada em esquemas).
  • JOHNSON-LAIRD, P. N. Mental Models: Towards a Cognitive Science of Language, Inference, and Consciousness. Cambridge: Harvard University Press, 1983. (A obra clássica sobre modelos mentais).
  • BECK, A. T. Terapia Cognitiva da Depressão. Porto Alegre: Artmed, 2010. (A aplicação clínica dos esquemas na TCC).
  • A Teoria de Desenvolvimento Cognitivo de Piaget. Academia do Psicólogo, 24 out. 2023. Disponível em: https://academiadopsicologo.com.br/a-teoria-de-desenvolvimento-cognitivo-de-piaget/.
  • Jean Piaget: quem foi, teorias e a psicologia do desenvolvimento. Artmed, 22 dez. 2024. Disponível em: https://artmed.com.br/artigos/jean-piaget-quem-foi-teorias-e-a-psicologia-do-desenvolvimento.
  • Teoria cognitiva de Piaget. Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_cognitiva_de_Piaget.
  • CARVALHO, J. L. et al. Estrutura cognitiva dos alunos e aprendizagem conceptual da Matemática: contributos para o seu conhecimento através da técnica de Redes Associativas Pathfinder. Educação, Formação & Tecnologias, v. 3, n. 1, p. 15-30, maio 2010. Disponível em: https://educom.pt/eft/index.php/eft/article/download/71/55.
  • O que são esquemas cognitivos CONCRETAMENTE? (Psicologia e Neurociência). Universo da Psicologia, 20 set. 2023. Disponível em: https://universodapsicologia.com/o-que-sao-esquemas-cognitivos-psicologia-e-neurociencia/.
  • ESQUEMAS MENTAIS: O que são, como surgem e como influenciam sua vida? Neuroflux, 23 fev. 2024. Disponível em: https://neuroflux.com.br/neuroflux-psicologia-direcionada-publicacoes-artigo-08.html.
  • CERF, A. et al. Task-induced brain functional connectivity as a representation of schema for mediating unsupervised and supervised learning dynamics in language acquisition. Brain and Behavior, v. 11, n. 6, e02157, 2021. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8213930/.
Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

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A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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