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O maçom e o respeito às leis: um estudo fundamentado na Maçonaria

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O maçom e o respeito às leis: um estudo fundamentado na Maçonaria

a) Resumo preliminar do texto base

O texto base aborda o princípio fundamental do respeito às leis e à autoridade constituída como um dever primordial do maçom, independentemente da forma de governo vigente.

Ressalta que, embora o iniciado reconheça uma Lei Suprema — a da Verdade e do Espírito —, ele compreende que as leis humanas e as autoridades são emanações dessa Lei Superior.

Assim, o maçom deve respeitar as leis do país onde vive, mesmo diante de injustiças, confiando na justiça divina.

O texto enfatiza que o verdadeiro maçom não é revolucionário nem rebelde, pois sabe que as transformações efetivas se dão pela reforma interior, pelo amor e pela cooperação, e não pela violência externa. Além disso, as leis e autoridades maçônicas também devem ser respeitadas, mas sempre sob a suprema autoridade do Grande Arquiteto do Universo, que transcende todas as outras.

b) Pesquisa histórica sobre o respeito às leis na Maçonaria Regular

Desde suas origens na Maçonaria especulativa do século XVIII, o respeito à ordem legal e política dos países tem sido um princípio basilar. Nos escritos de Albert Pike (Morals and Dogma), este respeito é ligado à consciência da Lei Universal que se manifesta nos códigos humanos, e à responsabilidade de cada maçom de agir com retidão dentro das normas vigentes, promovendo a justiça social por meios pacíficos e éticos.

No contexto da Maçonaria Regular, o princípio da obediência às leis do Estado se destaca como garantia da estabilidade social e da convivência pacífica entre cidadãos, conforme ressaltam estudiosos como Nicola Aslan e Rizzardo da Camino. Estes autores enfatizam que o maçom, mesmo livre espiritualmente, deve sempre manter a harmonia social, respeitando as leis para melhor exercer sua influência transformadora na sociedade.

Historicamente, a Maçonaria foi associada a movimentos reformadores e iluministas, mas sempre com ênfase na mudança gradual e ética, nunca pela rebeldia ou pela violência. A tradição maçônica valoriza o diálogo, o exemplo moral e a educação como caminhos para a evolução social, em consonância com a filosofia de autores como Manly P. Hall.

c) Opiniões contrárias

Contudo, algumas correntes internas e externas à Maçonaria já interpretaram o respeito às leis de forma mais flexível, sobretudo em períodos de opressão ou regimes autoritários. Por exemplo, algumas lojas e maçons isolados participaram de movimentos revolucionários ou clandestinos para derrubar governos considerados ilegítimos ou injustos, buscando a liberdade e a justiça social.

Críticos como Carlos Alberto Gonçalves apontam que essa tensão entre o respeito às leis e a busca pela justiça pode gerar dilemas éticos complexos para o maçom, especialmente quando as leis vigentes são injustas ou violam direitos humanos básicos.

Outro ponto de debate reside na aplicação prática desse princípio: alguns autores questionam se a obediência irrestrita às leis não poderia tornar o maçom cúmplice de regimes opressivos, sugerindo a necessidade de uma reflexão crítica permanente, como destaca Armando Righetto.

d) Doutrina mais aceita

A doutrina mais consolidada na Maçonaria Regular é a do respeito incondicional às leis e às autoridades legítimas, pois elas são vistas como expressões da ordem universal. O maçom deve agir sempre dentro do quadro legal, promovendo mudanças por meios éticos e pacíficos.

Joaquim Gervásio de Figueiredo, em seu Dicionário Maçônico, reforça que a Maçonaria ensina o respeito à autoridade constituída como base para a ordem social, evitando rebeliões e atos que possam gerar o caos ou a injustiça.

Albert Pike esclarece que a liberdade maçônica é interna e espiritual, não isentando o maçom do dever cívico e legal perante o Estado, pois é pela harmonia entre esses planos que a Maçonaria contribui para a construção de um mundo melhor.

Por fim, a soberania do Grande Arquiteto do Universo, acima das leis humanas, assegura ao maçom uma bússola moral que orienta sua conduta em situações de conflito entre leis humanas e princípios éticos universais, sempre privilegiando o Bem, a Justiça e a Verdade.

e) Integração do texto base com a pesquisa

O texto base enfatiza que o maçom deve respeitar as leis e a autoridade constituída sem discutir sua legitimidade, sustentando que o verdadeiro poder emana da Lei Suprema do Espírito. Essa visão está alinhada com a doutrina da Maçonaria Regular, que vê a obediência legal como um aspecto da harmonia social e um dever do iniciado, conforme defendem Albert Pike, Nicola Aslan e Joaquim Gervásio de Figueiredo.

A ressalva do texto sobre a liberdade interior do maçom, que o liberta da sujeição cega, reflete a compreensão espiritual do maçom que, mesmo respeitando as leis externas, deve agir segundo os princípios éticos e universais. Essa dualidade é tema recorrente em autores como Rizzardo da Camino e Manly P. Hall.

As críticas à possibilidade de conflito entre leis humanas injustas e princípios éticos universais, mencionadas por autores como Carlos Alberto Gonçalves e Armando Righetto, enriquecem o debate ao demonstrar que o maçom deve estar preparado para discernir e agir com sabedoria, sempre dentro dos valores maçônicos.

Autor: Ivair Ximenes Lopes

Referências bibliográficas

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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