Ao dedicar minhas pesquisas sobre o Grande Oriente eSupremo Conselho dos Beneditinos, deparei-me com um universo de contradições e paixões que poucos registros históricos conseguem traduzir por completo. Para escrever este artigo, não me limitei a repetir narrativas consagradas; mergulhei nas bases documentais e nos fundamentos políticos, filosóficos e sociais que deram sustento a essa potência maçônica em um dos períodos mais efervescentes do Brasil Império.
Foi um exercício constante de discernimento, pois separar os fatos objetivos das interpretações carregadas de ideologia — em meio a disputas pelo poder e pela alma nacional — exige do pesquisador a humildade de rever conceitos e a coragem de apontar as nuanças que os manuais costumam omitir.
Ao cotejar fontes, atos oficiais e manifestos da época, percebi que os Beneditinos não foram apenas mais uma obediência; eles encarnaram, com rara intensidade, o espírito liberal e republicano que fermentava nas ruas e nos gabinetes. Compreender as fundações desse grupo é, portanto, compreender as próprias raízes do pensamento moderno no Brasil oitocentista.
É sobre essa base sólida de crítica histórica e filosófica que construo as reflexões a seguir. Por isso, peço sua atenção especial ao longo deste texto — não para absorver verdades prontas, mas para acompanhar comigo o meticuloso trabalho de desmontar camadas, questionar certezas e reconstruir o verdadeiro legado dos Beneditinos. Afinal, revisitar a trajetória desse Grande Oriente é um ato de discernimentosobre como a liberdade, a república e a fé na mudança social foram forjadas, muitas vezes nas sombras dos templos, antes de se tornarem luz na história do país.
O Grande Oriente e Supremo Conselho dos Beneditinos, também conhecido como Grande Oriente do Vale dos Beneditinos, foi uma das mais marcantes potências maçônicas do Brasil Império, ainda naquela época as duas potencias consolidavam-se em uma só. Mas isso, é outra história a percorrer.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).