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Rainha Vitória (1819 – 1901): A Monarca que Personificou uma Era e Reinou Sobre o Maior Império do Mun

Rainha Vitória (1819 – 1901) A Monarca que Personificou uma Era e Reinou Sobre o Maior Império do Mundo

Rainha Vitória (1819 – 1901): A Monarca que Personificou uma Era e Reinou Sobre o Maior Império do Mundo

Introdução 

Confesso que, antes de me aprofundar na figura de Alexandrina Vitória, eu a enxergava de forma um tanto distante — a imagem da velhinha de vestido preto, viúva eterna do príncipe Albert, que deu nome a uma época. No entanto, ao longo desta pesquisa, deparei-me com uma das figuras mais complexas e transformadoras da história europeia.

Vitória assumiu o trono em 1837 em meio a uma crise de popularidade da monarquia, com o próprio povo questionando se valia a pena manter uma realeza que pouco se importava com a nação. Aos 18 anos, uma jovem franzina e de aparência sisuda, ela inverteu essa trajetória: reconstruiu a dignidade da coroa, personificou uma era de expansão industrial e imperial sem precedentes, e reinou por 63 anos, 7 meses e 2 dias — o reinado mais longo da história britânica até então, superado apenas por sua trisneta, Elizabeth II.

Sua vida foi pontuada por paradoxos: uma rainha que odiava a gestação e a considerava “como uma vaca”, mas que teve nove filhos; uma monarca que revolucionou a moda ao usar vestido branco no altar e legitimou o uso do clorofórmio no parto, mas que mergulhou em luto profundo e quase reclusão após a morte do marido; a avó da Europa, cujos descendentes se espalhariam pelas principais casas reais do continente, mas que, pessoalmente, sentia-se pouco à vontade com as rígidas convenções de sua própria corte.

Neste artigo, convido o leitor a conhecer essa mulher extraordinária — e contraditória — cujo legado moldou o mundo em que vivemos até hoje.

Biografia

Infância e Juventude: A Princesa Deslocada

Alexandrina Vitória nasceu em 24 de maio de 1819 no Palácio de Kensington, em Londres, como a única filha legítima do príncipe Eduardo, duque de Kent e Strathearn (quarto filho do rei Jorge III), e da princesa Vitória de Saxe-Coburgo‑Saalfeld, princesa alemã. 

Apenas oito meses após seu nascimento, seu pai faleceu de pneumonia.

Seu avô, o rei Jorge III, morreria seis dias depois. Órfã de pai antes mesmo de completar um ano de vida, Vitória foi criada sob estrita vigilância por sua mãe e por seu conselheiro, Sir John Conroy. O sistema elaborado que instituíram, mais tarde conhecido como “sistema Kensington”, isolava a jovem princesa no palácio, controlava rigorosamente sua educação e suas interações, e buscava mantê‑la dependente para, quando ela subisse ao trono, continuarem exercendo influência sobre os negócios do reino.

Vitória não era inicialmente destinada ao trono. Seus três tios (Jorge IV, Frederico e Guilherme IV) não possuíam filhos legítimos, e a filha de Jorge IV, a princesa Carlota de Gales — herdeira direta da coroa — falecera em 1817 no parto, com hemorragia interna. 

Por essa razão, os irmãos do rei, todos solteiros e com as finanças pessoais desordenadas, correram para se casar e produzir um herdeiro.

Eduardo, duque de Kent, foi o primeiro a ter sucesso. Quando Vitória nasceu, era a quinta na linha de sucessão; com a morte de seu pai e a subsequente morte de seus tios, foi declarada herdeira presumível do trono em 1830, aos onze anos.

Ascensão ao Trono e Primeiros Anos

Em 20 de junho de 1837, seu tio, o rei Guilherme IV, faleceu sem deixar herdeiros legítimos. Vitória, com apenas 18 anos de idade, herdou a Coroa Britânica. O reinado que se iniciava duraria impressionantes 63 anos. Sua cerimônia de coroação ocorreu na Abadia de Westminster em 28 de junho de 1838. Uma de suas primeiras atitudes simbólicas foi retirar o nome “Alexandrina” e governar como Rainha Vitória.

Ao ascender ao trono, a monarquia era amplamente impopular. A corte era vista como corrupta e distante, e havia clamores abertos pela substituição da realeza por uma república.

A jovem rainha, porém, restaurou a dignidade da coroa ao adotar conduta impecável, aparências públicas cuidadosas e uma vida familiar que rapidamente conquistou a simpatia da nascente classe média. Nos primeiros anos de seu reinado, ela foi fortemente influenciada pelo primeiro‑ministro lorde Melbourne, que atuou como uma espécie de mentor político e pessoal para a jovem soberana.

Casamento e o Príncipe Albert

Vitória casou‑se em 10 de fevereiro de 1840 com seu primo de primeiro grau, Alberto de Saxe‑Coburgo‑Gota, príncipe alemão. Fora um casamento planejado por seu tio Leopoldo (futuro rei dos belgas), mas transformou‑se em uma genuína história de amor. Em seus diários, a rainha registrou: “É extremamente bonito; seus olhos são largos e azuis e ele tem um nariz lindo e uma boca muito doce.”

O príncipe Albert teve enorme influência sobre Vitória e, com o passar do tempo, assumiu muitas das funções da monarca — recebendo comunicados confidenciais, reunindo‑se com o primeiro‑ministro e presidindo reuniões de Estado. Alguns historiadores denominam esse período do reinado como “albertino” , não propriamente vitoriano. Albert foi um protetor das artes, das ciências e das inovações tecnológicas; sua iniciativa mais célebre foi a realização da Grande Exposição Universal de 1851 no Palácio de Cristal, em Londres, que reuniu inovações industriais de todo o mundo.

Os Nove Filhos

O casal teve nove filhos entre 1840 e 1857. Muitos deles se casaram com membros das principais casas reais europeias, o que valeu a Vitória o apelido de “avó da Europa” . Seus descendentes incluíram:

  • Vitória, Princesa Real (1840), que se casou com o imperador alemão Frederico III.

  • Eduardo VII (1841), seu sucessor no trono britânico.

  • Alice (1843), grã‑duquesa de Hesse e Reno.

  • Alfredo (1844), duque de Saxe‑Coburgo‑Gota e de Edimburgo.

  • Helena (1846), princesa de Schleswig‑Holstein.

  • Luísa (1848), duquesa de Argyll.

  • Artur (1850), duque de Connaught.

  • Leopoldo (1853), duque de Albany.

  • Beatriz (1857), princesa de Battenberg.

Seu neto, Guilherme II, viria a ser o último imperador alemão. Essa vasta rede de casamentos dinásticos, que conectava praticamente todas as casas reais do continente, explica por que Vitória é com frequência chamada de “avó da Europa”.

A Revolução Industrial, a Era Vitoriana e o Império

O reinado de Vitória coincidiu com o auge da Revolução Industrial, a rápida urbanização e a consolidação do Império Britânico. A economia industrial exigia fontes de matéria‑prima, energia e mercados consumidores, o que levou a uma intensa política imperialista. Até o final de seu reinado, estima‑se que uma em cada quatro pessoas na Terra era súdita do Império Britânico. O império se estendia da África à Índia, do Canadá à Nova Zelândia, cobrindo mais de 20% da superfície terrestre e controlando igual parcela da população mundial. Em 1876, Vitória recebeu formalmente o título de Imperatriz da Índia, proclamado no Delhi Durbar de 1º de janeiro de 1877.

Internamente, o período foi marcado por reformas sociais e econômicas, avanços tecnológicos (ferrovias, telégrafo, iluminação a gás, fotografia) e consolidação das instituições democráticas. A urbanização desordenada, porém, trouxe graves problemas: cortiços superlotados, falta de saneamento, epidemias e poluição. A Era Vitoriana é, ao mesmo tempo, a época do apogeu industrial e da exclusão social.

Viuvez e Reclusão

O ano de 1861 foi devastador para Vitória. Em março, sua mãe faleceu; em dezembro, seu amado marido, o príncipe Albert, morreu aos 42 anos, provavelmente de febre tifoide. A rainha mergulhou em profunda depressão. Passou anos afastada da vida pública, recusando‑se a aparecer em cerimônias oficiais ou a abrir o Parlamento, o que a tornou impopular entre seus súditos. Utilizou o apelido de “Viúva de Windsor” durante esse período. Foi somente a partir da década de 1870 que ela retomou a vida pública com autonomia, tornando‑se uma das figuras mais conhecidas do mundo no século XIX.

Morte e Legado

Vitória faleceu em 22 de janeiro de 1901, na residência de Osborne House, na Ilha de Wight, aos 81 anos de idade, após um breve declínio de saúde. Foi sepultada no Mausoléu Real de Frogmore, em Windsor. Sucedeu‑a seu filho mais velho, o rei Eduardo VII, primeiro monarca da Casa de Saxe‑Coburgo‑Gota (mais tarde renomeada Casa de Windsor).

Feitos e Conquistas

O legado da Rainha Vitória é vasto e multidisciplinar:

  1. Maior reinado da história britânica até então: Governou por 63 anos e 216 dias, sendo a monarca mais longeva da história do Reino Unido até ser ultrapassada por Elizabeth II.

  2. Consolidação do Império Britânico: Sob seu reinado, o império atingiu sua máxima extensão — cerca de um quinto das terras e da população mundial.

  3. Título de Imperatriz da Índia (1876): Formalizou a coroação do domínio britânico sobre o subcontinente indiano.

  4. Patrocínio da Exposição Universal de 1851 (Palácio de Cristal): Graças à iniciativa do príncipe Albert, a exposição celebrou a superioridade industrial e tecnológica britânica e tornou‑se modelo para as feiras mundiais subsequentes.

  5. Reconstrução da imagem da monarquia: Quando subiu ao trono, a monarquia era amplamente impopular; ao final de seu reinado, a coroa britânica era símbolo de estabilidade e continuidade.

  6. Inovações culturais e sociais: Popularizou o vestido de noiva branco (casamento de 1840), introduziu a Marcha Nupcial de Felix Mendelssohn em cerimônias reais e foi a primeira monarca a utilizar anestesia (clorofórmio) em partos.

  7. “Avó da Europa”: Seus nove filhos se casaram em famílias reais por todo o continente, expandindo a influência britânica e estabelecendo laços dinásticos que sobreviveriam por gerações.

  8. Era Vitoriana: Seu nome batizou um período histórico inteiro — sinônimo de progresso industrial, estabilidade política e rigor moral.

Curiosidades

  1. Odisséia do nome: Nasceu como Alexandrina Vitória; seu primeiro nome homenageava o czar Alexandre I da Rússia. Ela mesma decidiu descartá‑lo quando se tornou rainha.

  2. Tentativas de assassinato: Em seus primeiros anos de reinado, Vitória foi alvo de pelo menos cinco atentados. Apesar disso, continuou a fazer aparições públicas, fato que contribuiu para sua popularidade.

  3. Gestação e parto: Vitória odiava estar grávida, sentia‑se “como uma vaca”, e achava os recém‑nascidos pouco atraentes. Ainda assim, teve nove filhos.

  4. Pioneira do parto anestesiado: Para o nascimento de seus dois últimos filhos (1853 e 1857), usou clorofórmio administrado pelo médico John Snow. A atitude ajudou a legitimar a anestesia obstétrica, que décadas depois se tornaria prática comum.

  5. O vestido de noiva branco: Em 1840, usou um vestido branco com véu e grinalda. Até então, as noivas usavam as cores de sua preferência. Ela criou a tradição que persiste até hoje.

  6. Marcha Nupcial: Encomendou ao compositor Felix Mendelssohn a música para o casamento de uma de suas filhas. A composição — que hoje conhecemos como Marcha Nupcial — tornou‑se padrão.

  7. Poliglota com sotaque: Educada em alemão pela mãe e por governantas, Vitória nunca falou inglês perfeitamente e sempre manteve sotaque alemão.

  8. Hemofilia real: Vitória foi portadora do gene da hemofilia, condição hereditária que afeta a coagulação do sangue. Ela o transmitiu a vários de seus filhos e netos, que o espalharam pelas casas reais da Rússia, Espanha e Alemanha.

  9. Reclusão e popularidade: Após a morte de Albert, afastou‑se por anos da vida pública, o que lhe rendeu o apelido nada afetuoso de “Viúva de Windsor”. No entanto, quando retornou, consolidou‑se como uma das figuras mais reconhecidas do mundo.

  10. Legado duradouro: A própria época que inaugurou — a Era Vitoriana — tornou‑se sinônimo de progresso, industrialização e valores morais rígidos. Seu nome continua a ser evocado na arquitetura, na literatura, no mobiliário, na moda e em inúmeros aspectos da cultura ocidental.

Obras Inspiradas na Rainha

Embora Vitória não tenha produzido obras literárias propriamente ditas, sua vida e seu reinado geraram uma vasta produção cultural:

  • Os diários e cartas de Vitória: A rainha foi escritora compulsiva. Seus diários (que totalizam dezenas de volumes) e sua volumosa correspondência (especialmente com o príncipe Albert e com seus numerosos filhos e netos) constituem um valioso registro histórico e literário, editado e publicado postumamente em diversas coletâneas, como The Letters of Queen Victoria.

  • A Era Vitoriana (Emily Brontë, Charles Dickens, George Eliot, Arthur Conan Doyle, Oscar Wilde, entre tantos): A Era Vitoriana foi um dos períodos mais fecundos da literatura inglesa. Embora não tenham sido escritos sobre Vitória, seus romances são um testemunho vivo de sua época.

  • Victoria & Abdul (filme de 2017): Estrelado por Judi Dench e Ali Fazal, retrata a improvável amizade da rainha já idosa com seu criado indiano, Abdul Karim. Baseado em fatos reais.

  • Victoria (série de TV ITV, 2016‑2019): Produção britânica estrelada por Jenna Coleman, retrata os primeiros anos de reinado, o romance com Albert e as intrigas da corte.

  • The Young Victoria (filme de 2009): Emily Blunt interpreta a rainha jovem, com foco na ascensão ao trono, no “sistema Kensington” e no casamento com Albert. Vencedor do Oscar de Melhor Figurino.

  • Mrs. Brown (filme de 1997): Judi Dench interpreta Vitória na fase de luto profundo (após a morte de Albert) e sua improvável amizade com o criado escocês John Brown, que lhe devolveu a vontade de viver.

  • Victoria & Albert (minissérie da BBC, 2001): Retrato detalhado do relacionamento do casal real, com Victoria Hamilton e Jonathan Firth.

  • Rainha Vitória (documentários diversos): Inúmeros documentários televisivos exploram sua vida, seu diário, suas roupas e seu legado, especialmente em datas‑marco de seu reinado.

Considerações Finais

Ao final desta pesquisa, fica evidente que a Rainha Vitória foi muito mais do que um ícone decorativo do século XIX. Ela foi uma arquiteta — ainda que involuntária — da monarquia moderna. Ao ascender a um trono em crise, ela escolheu a via da discrição, da família modelo e do dever público, restaurando a legitimidade da coroa britânica. Sob seu reinado, a Revolução Industrial transformou a Grã‑Bretanha na “oficina do mundo”, e o imperialismo britânico atingiu seu auge — cobrindo um quinto da superfície terrestre. Sua imagem, aos poucos construída, passou a representar os valores da estabilidade, do progresso e da moralidade rígida que caracterizam o período que leva seu nome.

Sua vida pessoal, no entanto, foi marcada por contradições: uma rainha que detestava a gestação, mas teve nove filhos; que legitimou o parto anestesiado, mas mergulhou em profunda depressão após a morte do marido; que jamais se sentiu confortável com as convenções rígidas de sua própria corte, mas cujo nome se tornou sinônimo delas. Essas dualidades, longe de diminuírem sua grandeza, a humanizam. Pois, ao fim, Vitória não foi apenas uma soberana — foi uma mulher que viveu intensamente os dilemas de seu tempo e, assim, personificou uma era.

Pesquisa e Redação Ivair Ximenes Lopes

Fontes de Pesquisa

Wikipédia, a enciclopédia livre. “Vitória do Reino Unido”. [pt.wikipedia.org]
Wikipédia, a enciclopédia livre. “Rainha Vitória”.
eBiografia. “Rainha Vitória: Rainha da Inglaterra”. Dilva Frazão, 24 de abril de 2024. [www.ebiografia.com]
Mundo Educação. “Rainha Vitória: biografia, reinado, importância”. [mundoeducacao.uol.com.br]
Brasil Escola. “Rainha Vitória: biografia, reinado, filhos, morte”. [brasilescola.uol.com.br]
Toda Matéria. “Rainha Vitória do Reino Unido: resumo da sua vida”. [www.todamateria.com.br]
Super Interessante. “Mulheres que mudaram a história: Rainha Vitória da Inglaterra”. 2 de março de 2018. [super.abril.com.br]
National Geographic Brasil. “Veja como a Rainha Vitória reconstruiu a monarquia britânica”. 10 de abril de 2021. [www.nationalgeographicbrasil.com]
Aventuras na História. “Palácio de Buckingham e tentativas de assassinato”. 18 de setembro de 2020. [aventurasnahistoria.com.br]
Aventuras na História. “O lado frágil da rainha: mãe de nove filhos, Vitória pediu por anestesia no parto”. [aventurasnahistoria.com.br]
Aventuras na História. “Rainha Vitória” (personagem). [aventurasnahistoria.com.br]
EBC – Agência Brasil. “Na Trilha da História: Rainha Vitória, a monarca que…”. 23 de janeiro de 2019.
Conhecimento Científico/R7. “Rainha Vitória – Biografia, Império e principais atos da Era Vitoriana”. 16 de janeiro de 2020.

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

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