Ramsés II (c. 1303 a.C. – 1213 a.C.): O Faraó que Desafiou o Tempo e Construiu para a Eternidade
Introdução
Quando comecei a pesquisar a figura de Ramsés II, confesso que o imaginava como o faraó arrogante do Êxodo, aquele que teria desafiado Moisés e pagado um preço terrível por sua teimosia. No entanto, ao aprofundar meus estudos, deparei-me com um personagem muito mais complexo e fascinante: um governante que não apenas expandiu as fronteiras do Egito, mas compreendeu, como poucos antes dele, que o poder verdadeiro se constrói tanto com monumentos quanto com exércitos.
Ramsés, o Grande — nome que lhe foi dado por seus próprios súditos ainda em vida — reinou por 66 anos, viveu até os 90 anos, teve mais de 100 filhos e dezenas de esposas, e ordenou a construção de mais templos, estátuas e obeliscos do que qualquer outro faraó. Sua história, que mescla vitórias militares reais e uma propaganda política tão eficaz quanto qualquer campanha moderna, é, a meu ver, um testemunho extraordinário da capacidade humana de moldar a própria lenda.
Neste artigo, convido o leitor a conhecer a trajetória desse homem que, mais de três milênios depois, ainda é lembrado como “o Grande” — e cuja face, esculpida em rocha viva em Abu Simbel, continua a desafiar o tempo e o deserto.
Biografia
Origens e Primeiros Anos: O Neto de um General que se Tornou Faraó
Ramsés II, cujo nome egípcio Usermaatra-setepenra significa “A Justiça de Rá é Poderosa, Escolhido de Rá”, nasceu por volta de 1303 a.C., provavelmente na região do delta do Nilo, durante o reinado de seu avô, o faraó Horemheb, último soberano da XVIII dinastia. Sua família, no entanto, não era de origem real. Seu avô paterno, Paramessu (que reinaria como Ramsés I), era um general do exército egípcio que, por sua competência militar, foi escolhido por Horemheb para sucedê-lo, fundando a XIX dinastia. Seu pai, Seti I, consolidou o poder da nova dinastia e preparou o filho para o trono, dando-lhe ainda jovem um harém e um palácio.
Ramsés foi educado desde cedo na arte da guerra. Acompanhou o pai em campanhas militares na Líbia e na Palestina aos 14 anos. Aos 10 anos, já era designado “primogênito do rei” e capitão do exército — posto honorífico, sem dúvida, que atestava sua posição privilegiada. Aos 22 anos, liderava suas próprias campanhas na Núbia, já como corregente de Seti I.
Ascensão ao Trono (1279 a.C.)
Com a morte de Seti I por volta de 1279 a.C., Ramsés II, então com aproximadamente 24 anos, ascendeu ao trono como o terceiro faraó da XIX dinastia. Desde os primeiros momentos, deixou claro que seu reinado seria marcado pela força militar e pela grandiosidade arquitetônica. Uma de suas primeiras medidas foi fundar uma nova capital, Pi-Ramsés (“Casa de Ramsés”), próxima ao delta do Nilo, estrategicamente localizada para facilitar o deslocamento das tropas em direção à Ásia.
A Batalha de Kadesh (1274 a.C.) e o Tratado de Paz
O evento militar mais célebre do reinado de Ramsés foi a Batalha de Kadesh (1274 a.C.), travada contra o Império Hitita, a grande potência rival no norte da Síria. Os hititas, liderados pelo rei Muwatalli II, haviam reconquistado a cidade de Kadesh, estratégica para o controle das rotas comerciais. Ramsés marchou com suas tropas (estima-se cerca de 20 mil homens), mas caiu em uma armadilha: dois espiões hititas capturados garantiram ao faraó que o inimigo estava longe, quando, na verdade, aguardava emboscado nas proximidades.
A batalha foi um dos confrontos mais sangrentos da Antiguidade. Em certo momento, Ramsés ficou isolado com sua guarda pessoal e quase foi capturado. Somente a chegada de reforços (o exército de Ne’arin, aliado dos egípcios) salvou o faraó da derrota total. No final, ambos os lados sofreram pesadas baixas, e o resultado foi inconclusivo — embora Ramsés, em sua propaganda habitual, tenha mandado esculpir nas paredes dos templos a imagem de si mesmo, sozinho em sua biga, desbaratando sozinho o exército inimigo.
A guerra, porém, não terminou em Kadesh. Durante 15 anos, o conflito se arrastou. Apenas em 1259 a.C., já no 21º ano do reinado de Ramsés, os dois impérios selaram um acordo de paz e aliança mútua — o Tratado de Cades, o documento diplomático mais antigo do mundo cujo texto sobreviveu até nossos dias. O tratado, escrito em placas de prata (que se perderam), estabelecia a paz perpétua, a devolução de refugiados e a promessa de auxílio militar contra inimigos comuns. Uma réplica do tratado encontra-se exposta na sede das Nações Unidas, em Nova York, como símbolo da importância da diplomacia internacional.
O Construtor: Templos, Estátuas e o Ramesseum
Ramsés II foi, antes de tudo, um construtor. Nenhum faraó antes ou depois dele ergueu tantos monumentos. Suas obras mais impressionantes incluem:
O Ramesseu: Seu templo mortuário em Tebas (na margem oeste do Nilo), conhecido pelos gregos como Ramesseum, era um vasto complexo de pedra, rodeado por capelas dedicadas a diversas divindades. Abrigava uma colossal estátua do faraó sentado, com 17 metros de altura, da qual hoje restam apenas fragmentos. O Ramesseu não era apenas um monumento funerário: era um centro vivo de atividade religiosa, educacional, administrativa e econômica.
O complexo de templos de Abu Simbel: Esculpido na rocha viva da Núbia, próximo à fronteira sul do Egito, Abu Simbel consiste em dois templos monumentais. O Grande Templo, dedicado ao deus Rá-Horakhty, ao deus Ptah e ao próprio Ramsés divinizado, foi construído em cerca de 20 anos. Sua fachada, com 30 metros de altura e 35 de largura, é dominada por quatro estátuas colossais do faraó sentado, cada uma com cerca de 20 metros de altura. O templo foi orientado de modo que, duas vezes por ano (nos aniversários de sua coroação e de seu nascimento), os raios do sol penetram no santuário interior para iluminar as estátuas dos deuses e do próprio Ramsés.
O Pequeno Templo de Abu Simbel: Ao lado, Ramsés dedicou um templo à sua esposa favorita, a rainha Nefertari, como uma homenagem à deusa Hator. Este ato, incomum para a época — é raro que um faraó dedique um templo a uma rainha —, testemunha o amor e o respeito que sentia por ela.
O salão hipostilo de Karnak: Ramsés concluiu a obra iniciada por seu pai, acrescentando um vasto salão com 134 colunas maciças, algumas com mais de 20 metros de altura.
Os colossos de Ramsés: Estátuas do faraó, em tamanho colossal, foram erguidas por todo o Egito. Muitas foram usurpadas de faraós anteriores, com o nome de Ramsés inscrito por cima dos nomes originais — uma prática que, embora controversa, ajudou a preservar os monumentos que, de outra forma, teriam sido abandonados.
As Esposas e os Filhos: A Maior Família Real da História
Ramsés II foi pai de uma das maiores famílias reais da história. Ele teve entre 100 e 120 filhos. Seu harém incluía dezenas de esposas e concubinas, mas duas delas destacaram-se acima das demais:
Nefertari: A Grande Esposa Real favorita de Ramsés. Sua beleza e sua importância são atestadas por inúmeras estátuas e pinturas, especialmente na magnífica tumba que lhe foi construída no Vale das Rainhas — uma das mais belas do Egito Antigo. Nefertari morreu por volta do 24º-25º ano do reinado, e Ramsés sentiu profundamente sua perda. O templo que lhe dedicou em Abu Simbel é um testemunho do amor que nutria por ela.
Isetnofret (Iset-Nofret) : A segunda Grande Esposa Real, menos conhecida nas representações públicas, mas crucial para a sucessão. Foi mãe de Merneptá, o décimo terceiro filho de Ramsés, que herdaria o trono após a morte do pai, quando todos os irmãos mais velhos já haviam falecido.
Além dessas, Ramsés teve várias outras esposas, incluindo duas de suas próprias filhas (Meritamon e Bintanath) e uma princesa hitita com quem se casou em 1245 a.C., como parte do acordo de paz.
A Morte e a Múmia
Ramsés II faleceu em 1213 a.C., aos aproximadamente 90 anos, após 66 anos de reinado. Foi sepultado no KV7, no Vale dos Reis, em uma tumba que, embora grande, foi saqueada na Antiguidade. Sua múmia, porém, sobreviveu. Durante o Terceiro Período Intermediário, os sacerdotes transferiram o corpo do faraó, juntamente com outros reis, para um esconderijo em Deir el-Bahari, onde foi descoberto em 1881.
Em 1974, a múmia foi enviada a Paris para tratamento contra um fungo que ameaçava deteriorá-la. O governo egípcio, exigindo passaporte para toda pessoa (viva ou morta) que deixasse o país, emitiu um documento de viagem oficial para o faraó falecido — possivelmente o único passaporte já emitido para uma múmia. A análise forense revelou que Ramsés era alto (cerca de 1,75 m), tinha pele clara, cabelos ruivos ondulados e sofria de artrite, má circulação e abscessos dentários.
Após o tratamento, a múmia retornou ao Cairo, onde permanece em exposição no Museu Egípcio, atraindo visitantes de todo o mundo.
Feitos e Conquistas
O legado de Ramsés II é vasto e multifacetado:
66 anos de reinado: Um dos mais longos da história egípcia, período no qual o Egito atingiu o ápice de seu poder e prosperidade.
Expansão territorial: Suas campanhas na Síria, no Líbano, na Líbia e na Núbia consolidaram o controle egípcio sobre vastas áreas, e a paz com os hititas garantiu décadas de estabilidade no Mediterrâneo oriental.
O Tratado de Cades (1259 a.C.) : O tratado de paz e aliança mais antigo do mundo cujo texto sobreviveu, um dos marcos da diplomacia internacional.
Construções monumentais: Nenhum faraó antes ou depois construiu tantos templos, estátuas e obeliscos. Seu legado arquitetônico inclui Abu Simbel, o Ramesseu, e a conclusão do salão hipostilo de Karnak.
Fundação de Pi-Ramsés: A nova capital no delta do Nilo facilitou a administração e o controle militar das fronteiras asiáticas.
Reformas militares e econômicas: Profissionalizou o exército e incentivou o comércio, as minas e as caravanas, garantindo um período de prosperidade sem precedentes.
A família real mais numerosa da história: Entre 100 e 120 filhos legítimos, cujas alianças matrimoniais e cargos na administração cimentaram o poder da dinastia.
Curiosidades
“Ramsés, o Grande”: O epíteto foi-lhe atribuído ainda em vida, pelos próprios egípcios — uma honra raríssima, que denota a admiração que inspirava em seus contemporâneos.
Faraó do Êxodo?: Apesar da crença popular, não há qualquer evidência histórica ou arqueológica que associe Ramsés II ao faraó do Livro do Êxodo. A identificação é uma tradição tardia, sem fundamento nos registros egípcios.
O “Passaporte da Múmia”: Em 1974, quando a múmia de Ramsés precisou ser transportada a Paris para restauração, o governo egípcio exigiu que ela portasse um passaporte. Na profissão, constava “Rei (falecido)”.
O pânico da morte: Ramsés viveu tanto — 90 anos, 66 dos quais no trono — que, ao falecer, houve pânico generalizado entre seus súditos, muitos dos quais nunca haviam conhecido outro faraó. Temia-se que o mundo acabasse com a morte do rei.
A rainha esquecida: Enquanto Nefertari é imortalizada em estátuas e tumbas, Isetnofret, a mãe de seu sucessor, teve poucas representações, como se Ramsés a tivesse deliberadamente mantido na sombra. As razões permanecem desconhecidas.
A usurpação de monumentos: Ramsés não se contentava em erguer obras próprias: mandava apagar os nomes de faraós anteriores em seus monumentos e inscrever o seu em seu lugar. Para Ramsés, a glória de construir era tão importante quanto a glória de conquistar.
O “museu aberto” de Luxor: Os turistas que hoje percorrem o templo de Luxor podem ver uma estátua colossal de Ramsés em granito preto, com 11 metros de altura, que domina o primeiro pátio — uma das imagens mais fotografadas do Egito.
Os cabelos ruivos do faraó: A análise forense de sua múmia revelou que Ramsés tinha cabelos ruivos e pele clara — traços que, na mitologia egípcia, eram associados ao deus Set e à realeza. O fenômeno intrigou os cientistas, que sugeriram que ele poderia ter ascendência líbia ou asiática.
O casamento com as filhas: Ramsés casou-se com pelo menos três de suas próprias filhas (Meritamon, Bintanath e Nebettawy). A prática, embora incompreensível para os padrões modernos, era aceita na realeza egípcia como forma de manter a pureza do sangue divino.
O perfil na literatura: Ramsés foi imortalizado na literatura ocidental pelo soneto “Ozymandias” , de Percy Bysshe Shelley (1818), que evoca a estátua colossal do faraó caída no deserto e o poder efêmero do homem.
Obras Inspiradas no Monarca
Ramsés II, ao contrário de alguns de seus sucessores, não deixou obras literárias de sua autoria. Sua produção intelectual limitou-se a inscrições monumentais em templos e estelas, nas quais relatava suas campanhas e suas glórias — notadamente os “Boletins de Guerra” esculpidos nas paredes do Ramesseu. No entanto, sua figura inspirou inúmeras obras artísticas e literárias ao longo dos séculos:
O soneto “Ozymandias” (1818) : O mais famoso poema do romântico inglês Percy Bysshe Shelley, inspirado por uma estátua colossal de Ramsés II (a forma grega de seu trono, User-maat-re). O soneto narra a descoberta, no deserto, de um pedestal com as palavras: “Meu nome é Ozymandias, rei dos reis: / Contemplai minhas obras, ó Poderosos, e desesperai!” — um poderoso comentário sobre a fragilidade da glória humana.
Ramsés II: o Poderoso (romance de Christian Jacq, 1995) : O primeiro volume da célebre pentalogia do egiptólogo francês Christian Jacq, que narra a vida de Ramsés desde a juventude até a morte. A série tornou-se um fenômeno editorial internacional, com mais de 20 milhões de exemplares vendidos, e popularizou a figura do faraó para uma nova geração.
Ramsés II: O Grande (série de TV francesa, 1998) : Minissérie dirigida por Claude Boissol, que adaptou os romances de Jacq para a televisão, com grande sucesso de audiência.
O Faraó (série da National Geographic, 2024) : Série documental que reconstitui a vida e o reinado de Ramsés II, com novas escavações arqueológicas e imagens computadorizadas. Foi aclamada pela crítica.
Os Dez Mandamentos (filme de Cecil B. DeMille, 1956) : O épico bíblico que retrata Ramsés (interpretado por Yul Brynner) como antagonista de Moisés — uma das representações mais icônicas do faraó no cinema.
O Príncipe do Egito (filme de animação, 1998) : Produção da DreamWorks que retrata a relação entre Moisés e Ramsés (dublado por Ralph Fiennes) como irmãos de criação. A música “When You Believe”, premiada com o Oscar, acompanha a fuga do povo hebreu.
Ramsés II: O Faraó dos Faraós (documentário da BBC, 2004) : Produção que acompanha a expedição de arqueólogos ao Vale dos Reis e ao Ramesseum, com entrevistas de egiptólogos e imagens detalhadas dos monumentos.
Os Egípcios (série documental da BBC, 2019) : Episódio dedicado a Ramsés II, com foco na Batalha de Kadesh e na construção de Abu Simbel.
Ramsés o Grande e o Ouro dos Faraós (exposição itinerante, 2021-2024) : Exposição que reuniu mais de 180 artefatos do reinado de Ramsés II, incluindo sua máscara funerária, joias e estátuas, em turnê por Houston, São Francisco e Paris.
Ramsés II: O Grande e o Êxodo (filme de 2018) : Produção bíblica que retrata o faraó (interpretado por Steve Toussaint) como opressor do povo hebreu.
The Legend of the Pharaoh (jogo de computador, 2003) : Aventura gráfica em que o jogador assume o papel de Ramsés II, explorando templos e desvendando mistérios.
Ramsés II: The Warrior Pharaoh (livro de 2013, de Michael Haag) : Guia ilustrado sobre as campanhas militares, as construções e o legado do faraó.
Ramesses II: Egypt’s Greatest Pharaoh (biografia de T.G.H. James, 2000) : Um dos mais completos estudos acadêmicos em inglês, que reúne fontes primárias e análises históricas.
Considerações Finais
Ao final desta pesquisa, fica evidente que Ramsés II foi uma das figuras mais extraordinárias e contraditórias da história antiga. Guerreiro implacável, mas também diplomata visionário; construtor megalomaníaco, mas também administrador eficiente; faraó que se autoproclamava deus vivo, mas que enfrentou as dores da artrite e a perda de entes queridos — Ramsés encarnou, como nenhum outro, o ideal do soberano absoluto.
Sua maior obra talvez tenha sido a capacidade de transformar a propaganda em legado. Ele construiu mais estátuas de si mesmo do que qualquer outro faraó, não por pura vaidade, mas porque compreendeu que a imagem do rei era, ela própria, um instrumento de poder. As batalhas que não venceu foram celebradas como vitórias; as mulheres que amou foram imortalizadas em pedra; os templos que usurpou levaram seu nome. E esse esforço de autopromoção, surpreendentemente, deu certo: mais de três mil anos depois, o nome de Ramsés ainda é sinônimo de grandeza.
O Tratado de Cades, que ele selou com seus antigos inimigos, é um dos primeiros documentos diplomáticos da história — um testemunho de que, para Ramsés, a paz podia ser tão vantajosa quanto a guerra. E os templos de Abu Simbel, movidos pedra por pedra na década de 1960 para salvá-los das águas da represa de Assuã, demonstram que o legado que ele construiu para si mesmo ainda é valorizado pela humanidade.
Não é à toa que os egípcios, já em vida, lhe chamaram de “o Grande” . E, três milênios depois, o mundo ainda concorda.
Pesquisa e Redação Ivair Ximenes Lopes
Fontes de Pesquisa
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“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











